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'Ali comecei a notar o racismo', diz Gilberto Gil sobre adolescência

Reprodução/Instagram Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


06/08/2020 | 16:22


O cantor Gilberto Gil falou sobre o processo para notar o racismo existente na sociedade em entrevista no Conversa com Bial de quarta-feira, 5. Ele também apontou a influência das músicas do cantor Jorge Ben Jor e avaliou que demorou para perceber o preconceito.

Gil compartilhou com Bial histórias da sua infância, na cidade de Ituaçu, interior da Bahia, que em 1950 tinha apenas 900 habitantes. Ele considerou que por ter pais importantes na cidade - um médico e uma professora - não sentia que era vítima de racismo, mas o quadro mudou com os anos.

"Só fui perceber essas questões graves da vida no mundo muito mais tarde. Já no colégio, no ginásio", comentou. Os pais de Gil o enviaram para um colégio de elite e lá ele reparou que a grande maioria das centenas de alunos eram brancos, com apenas "10 negros na melhor das hipóteses". Foi nesse ambiente que ele começou a notar "o racismo, discriminação, o deslocamento social que aquele grupo étnico sofria".

O artista destacou a importância de Jorge Ben em seu processo para ter uma "conscientização, compreensão das dificuldades de ser negro no mundo de hoje". Gil citou a ''força expressiva" do cantor, que abordava temas negros: "ele era uma manifestação clara da afirmação da grandeza negra".



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'Ali comecei a notar o racismo', diz Gilberto Gil sobre adolescência


06/08/2020 | 16:22


O cantor Gilberto Gil falou sobre o processo para notar o racismo existente na sociedade em entrevista no Conversa com Bial de quarta-feira, 5. Ele também apontou a influência das músicas do cantor Jorge Ben Jor e avaliou que demorou para perceber o preconceito.

Gil compartilhou com Bial histórias da sua infância, na cidade de Ituaçu, interior da Bahia, que em 1950 tinha apenas 900 habitantes. Ele considerou que por ter pais importantes na cidade - um médico e uma professora - não sentia que era vítima de racismo, mas o quadro mudou com os anos.

"Só fui perceber essas questões graves da vida no mundo muito mais tarde. Já no colégio, no ginásio", comentou. Os pais de Gil o enviaram para um colégio de elite e lá ele reparou que a grande maioria das centenas de alunos eram brancos, com apenas "10 negros na melhor das hipóteses". Foi nesse ambiente que ele começou a notar "o racismo, discriminação, o deslocamento social que aquele grupo étnico sofria".

O artista destacou a importância de Jorge Ben em seu processo para ter uma "conscientização, compreensão das dificuldades de ser negro no mundo de hoje". Gil citou a ''força expressiva" do cantor, que abordava temas negros: "ele era uma manifestação clara da afirmação da grandeza negra".

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