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Doenças cardiovasculares estão esquecidas


Do Diário do Grande ABC

21/09/2010 | 07:14


O doutor Jairo Lins Borges, cardiologista do Instituto Dante Pazzanese de São Paulo, faz um alerta quanto à falta de cuidado da população que deixa a saúde em segundo plano. A prevenção e tratamento de hipertensão arterial, depressão e doenças cardiovasculares são importantes para manter uma vida saudável. Os males afetam milhares de idosos no Brasil e no mundo e são responsáveis por mortes e altos índices de invalidez.

Segundo o especialista, o problema da hipertensão arterial é que muitos hipertensos recebem tratamento inadequado e outros teimam em não se tratar por não apresentar sintomas evidentes da doença. "A população não dá a devida atenção ao diagnóstico e tratamento da hipertensão, principal fator de risco para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares, que provocam dois terços dos acidentes vasculares cerebrais (AVC) e 50% dos infartos, responsáveis por 12% das mortes anuais dos adultos em todo o mundo", diz o especialista. Outros fatores que agravam a hipertensão arterial são o tabagismo persistente, sedentarismo, má alimentação, obesidade e genética. "Por esta razão, é fundamental identificar precocemente a alteração, o que só é possível medindo a pressão sempre, mesmo que o indivíduo se sinta bem", afirma o médico.

Cerca de 70% do sal que consumimos em alimentos vem de produtos industrializados que devem ser trocados por alimentos naturais, pois colaboram com o surgimento de doenças. "Além disso, é essencial parar de fumar e evitar o fumo passivo, reduzir o consumo de álcool." Porém, após um ano, 50% dos pacientes já desistiram do tratamento da hipertensão. Estudos clínicos recentes demonstraram que alcançar essas metas equilibradas é difícil, principalmente para os idosos. Essa situação pode levar à ocorrência precoce de complicações cardiovasculares graves, se o ajuste do tratamento for retardado em mais de dois a três meses.

DEPRESSÃO EM IDOSOS
Outra doença com grande prevalência no idoso, principalmente entre as mulheres, é a depressão, que segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde) será uma das enfermidades mais comuns em 2020. "A tendência é que ocorra realmente um avanço significativo da doença, já que, em 10 anos, 30% da população mundial terá mais de 65 anos", afirma a psiquiatra Giuliana Cividanes, especialista em transtornos afetivos da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Os principais fatores que desencadeiam a depressão são perda do emprego, morte de familiares ou de amigos e fim de relacionamentos. Na terceira idade, algumas destas situações ocorrem com grande freqüência, somadas a certa perda de independência e de cognição (atenção e memória).



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