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Oposição não reconhece vitória de Lukashenko na Bielo-Rússia e denuncia repressão

Reprodução/Instagram Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


10/08/2020 | 10:25


Candidata da oposição na eleição presidencial da Bielo-Rússia, Svetlana Tikhanovskaya declarou nesta segunda-feira, 10, que não reconhece o resultado da votação realizada no domingo. Em coletiva de imprensa, Svetlana denunciou que houve repressão contra manifestantes anti-governo durante a madrugada e disse que vai comprovar que houve fraude nas eleições.

"As autoridades devem refletir sobre como transferir o poder. Me considero vencedora da eleição", afirmou Svetlana, contestando uma pesquisa boca de urna oficial que apontou vitória do atual presidente do país, Alexander Lukashenko, com 80% dos votos.

Svetlana também afirmou estar disposta a se reunir com Lukashenko para abordar a situação das eleições e disse que não pretende abandonar o país por medo de ser presa. "Não vejo nenhum motivo pelo qual eu possa ser presa ou tenha que sair do país."

A equipe da candidata vem fazendo uma contagem independente dos votos para provar que houve fraude e tem convocado "os que creem que seus votos foram roubados" a não ficarem calados.

Depois do fechamento dos colégios eleitorais na Bielo-Rússia, a oposição do país saiu às ruas de Minsk e de outras cidades para protestar contra o que denunciaram como fraude eleitoral. Os manifestantes foram dispersados pela polícia, que usou bombas de gás lacrimogêneo, balas de borracha e jatos de água.

Segundo o Ministério do Interior, cerca de 3 mil pessoas foram presas durante os protestos e 50 foram feridas. Entres os agentes de segurança pública, 39 ficaram feridos.

O processo eleitoral na Bielo-Rússia apresentou sinais de comprometimento desde antes de seu início formal. Lukashenko, que governa o país desde 1994, não poupou esforços para reprimir a oposição e garantir a continuidade no cargo.

Dois candidatos foram presos durante a campanha e um está no exílio. Um dos detidos é Siarhei Tikhanovski, marido de Svetlana, de quem ela herdou sua posição como representante da oposição unificada.

A comunidade internacional se manifestou ao fim do pleito no país do leste europeu. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen condenou a repressão dos protestos e exigiu a recontagem dos votos emitidos na eleição presidencial.

A Polônia pediu nesta segunda a realização de um encontro extraordinário da União Europeia sobre a situação bielo-russa, enquanto o Ministério das Relações Exteriores da Alemanha declarou que há indícios de que ocorreu fraude nas eleições.

A Bielo-Rússia, um país de 9,5 milhões de habitantes, tem oficialmente mais de 68 mil casos de covid-19 e cerca de 580 mortes. Críticos afirmam que os números foram manipulados e que a situação real é bem pior. Lukashenko anunciou no mês passado que foi infectado pelo novo coronavírus, mas não apresentou sintomas.

Ele defende sua gestão da pandemia e afirma que um lockdown teria piorado ainda mais a situação econômica. COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS



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Oposição não reconhece vitória de Lukashenko na Bielo-Rússia e denuncia repressão


10/08/2020 | 10:25


Candidata da oposição na eleição presidencial da Bielo-Rússia, Svetlana Tikhanovskaya declarou nesta segunda-feira, 10, que não reconhece o resultado da votação realizada no domingo. Em coletiva de imprensa, Svetlana denunciou que houve repressão contra manifestantes anti-governo durante a madrugada e disse que vai comprovar que houve fraude nas eleições.

"As autoridades devem refletir sobre como transferir o poder. Me considero vencedora da eleição", afirmou Svetlana, contestando uma pesquisa boca de urna oficial que apontou vitória do atual presidente do país, Alexander Lukashenko, com 80% dos votos.

Svetlana também afirmou estar disposta a se reunir com Lukashenko para abordar a situação das eleições e disse que não pretende abandonar o país por medo de ser presa. "Não vejo nenhum motivo pelo qual eu possa ser presa ou tenha que sair do país."

A equipe da candidata vem fazendo uma contagem independente dos votos para provar que houve fraude e tem convocado "os que creem que seus votos foram roubados" a não ficarem calados.

Depois do fechamento dos colégios eleitorais na Bielo-Rússia, a oposição do país saiu às ruas de Minsk e de outras cidades para protestar contra o que denunciaram como fraude eleitoral. Os manifestantes foram dispersados pela polícia, que usou bombas de gás lacrimogêneo, balas de borracha e jatos de água.

Segundo o Ministério do Interior, cerca de 3 mil pessoas foram presas durante os protestos e 50 foram feridas. Entres os agentes de segurança pública, 39 ficaram feridos.

O processo eleitoral na Bielo-Rússia apresentou sinais de comprometimento desde antes de seu início formal. Lukashenko, que governa o país desde 1994, não poupou esforços para reprimir a oposição e garantir a continuidade no cargo.

Dois candidatos foram presos durante a campanha e um está no exílio. Um dos detidos é Siarhei Tikhanovski, marido de Svetlana, de quem ela herdou sua posição como representante da oposição unificada.

A comunidade internacional se manifestou ao fim do pleito no país do leste europeu. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen condenou a repressão dos protestos e exigiu a recontagem dos votos emitidos na eleição presidencial.

A Polônia pediu nesta segunda a realização de um encontro extraordinário da União Europeia sobre a situação bielo-russa, enquanto o Ministério das Relações Exteriores da Alemanha declarou que há indícios de que ocorreu fraude nas eleições.

A Bielo-Rússia, um país de 9,5 milhões de habitantes, tem oficialmente mais de 68 mil casos de covid-19 e cerca de 580 mortes. Críticos afirmam que os números foram manipulados e que a situação real é bem pior. Lukashenko anunciou no mês passado que foi infectado pelo novo coronavírus, mas não apresentou sintomas.

Ele defende sua gestão da pandemia e afirma que um lockdown teria piorado ainda mais a situação econômica. COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS

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