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Alex pediu a Moro investigação contra o hoje aliado Morando

 Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Em 2019, deputado pressionou por avanço de apuração da Prato Feito sobre o prefeito de S.Bernardo; atualmente, está próximo do tucano


Fábio Martins
Do Diário do Grande ABC

05/08/2020 | 00:04


Hoje, o deputado federal Alex Manente (Cidadania) está próximo do prefeito Orlando Morando (PSDB), de São Bernardo. Grava vídeos contra rivais do tucano, enaltece a gestão Morando, envia emendas com destinos sugeridos pelo chefe do Executivo. Mas, há um ano e meio, partiu dele pressão para que a PF (Polícia Federal) investigasse Morando.

No dia 8 de janeiro de 2019, Alex enviou ofício ao então ministro da Justiça, Sergio Moro. No documento, o parlamentar lembra que, em 2018, a PF deflagrou a Operação Prato Feito, que atingiu em cheio a administração do tucano.

Em maio de 2018, em conjunto com o MPF (Ministério Público Federal), policiais federais estouraram a operação apontando que, em São Bernardo, esquema foi montado para fraudar contratos da merenda escolar e da alimentação no sistema de saúde local. O alvo principal era uma das figuras centrais do governo Morando: o advogado Carlos Maciel, então presidente da FUABC (Fundação do ABC) indicado por Morando e ex-secretário de Assuntos Governamentais.

No ofício, Alex disse ter documentos que “comprovam o direcionamento dos contratos para empresas do ex-secretário jurídico do prefeito municipal de São Bernardo (...), suas filhas, genros e sócios com o prefeito municipal e suas inscrições que provam suas respectivas ligações”. Ainda na carta, Alex citou que Moro “luta contra a corrupção do poder público e solicita o empenho para investigação desse claro ilícito cometido na cidade de São Bernardo, que prejudica milhões de crianças que ficam com a merenda comprometida”.

Ao Diário, Alex contemporizou o pedido de investigação federal contra o atual aliado e disse que se motivou ao saber de contratos desde a gestão do ex-prefeito Luiz Marinho (PT). “Em São Bernardo havia questão da época do governo Marinho. O ofício é fruto daquilo que era público, contratos firmados no período, até mesmo de ações da própria Polícia Federal, visando que o ministro tomasse conhecimento de toda a situação, assim como fiz em outras operações. Ministro nem sempre tem acesso aprofundado a tudo aquilo que é produzido pela PF. Não tive retorno direto, mas os resultados são aqueles que se tornaram públicos (indiciamento da PF e posteriormente denúncia do MPF).”

Questionado se o pleito a Moro poderia abalar a relação com Morando, Alex declarou que nunca escondeu essa atuação. “O ofício é público. Fiz transmissão no Facebook na ocasião, e continua lá registrada. Não há nada a esconder. Nesta operação, bem como fizemos em outras, nós notificamos o ministério. É função como parlamentar, não se trata de questão política, até porque São Bernardo vinha de histórico já do governo Marinho.”

Em nota, Morando também evitou polemizar com o recém-aliado. “É saudável que tudo seja investigado, uma vez que, de acordo com as datas da própria denúncia, as supostas irregularidades aconteceram na gestão de Luiz Marinho, entre 2013 e 2016. O contrato firmado pelo ex-prefeito foi condenado pela Justiça e a empresa, obrigada a ressarcir R$ 5,6 milhões aos cofres públicos de São Bernardo (em relação ao acordo com a Convida, antecessora da Pró-Saúde, que fornecia merenda escolar). O deputado federal Alex Manente, no seu papel fiscalizador do mandato, oficiou o Ministério da Justiça e isso foi importante, colaborando para o Ministério Público oficiar à Justiça de São Bernardo para que investigue o ex-prefeito Luiz Marinho.” 



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Alex pediu a Moro investigação contra o hoje aliado Morando

Em 2019, deputado pressionou por avanço de apuração da Prato Feito sobre o prefeito de S.Bernardo; atualmente, está próximo do tucano

Fábio Martins
Do Diário do Grande ABC

05/08/2020 | 00:04


Hoje, o deputado federal Alex Manente (Cidadania) está próximo do prefeito Orlando Morando (PSDB), de São Bernardo. Grava vídeos contra rivais do tucano, enaltece a gestão Morando, envia emendas com destinos sugeridos pelo chefe do Executivo. Mas, há um ano e meio, partiu dele pressão para que a PF (Polícia Federal) investigasse Morando.

No dia 8 de janeiro de 2019, Alex enviou ofício ao então ministro da Justiça, Sergio Moro. No documento, o parlamentar lembra que, em 2018, a PF deflagrou a Operação Prato Feito, que atingiu em cheio a administração do tucano.

Em maio de 2018, em conjunto com o MPF (Ministério Público Federal), policiais federais estouraram a operação apontando que, em São Bernardo, esquema foi montado para fraudar contratos da merenda escolar e da alimentação no sistema de saúde local. O alvo principal era uma das figuras centrais do governo Morando: o advogado Carlos Maciel, então presidente da FUABC (Fundação do ABC) indicado por Morando e ex-secretário de Assuntos Governamentais.

No ofício, Alex disse ter documentos que “comprovam o direcionamento dos contratos para empresas do ex-secretário jurídico do prefeito municipal de São Bernardo (...), suas filhas, genros e sócios com o prefeito municipal e suas inscrições que provam suas respectivas ligações”. Ainda na carta, Alex citou que Moro “luta contra a corrupção do poder público e solicita o empenho para investigação desse claro ilícito cometido na cidade de São Bernardo, que prejudica milhões de crianças que ficam com a merenda comprometida”.

Ao Diário, Alex contemporizou o pedido de investigação federal contra o atual aliado e disse que se motivou ao saber de contratos desde a gestão do ex-prefeito Luiz Marinho (PT). “Em São Bernardo havia questão da época do governo Marinho. O ofício é fruto daquilo que era público, contratos firmados no período, até mesmo de ações da própria Polícia Federal, visando que o ministro tomasse conhecimento de toda a situação, assim como fiz em outras operações. Ministro nem sempre tem acesso aprofundado a tudo aquilo que é produzido pela PF. Não tive retorno direto, mas os resultados são aqueles que se tornaram públicos (indiciamento da PF e posteriormente denúncia do MPF).”

Questionado se o pleito a Moro poderia abalar a relação com Morando, Alex declarou que nunca escondeu essa atuação. “O ofício é público. Fiz transmissão no Facebook na ocasião, e continua lá registrada. Não há nada a esconder. Nesta operação, bem como fizemos em outras, nós notificamos o ministério. É função como parlamentar, não se trata de questão política, até porque São Bernardo vinha de histórico já do governo Marinho.”

Em nota, Morando também evitou polemizar com o recém-aliado. “É saudável que tudo seja investigado, uma vez que, de acordo com as datas da própria denúncia, as supostas irregularidades aconteceram na gestão de Luiz Marinho, entre 2013 e 2016. O contrato firmado pelo ex-prefeito foi condenado pela Justiça e a empresa, obrigada a ressarcir R$ 5,6 milhões aos cofres públicos de São Bernardo (em relação ao acordo com a Convida, antecessora da Pró-Saúde, que fornecia merenda escolar). O deputado federal Alex Manente, no seu papel fiscalizador do mandato, oficiou o Ministério da Justiça e isso foi importante, colaborando para o Ministério Público oficiar à Justiça de São Bernardo para que investigue o ex-prefeito Luiz Marinho.” 

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