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EUA: Trump promete estender benefícios a desempregados até fim do ano



07/08/2020 | 22:18


O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prometeu estender os benefícios de auxílio-desemprego que expiraram em 31 de julho até o final do ano e voltou a dizer que pode baixar um decreto caso republicanos e democratas não cheguem a um consenso sobre o pacote fiscal. Ao ser questionado, em coletiva de imprensa, sobre quando assinaria o decreto, o líder da Casa Branca respondeu que poderia agir "até o final da semana".

Além dos benefícios a americanas desempregados, Trump também prometeu cortar os impostos sobre a folha de pagamento dos trabalhadores até o fim de 2020, com possibilidade de extensão da medida; adiar o pagamento de empréstimos estudantis; e suspender o despejo de inquilinos. Segundo o republicano, o corte nos tributos sobre a folha seria retroativo e valeria a partir de 1º de julho.

Líderes dos partidos Republicano e Democrata passaram o dia reunidos para negociar o pacote de estímulos, mas não conseguiram resolver as diferenças. No final desta sexta-feira, 7, o líder da minoria democrata no Senado, Chuck Schumer, afirmou que a reunião foi "desapontadora". Presidente da Câmara dos Representantes, Nancy Pelosi disse aos republicanos para que voltassem a negociar quando estivessem prontos "para dar um valor mais alto".

Os democratas fizeram hoje uma contraproposta que fixava o valor do pacote fiscal em US$ 2 trilhões, um meio termo entre o total de US$ 1 trilhão proposto pelos republicanos e os US$ 3,5 trilhões almejados pela oposição. O secretário do Tesouro americano, Steven Mnuchin, no entanto, disse que a proposta não era um "ponto de partida". Mnuchin também afirmou que iria recomendar a Trump que agisse por decreto.

"Já liberamos US$ 3 trilhões em estímulos desde que a China deixou a covid-19 infectar o mundo", declarou Trump na coletiva. O republicano disse que a Casa Branca está "trabalhando de boa fé" pelo novo pacote, mas acusou os democratas de insistirem em "políticas de esquerda".

Trump comemorou a abertura de 1,763 milhão de vagas de emprego nos EUA em julho, dado divulgado hoje pelo Departamento do Trabalho, e disse que criação de empregos nos últimos três meses no país "é a maior da História". A taxa de desemprego caiu de 11,1% em junho para 10,2% em julho.

"Nossa estratégia para derrotar o 'vírus da China' é focada nos mais necessitados", afirmou Trump. Ele disse que os EUA estão "indo muito bem" no combate à covid-19, mas que é preciso manter a vigilância. O republicano reconheceu que localidades como Boston e Chicago estão enfrentando uma aceleração da pandemia e que, por isso, estão sendo monitoradas "cuidadosamente" pelo governo.



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EUA: Trump promete estender benefícios a desempregados até fim do ano


07/08/2020 | 22:18


O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prometeu estender os benefícios de auxílio-desemprego que expiraram em 31 de julho até o final do ano e voltou a dizer que pode baixar um decreto caso republicanos e democratas não cheguem a um consenso sobre o pacote fiscal. Ao ser questionado, em coletiva de imprensa, sobre quando assinaria o decreto, o líder da Casa Branca respondeu que poderia agir "até o final da semana".

Além dos benefícios a americanas desempregados, Trump também prometeu cortar os impostos sobre a folha de pagamento dos trabalhadores até o fim de 2020, com possibilidade de extensão da medida; adiar o pagamento de empréstimos estudantis; e suspender o despejo de inquilinos. Segundo o republicano, o corte nos tributos sobre a folha seria retroativo e valeria a partir de 1º de julho.

Líderes dos partidos Republicano e Democrata passaram o dia reunidos para negociar o pacote de estímulos, mas não conseguiram resolver as diferenças. No final desta sexta-feira, 7, o líder da minoria democrata no Senado, Chuck Schumer, afirmou que a reunião foi "desapontadora". Presidente da Câmara dos Representantes, Nancy Pelosi disse aos republicanos para que voltassem a negociar quando estivessem prontos "para dar um valor mais alto".

Os democratas fizeram hoje uma contraproposta que fixava o valor do pacote fiscal em US$ 2 trilhões, um meio termo entre o total de US$ 1 trilhão proposto pelos republicanos e os US$ 3,5 trilhões almejados pela oposição. O secretário do Tesouro americano, Steven Mnuchin, no entanto, disse que a proposta não era um "ponto de partida". Mnuchin também afirmou que iria recomendar a Trump que agisse por decreto.

"Já liberamos US$ 3 trilhões em estímulos desde que a China deixou a covid-19 infectar o mundo", declarou Trump na coletiva. O republicano disse que a Casa Branca está "trabalhando de boa fé" pelo novo pacote, mas acusou os democratas de insistirem em "políticas de esquerda".

Trump comemorou a abertura de 1,763 milhão de vagas de emprego nos EUA em julho, dado divulgado hoje pelo Departamento do Trabalho, e disse que criação de empregos nos últimos três meses no país "é a maior da História". A taxa de desemprego caiu de 11,1% em junho para 10,2% em julho.

"Nossa estratégia para derrotar o 'vírus da China' é focada nos mais necessitados", afirmou Trump. Ele disse que os EUA estão "indo muito bem" no combate à covid-19, mas que é preciso manter a vigilância. O republicano reconheceu que localidades como Boston e Chicago estão enfrentando uma aceleração da pandemia e que, por isso, estão sendo monitoradas "cuidadosamente" pelo governo.

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