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IBGE: pandemia foi justificativa mais citada para não procura por trabalho



06/08/2020 | 13:07


Além de ter inflado a população inativa para um recorde de 77,781 milhões de pessoas no trimestre até junho, a pandemia do novo coronavírus também mudou a resposta sobre o motivo dessas pessoas não estarem em busca de emprego, segundo os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

"Houve uma mudança importante dos motivos alegados", ressaltou Adriana Beringuy, analista da Coordenação de Trabalho e Rendimento do IBGE.

Quase 40% das pessoas que integravam a força de trabalho potencial no primeiro trimestre apontaram a falta de trabalho na localidade em que residiam como principal razão para não buscar uma vaga. No segundo trimestre, esse motivo foi mencionado por 30% dessa população, enquanto 36,7% entraram no quesito "Outro motivo", item até então inexpressivo entre todos os mencionados.

"Dentro desse outro motivo, o que predomina dentro dele são fatores ligados à pandemia. A pessoa alega que não está procurando trabalho por causa da quarentena da covid-19, porque tem medo de pegar a doença, porque o comércio está fechado por causa da pandemia, ah, sou do grupo de risco e posso pegar covid... Mas são motivos ligados ao ambiente da pandemia", explicou Adriana.

A força de trabalho potencial alcançou um recorde de 13,542 milhões de pessoas no trimestre até junho, superando pela primeira vez o total de desempregados, que foi de 12,791 milhões.

"Pela primeira vez tenho mais pessoas com potencial de pressionar o mercado de trabalho do que as pessoas que efetivamente estão pressionando", apontou a analista do IBGE.

O total de desalentados atingiu um ápice de 5,683 milhões, mas esse número poderia ter sido ainda maior, não fosse a metodologia da pesquisa. Pela regra atual, as pessoas que não buscaram uma vaga mas estavam aptas a trabalhar são consideradas desalentadas apenas se o motivo de não terem procurado emprego estiver ligado ao mercado de trabalho. O quesito "Outro motivo", que inclui os relacionados à pandemia, não é contabilizado no cálculo do desalento.

"O aumento no desalento poderia ser ainda maior se o motivo para não procura fosse recodificado como item de mercado. Com a recodifição desse processo, o desalento poderia explodir", afirmou Cimar Azeredo, diretor-adjunto de Pesquisas do IBGE.



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IBGE: pandemia foi justificativa mais citada para não procura por trabalho


06/08/2020 | 13:07


Além de ter inflado a população inativa para um recorde de 77,781 milhões de pessoas no trimestre até junho, a pandemia do novo coronavírus também mudou a resposta sobre o motivo dessas pessoas não estarem em busca de emprego, segundo os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

"Houve uma mudança importante dos motivos alegados", ressaltou Adriana Beringuy, analista da Coordenação de Trabalho e Rendimento do IBGE.

Quase 40% das pessoas que integravam a força de trabalho potencial no primeiro trimestre apontaram a falta de trabalho na localidade em que residiam como principal razão para não buscar uma vaga. No segundo trimestre, esse motivo foi mencionado por 30% dessa população, enquanto 36,7% entraram no quesito "Outro motivo", item até então inexpressivo entre todos os mencionados.

"Dentro desse outro motivo, o que predomina dentro dele são fatores ligados à pandemia. A pessoa alega que não está procurando trabalho por causa da quarentena da covid-19, porque tem medo de pegar a doença, porque o comércio está fechado por causa da pandemia, ah, sou do grupo de risco e posso pegar covid... Mas são motivos ligados ao ambiente da pandemia", explicou Adriana.

A força de trabalho potencial alcançou um recorde de 13,542 milhões de pessoas no trimestre até junho, superando pela primeira vez o total de desempregados, que foi de 12,791 milhões.

"Pela primeira vez tenho mais pessoas com potencial de pressionar o mercado de trabalho do que as pessoas que efetivamente estão pressionando", apontou a analista do IBGE.

O total de desalentados atingiu um ápice de 5,683 milhões, mas esse número poderia ter sido ainda maior, não fosse a metodologia da pesquisa. Pela regra atual, as pessoas que não buscaram uma vaga mas estavam aptas a trabalhar são consideradas desalentadas apenas se o motivo de não terem procurado emprego estiver ligado ao mercado de trabalho. O quesito "Outro motivo", que inclui os relacionados à pandemia, não é contabilizado no cálculo do desalento.

"O aumento no desalento poderia ser ainda maior se o motivo para não procura fosse recodificado como item de mercado. Com a recodifição desse processo, o desalento poderia explodir", afirmou Cimar Azeredo, diretor-adjunto de Pesquisas do IBGE.

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