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Sérgio Soares inspira torcedor a ser treinador

Arquivo pessoal Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Ex-presidente de uniformizada do Santo André usou técnico como referência para a carreira


Da Redação

08/08/2020 | 23:59


O futebol tem a magia de criar e multiplicar pais. Para os garotos que nem sempre têm a presença física em casa, o treinador, seja ele da base ou profissional, é aquele paizão que coloca nos trilhos, que exige as boas notas, ensina disciplina e respeito. Referência dentro e fora de campo. É fácil a constatação quando você conversa com garoto ou homem já formado, que lembra do treinador que lhe serviu de horizonte. Foi assim com Renato Ramos, torcedor do Santo André, ex-presidente da Fúria Andreense, quando o técnico Sérgio Soares ainda era jogador. Hoje se espelha nele para fazer o papel de influenciador. “Sérgio Soares me inspirou para que eu fosse atrás de me qualificar cada vez mais, me transformar através do conhecimento, do que sabe na prática”, lembra Ramos, 35, que admira o treinador desde os 16.
 

Para o técnico, servir de exemplo é imensurável. “Muito feliz do Renato me ver como referência, saber que fui um ponto importante na sua vida pessoal, que me olhou como aquele que inspira, em quem ele se espelha. Fico muito honrado por isso. De onde você menos espera, tem alguém te observando”.
 

Agora treinador, com direito a curso na CBF, Renato Ramos trabalha no Projeto Bom de Bola, mantido pela Associação Esportiva Araguaia, no Jardim Itapuã, em Santo André. São 120 meninos, de 13 a 20 anos. “A gente ocupa muito a função de pai e tem muitos filhos. Sei que às vezes falamos e orientamos até mais”, crê o professor/técnico, voluntário no programa.
 

O olhar para Sérgio Soares surgiu quando o treinador fez a transição de atleta para a comissão técnica, dentro do Ramalhão, em 2004. “O Sérgio sempre se colocou à disposição, tinha retorno dele, conversava, se relacionava. A convivência faz você admirar e, sempre que precisei, ele estava lá. Até quando fiz faculdade o convidei e ele foi”, recorda Ramos, que vê o futebol como escola. “Te ensina muito sobre pessoas, vaidade, relacionamento interpessoal de diversas classes.”
 

Sérgio Soares também teve essa figura paternal. Desde o primeiro deles, Eidi, no campinho do bairro, até Candinho, quando subiu ao profissional no Juventus. “O Eidi me ensinou todos os movimentos dentro do futebol. Depois veio o Seu Vicente, lá no Tipicar, em São Bernardo, que me tratou como filho. Na chegada ao Juventus, foi o Borracha, cara especial que mantenho amizade até hoje.”
 

Já como treinador, foi ele quem fez esse papel na vida de alguns garotos. O último deles, o meia Claudinho, ex-Ferroviária, que já voou mais alto e assinou com o Cruzeiro. No Santo André, Sérgio foi meio-pai de Vitor Hugo, do Palmeiras, Pará, do Santos, e Ricardo Goulart. “Tenho a preocupação de cuidar da parte de fora do campo, saber como andam os pais, a vida. Até para que se sintam mais à vontade. Foi assim com todos estes garotos e todo o cuidado é importante na caminhada deles.”



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Sérgio Soares inspira torcedor a ser treinador

Ex-presidente de uniformizada do Santo André usou técnico como referência para a carreira

Da Redação

08/08/2020 | 23:59


O futebol tem a magia de criar e multiplicar pais. Para os garotos que nem sempre têm a presença física em casa, o treinador, seja ele da base ou profissional, é aquele paizão que coloca nos trilhos, que exige as boas notas, ensina disciplina e respeito. Referência dentro e fora de campo. É fácil a constatação quando você conversa com garoto ou homem já formado, que lembra do treinador que lhe serviu de horizonte. Foi assim com Renato Ramos, torcedor do Santo André, ex-presidente da Fúria Andreense, quando o técnico Sérgio Soares ainda era jogador. Hoje se espelha nele para fazer o papel de influenciador. “Sérgio Soares me inspirou para que eu fosse atrás de me qualificar cada vez mais, me transformar através do conhecimento, do que sabe na prática”, lembra Ramos, 35, que admira o treinador desde os 16.
 

Para o técnico, servir de exemplo é imensurável. “Muito feliz do Renato me ver como referência, saber que fui um ponto importante na sua vida pessoal, que me olhou como aquele que inspira, em quem ele se espelha. Fico muito honrado por isso. De onde você menos espera, tem alguém te observando”.
 

Agora treinador, com direito a curso na CBF, Renato Ramos trabalha no Projeto Bom de Bola, mantido pela Associação Esportiva Araguaia, no Jardim Itapuã, em Santo André. São 120 meninos, de 13 a 20 anos. “A gente ocupa muito a função de pai e tem muitos filhos. Sei que às vezes falamos e orientamos até mais”, crê o professor/técnico, voluntário no programa.
 

O olhar para Sérgio Soares surgiu quando o treinador fez a transição de atleta para a comissão técnica, dentro do Ramalhão, em 2004. “O Sérgio sempre se colocou à disposição, tinha retorno dele, conversava, se relacionava. A convivência faz você admirar e, sempre que precisei, ele estava lá. Até quando fiz faculdade o convidei e ele foi”, recorda Ramos, que vê o futebol como escola. “Te ensina muito sobre pessoas, vaidade, relacionamento interpessoal de diversas classes.”
 

Sérgio Soares também teve essa figura paternal. Desde o primeiro deles, Eidi, no campinho do bairro, até Candinho, quando subiu ao profissional no Juventus. “O Eidi me ensinou todos os movimentos dentro do futebol. Depois veio o Seu Vicente, lá no Tipicar, em São Bernardo, que me tratou como filho. Na chegada ao Juventus, foi o Borracha, cara especial que mantenho amizade até hoje.”
 

Já como treinador, foi ele quem fez esse papel na vida de alguns garotos. O último deles, o meia Claudinho, ex-Ferroviária, que já voou mais alto e assinou com o Cruzeiro. No Santo André, Sérgio foi meio-pai de Vitor Hugo, do Palmeiras, Pará, do Santos, e Ricardo Goulart. “Tenho a preocupação de cuidar da parte de fora do campo, saber como andam os pais, a vida. Até para que se sintam mais à vontade. Foi assim com todos estes garotos e todo o cuidado é importante na caminhada deles.”

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