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Manifestantes pedem apoio às escolas de educação infantil em Mauá

Nario Barbosa/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Representantes de instituições cobram apoio da administração municipal para o setor, neste momento de pandemia de Covid-19


Aline Melo
Do Diário do Grande ABC

04/08/2020 | 15:01


Proprietários e funcionários de escolas de educação infantil particulares de Mauá realizam ato em frente à prefeitura, na tarde desta terça-feira (4). Os manifestantes cobram apoio da administração municipal para o setor, neste momento de pandemia de Covid-19. A União das Escolas de Educação Infantil de Mauá, que reúne 54 instituições, pede que seja ofertado algum auxílio financeiro, uma vez que algumas escolas já perderam cerca de 60% dos alunos. "Tivemos uma reunião com o prefeito Atila Jacomussi (PSB) em 10 de junho e ele ficou de nos dar algum retorno. Até agora, nada", reclamou Alessandra Santana, 42 anos, uma das representantes do grupo e dona de uma escola particular. Cerca de 80 pessoas participaram do ato.

Mantenedora da única escola para atendimento de crianças com deficiências, Regina Galetti, 54, relatou que os pais estão deixando de pagar as mensalidades para pagar cuidadores para os filhos. "Outros estão recorrendo a escolas clandestinas, colocando os filhos em risco, porque precisam trabalhar", completou.
A pedagoga Selma Oliveira, 42, relatou que os empresários conseguiram ter acesso aos benefícios do governo federal para redução de jornada e salário, mas que isso tem sido insuficiente. "Temos aluguel, contas de água e luz e precisamos de ajuda", concluiu.

A pedagoga Juliana Sanchez, 33, reforçou que a manifestação não é pela volta das aulas, mas pelo apoio da administração municipal ao setor. "Estamos em luto pelas mortes, temos vários casos de alunos e pais contaminados. Vamos aguardar a determinação da saúde para o retorno, mas precisamos de apoio independente do retorno das aulas", afirmou. Até o momento, os portões do estacionamento da prefeitura estão fechados e vigiados por GCMs (Guardas Civis Municipais).

Em 29 de julho, o prefeito de Mauá anunciou que as aulas na rede municipal não será retomadas no modelo presencial esse ano. Em transmissão feita pela rede social, Atila afirmou que espera que o Estado anuncie protocolos diferenciados para escolas públicas e privadas, para que pais e donos de escolas possam resolver sobre a retomada das aulas. A princípio, o governo do Estado de São Paulo prevê que a retomada das aulas presenciais se dará a partir de 8 de setembro.


Em nota, a Prefeitura de Mauá informou que é solidária ao segmento da rede privada de ensino e por essa razão, a administração recebeu anteriormente seus representantes em duas oportunidades, na Secretaria de Educação, com quase a totalidade do setor na cidade. No entanto, destacou o comunicado, as demandas solicitadas pela categoria tratam de suporte e subsídio financeiro e o município não possui essa prerrogativa.

Em relação ao desconto em impostos, a Secretaria de Finanças informou que estuda e avalia a possibilidade de alguma medida que esteja em sintonia com a Lei de Responsabilidade Fiscal, que não permite que o gestor abra mão de receitas ao erário. "Reforçamos que a liberação do retorno às aulas na rede particular depende da liberação do Governo do Estado, de acordo com o Plano São Paulo para o enfrentamento à pandemia do novo coronavírus."

A administração pontuou que pela rede municipal de ensino, optou por não retomar as aulas presenciais, para crianças de 0 a 5 anos, após ouvir especialistas das secretarias municipais de Educação, Saúde e outros profissionais ligados diretamente às áreas aos setores, além da Vigilância Sanitária e Epidemiológica. Somado a isso, realizou pesquisa em formato de enquete com pais de alunos e população em geral.



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Manifestantes pedem apoio às escolas de educação infantil em Mauá

Representantes de instituições cobram apoio da administração municipal para o setor, neste momento de pandemia de Covid-19

Aline Melo
Do Diário do Grande ABC

04/08/2020 | 15:01


Proprietários e funcionários de escolas de educação infantil particulares de Mauá realizam ato em frente à prefeitura, na tarde desta terça-feira (4). Os manifestantes cobram apoio da administração municipal para o setor, neste momento de pandemia de Covid-19. A União das Escolas de Educação Infantil de Mauá, que reúne 54 instituições, pede que seja ofertado algum auxílio financeiro, uma vez que algumas escolas já perderam cerca de 60% dos alunos. "Tivemos uma reunião com o prefeito Atila Jacomussi (PSB) em 10 de junho e ele ficou de nos dar algum retorno. Até agora, nada", reclamou Alessandra Santana, 42 anos, uma das representantes do grupo e dona de uma escola particular. Cerca de 80 pessoas participaram do ato.

Mantenedora da única escola para atendimento de crianças com deficiências, Regina Galetti, 54, relatou que os pais estão deixando de pagar as mensalidades para pagar cuidadores para os filhos. "Outros estão recorrendo a escolas clandestinas, colocando os filhos em risco, porque precisam trabalhar", completou.
A pedagoga Selma Oliveira, 42, relatou que os empresários conseguiram ter acesso aos benefícios do governo federal para redução de jornada e salário, mas que isso tem sido insuficiente. "Temos aluguel, contas de água e luz e precisamos de ajuda", concluiu.

A pedagoga Juliana Sanchez, 33, reforçou que a manifestação não é pela volta das aulas, mas pelo apoio da administração municipal ao setor. "Estamos em luto pelas mortes, temos vários casos de alunos e pais contaminados. Vamos aguardar a determinação da saúde para o retorno, mas precisamos de apoio independente do retorno das aulas", afirmou. Até o momento, os portões do estacionamento da prefeitura estão fechados e vigiados por GCMs (Guardas Civis Municipais).

Em 29 de julho, o prefeito de Mauá anunciou que as aulas na rede municipal não será retomadas no modelo presencial esse ano. Em transmissão feita pela rede social, Atila afirmou que espera que o Estado anuncie protocolos diferenciados para escolas públicas e privadas, para que pais e donos de escolas possam resolver sobre a retomada das aulas. A princípio, o governo do Estado de São Paulo prevê que a retomada das aulas presenciais se dará a partir de 8 de setembro.


Em nota, a Prefeitura de Mauá informou que é solidária ao segmento da rede privada de ensino e por essa razão, a administração recebeu anteriormente seus representantes em duas oportunidades, na Secretaria de Educação, com quase a totalidade do setor na cidade. No entanto, destacou o comunicado, as demandas solicitadas pela categoria tratam de suporte e subsídio financeiro e o município não possui essa prerrogativa.

Em relação ao desconto em impostos, a Secretaria de Finanças informou que estuda e avalia a possibilidade de alguma medida que esteja em sintonia com a Lei de Responsabilidade Fiscal, que não permite que o gestor abra mão de receitas ao erário. "Reforçamos que a liberação do retorno às aulas na rede particular depende da liberação do Governo do Estado, de acordo com o Plano São Paulo para o enfrentamento à pandemia do novo coronavírus."

A administração pontuou que pela rede municipal de ensino, optou por não retomar as aulas presenciais, para crianças de 0 a 5 anos, após ouvir especialistas das secretarias municipais de Educação, Saúde e outros profissionais ligados diretamente às áreas aos setores, além da Vigilância Sanitária e Epidemiológica. Somado a isso, realizou pesquisa em formato de enquete com pais de alunos e população em geral.

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