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Investigação do Gaeco contra Morando avançou em Carla, mas PGJ pediu arquivamento

 Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Deputada comprou imóvel de Mario; ela foi absolvida, porém vereador segue sob suspeita


Raphael Rocha
Do Diário do Grande ABC

10/08/2020 | 00:01


O PIC (Procedimento Investigatório Criminal) instaurado pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) do Ministério Público para apurar suspeita de prática de crime de lavagem de dinheiro por parte do prefeito de São Bernardo, Orlando Morando (PSDB), avançou também sobre a deputada estadual Carla Morando (PSDB), mulher do tucano.

No caso da parlamentar, líder do PSDB na Assembleia Legislativa e uma das deputadas mais próximas do governador João Doria (PSDB), a investigação precisou ser remetida à PGJ (Procuradoria-Geral de Justiça), instância máxima do MP, pelo fato de a tucana dispor de foro privilegiado. O órgão recomendou o arquivamento da investigação contra ela, acatado pelo órgão especial do TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo) em fevereiro.

O inquérito, instaurado em 2018 e desdobramento da Operação Barbatanas, analisa se via negociações imobiliárias Morando lavou dinheiro oriundo de corrupção – quebra de sigilo telefônico do vereador afastado e ex-secretário de Gestão Ambiental Mario de Abreu (ex-PSDB, atual PDT) apresenta conversa dele com o empresário Clóvis Rueda em busca de formas de “esquentar” recursos do prefeito.

Na apuração, os promotores identificaram a venda de um imóvel de Mario de Abreu para Carla Morando, em agosto de 2017 – dois meses antes de deflagrada a Barbatanas. O procurador de Justiça Mário Antonio de Campos Tebet, porém, entendeu que a transação foi dentro da lei, com valores compatíveis com os praticados pelo mercado, e recomendou o arquivamento da investigação contra Carla.

Relator do caso no TJ-SP, o desembargador Claudio Antonio Soares Levada acolheu o pedido e votou pelo arquivamento parcial (só em referência a Carla). O órgão especial do TJ-SP decidiu pelo arquivamento.

Chama atenção, porém, o fato de o crime de lavagem de dinheiro ainda ser investigado sobre Mario de Abreu – advogados que atuam na área avaliam que esse delito, se comprovado, é feito em via de mão dupla, com consentimento das partes.

Em nota, Carla declarou que “a transparência prevaleceu, tanto que a investigação citada foi arquivada, após profunda análise do Ministério Público do Estado de São Paulo”. “Conforme concluído pelo próprio MP, o negócio foi lícito e legal e não existe qualquer irregularidade nas ações da parlamentar ou de seu marido Orlando Morando”, citou – no caso de Morando, entretanto, a apuração segue no Gaeco e na Justiça Eleitoral, conforme determinação judicial. Morando diz desconhecer a apuração neste caso.

Ao Diário e por nota, Mario alegou que “vai provar sua inocência”. “Se a deputada foi inocentada, também serei.” 



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Investigação do Gaeco contra Morando avançou em Carla, mas PGJ pediu arquivamento

Deputada comprou imóvel de Mario; ela foi absolvida, porém vereador segue sob suspeita

Raphael Rocha
Do Diário do Grande ABC

10/08/2020 | 00:01


O PIC (Procedimento Investigatório Criminal) instaurado pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) do Ministério Público para apurar suspeita de prática de crime de lavagem de dinheiro por parte do prefeito de São Bernardo, Orlando Morando (PSDB), avançou também sobre a deputada estadual Carla Morando (PSDB), mulher do tucano.

No caso da parlamentar, líder do PSDB na Assembleia Legislativa e uma das deputadas mais próximas do governador João Doria (PSDB), a investigação precisou ser remetida à PGJ (Procuradoria-Geral de Justiça), instância máxima do MP, pelo fato de a tucana dispor de foro privilegiado. O órgão recomendou o arquivamento da investigação contra ela, acatado pelo órgão especial do TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo) em fevereiro.

O inquérito, instaurado em 2018 e desdobramento da Operação Barbatanas, analisa se via negociações imobiliárias Morando lavou dinheiro oriundo de corrupção – quebra de sigilo telefônico do vereador afastado e ex-secretário de Gestão Ambiental Mario de Abreu (ex-PSDB, atual PDT) apresenta conversa dele com o empresário Clóvis Rueda em busca de formas de “esquentar” recursos do prefeito.

Na apuração, os promotores identificaram a venda de um imóvel de Mario de Abreu para Carla Morando, em agosto de 2017 – dois meses antes de deflagrada a Barbatanas. O procurador de Justiça Mário Antonio de Campos Tebet, porém, entendeu que a transação foi dentro da lei, com valores compatíveis com os praticados pelo mercado, e recomendou o arquivamento da investigação contra Carla.

Relator do caso no TJ-SP, o desembargador Claudio Antonio Soares Levada acolheu o pedido e votou pelo arquivamento parcial (só em referência a Carla). O órgão especial do TJ-SP decidiu pelo arquivamento.

Chama atenção, porém, o fato de o crime de lavagem de dinheiro ainda ser investigado sobre Mario de Abreu – advogados que atuam na área avaliam que esse delito, se comprovado, é feito em via de mão dupla, com consentimento das partes.

Em nota, Carla declarou que “a transparência prevaleceu, tanto que a investigação citada foi arquivada, após profunda análise do Ministério Público do Estado de São Paulo”. “Conforme concluído pelo próprio MP, o negócio foi lícito e legal e não existe qualquer irregularidade nas ações da parlamentar ou de seu marido Orlando Morando”, citou – no caso de Morando, entretanto, a apuração segue no Gaeco e na Justiça Eleitoral, conforme determinação judicial. Morando diz desconhecer a apuração neste caso.

Ao Diário e por nota, Mario alegou que “vai provar sua inocência”. “Se a deputada foi inocentada, também serei.” 

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