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Ex-presidente Uribe anuncia que justiça colombiana ordenou sua captura

Reprodução/Instagram Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


04/08/2020 | 16:35


O ex-presidente Álvaro Uribe, o político mais influente da Colômbia este século, anunciou nesta terça-feira (4) que a justiça colombiana ordenou sua captura no âmbito do processo contra ele por manipulação de testemunhas contra um opositor.

"A privação da minha liberdade me causa profunda tristeza por minha esposa, por minha família e pelos colombianos que ainda acreditam que fiz algo bom pela Pátria", escreveu o ex-presidente (2002-2010) em sua conta no Twitter. Ele não esclareceu se ele será posto sob prisão domiciliar ou levado para a prisão.

Uribe, que governou a Colômbia entre 2002 e 2010, é suspeito de ter pressionado testemunhas que poderiam vinculá-lo a paramilitares das Autodefesas Unidas da Colômbia (AUC). Esse grupo armado de extrema direita fez parte do conflito armado na Colômbia entre a década de 90 e os anos 2000 e é suspeita de narcotráfico e violação de direitos humanos.

O ex-presidente nega as acusações de vínculos com os paramilitares, que, com o colapso dos cartéis de Medellín e Cali, passaram a disputar com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e outros grupos menores o controle do narcotráfico no país.

Analistas consideram o caso um importante teste para o judiciário colombiano, que há anos tem sido criticado por não punir políticos e militares acusados de corrupção.

Uribe é uma das principais lideranças políticas do país. Em 2016 ele liderou a vitória do não no referendo sobre o acordo de paz com as Farc. Dois anos depois, ele apoiou o atual presidente, Iván Duque, na campanha que o levou ao Palácio de Nariño.

As suspeitas de irregularidades contra o ex-presidente, no entanto, não são novas. Nos anos 80, depois de ter sido prefeito de Medellín, Uribe foi acusado de conceder licenças de aviação a narcotraficantes quando dirigia a agência de aviação civil da Colômbia.

Segundo documentos do Departamento de Estado americano, diplomatas do país receberam nos anos 90 relatos de que Uribe era próximo de narcotraficantes.

O ex-presidente, no entanto, rechaça todas essas acusações. No governo, ele foi um importante aliado dos Estados Unidos na implementação do Plano Colômbia e no combate as Farc.

Sob seu comando, os principais líderes da guerrilha foram mortos, como foi o caso de Raúl Reyes, alvo de um ataque na fronteira com o Equador em 2008. Ele também extraditou diversos suspeitos de narcotráfico para Washington.

Uribe é suspeito de ter subornado o ex-paramilitar Juan Guillermo Monsalve a mudar um testemunho sobre uma suposta colaboração de Uribe na fundação da AUC. Foi no governo do ex-presidente que a milícia foi desmobilizada.

Segundo Monsalve, um advogado do ex-presidente, Diego Cardena, o pressionou para alterar o testemunho. O mesmo teria ocorrido com um segundo paramilitar da AUC. (COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS)



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Ex-presidente Uribe anuncia que justiça colombiana ordenou sua captura


04/08/2020 | 16:35


O ex-presidente Álvaro Uribe, o político mais influente da Colômbia este século, anunciou nesta terça-feira (4) que a justiça colombiana ordenou sua captura no âmbito do processo contra ele por manipulação de testemunhas contra um opositor.

"A privação da minha liberdade me causa profunda tristeza por minha esposa, por minha família e pelos colombianos que ainda acreditam que fiz algo bom pela Pátria", escreveu o ex-presidente (2002-2010) em sua conta no Twitter. Ele não esclareceu se ele será posto sob prisão domiciliar ou levado para a prisão.

Uribe, que governou a Colômbia entre 2002 e 2010, é suspeito de ter pressionado testemunhas que poderiam vinculá-lo a paramilitares das Autodefesas Unidas da Colômbia (AUC). Esse grupo armado de extrema direita fez parte do conflito armado na Colômbia entre a década de 90 e os anos 2000 e é suspeita de narcotráfico e violação de direitos humanos.

O ex-presidente nega as acusações de vínculos com os paramilitares, que, com o colapso dos cartéis de Medellín e Cali, passaram a disputar com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e outros grupos menores o controle do narcotráfico no país.

Analistas consideram o caso um importante teste para o judiciário colombiano, que há anos tem sido criticado por não punir políticos e militares acusados de corrupção.

Uribe é uma das principais lideranças políticas do país. Em 2016 ele liderou a vitória do não no referendo sobre o acordo de paz com as Farc. Dois anos depois, ele apoiou o atual presidente, Iván Duque, na campanha que o levou ao Palácio de Nariño.

As suspeitas de irregularidades contra o ex-presidente, no entanto, não são novas. Nos anos 80, depois de ter sido prefeito de Medellín, Uribe foi acusado de conceder licenças de aviação a narcotraficantes quando dirigia a agência de aviação civil da Colômbia.

Segundo documentos do Departamento de Estado americano, diplomatas do país receberam nos anos 90 relatos de que Uribe era próximo de narcotraficantes.

O ex-presidente, no entanto, rechaça todas essas acusações. No governo, ele foi um importante aliado dos Estados Unidos na implementação do Plano Colômbia e no combate as Farc.

Sob seu comando, os principais líderes da guerrilha foram mortos, como foi o caso de Raúl Reyes, alvo de um ataque na fronteira com o Equador em 2008. Ele também extraditou diversos suspeitos de narcotráfico para Washington.

Uribe é suspeito de ter subornado o ex-paramilitar Juan Guillermo Monsalve a mudar um testemunho sobre uma suposta colaboração de Uribe na fundação da AUC. Foi no governo do ex-presidente que a milícia foi desmobilizada.

Segundo Monsalve, um advogado do ex-presidente, Diego Cardena, o pressionou para alterar o testemunho. O mesmo teria ocorrido com um segundo paramilitar da AUC. (COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS)

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