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Investigado, rei Juan Carlos I deixa a Espanha



04/08/2020 | 06:59


O rei emérito da Espanha, Juan Carlos I, que está sendo investigado pela Justiça espanhola e pela suíça por corrupção, deixou o país nesta segunda-feira, 3, segundo o jornal El Mundo, horas depois de a casa real anunciar que ele pretendia "se mudar" para facilitar o trabalho de seu filho, o rei Felipe VI, que aceitou a decisão.

Segundo a carta publicada ontem na página da casa real na internet, Juan Carlos I comunica ao filho sua "meditada decisão de se mudar, neste momento, da Espanha". Ele diz que tomou a decisão em razão da "repercussão pública que certos acontecimentos de minha vida privada estão provocando". Juan Carlos, de 82 anos, diz que quer que o filho tenha "a tranquilidade e sossego que exigem sua alta responsabilidade".

"Meu legado e minha dignidade como pessoa são o que eles exigem de mim", disse o rei emérito, que está sendo investigado por procuradores suíços e pelo Supremo Tribunal espanhol sobre fundos em paraísos fiscais de comissões que teria recebido.

O comunicado real é concluído com um parágrafo em que Felipe VI enfatiza "a importância histórica do reinado de seu pai, como um legado e trabalho político e institucional de serviço à Espanha e à democracia".

Seis anos após sua abdicação, Juan Carlos está em uma situação muito difícil. A Justiça, na Suíça e na Espanha, investiga a origem de US$ 100 milhões (RS$ 532 milhões) que ele teria secretamente recebido da Arábia Saudita em uma conta na Suíça, em 2008.

O Supremo Tribunal espanhol anunciou, em junho, a abertura da investigação para determinar sua responsabilidade em um caso iniciado em 2018, quando em gravações atribuídas à ex-amante dele, Corinna Larsen assegurava que Juan Carlos teria cobrado uma comissão pela adjudicação de um contrato para a construção da linha ferroviária de alta velocidade na Arábia Saudita.

O advogado de Juan Carlos, Javier Sánchez-Junco Mans, declarou ontem que, apesar de deixar a Espanha, o ex-monarca continuará disponível para cooperar em qualquer investigação.

O premiê espanhol, Pedro Sánchez, disse recentemente que os acontecimentos relacionados a Juan Carlos, entre eles as investigações na Espanha e na Suíça, eram "inquietantes".

Após a notícia de que Juan Carlos teria uma conta em um paraíso fiscal, Felipe renunciou a qualquer futura herança do pai. Ele também cancelou o subsídio anual de US$ 228 mil (R$ 1,2 milhão) que o pai recebia. A casa real, no entanto, nega que o rei sabia das contas secretas do pai.

Durante seus seis anos de reinado, Felipe VI teve de tomar medidas drásticas com relação a sua família para garantir a transparência da monarquia espanhola. Entre elas, retirou o título da irmã caçula, Cristina, depois que ela e o marido, Iñaki Urdangarin, foram envolvidos em um escândalo de corrupção. Ela foi absolvida, mas ele, condenado a 5 anos e 6 meses de cadeia. (COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS)

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.



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Investigado, rei Juan Carlos I deixa a Espanha


04/08/2020 | 06:59


O rei emérito da Espanha, Juan Carlos I, que está sendo investigado pela Justiça espanhola e pela suíça por corrupção, deixou o país nesta segunda-feira, 3, segundo o jornal El Mundo, horas depois de a casa real anunciar que ele pretendia "se mudar" para facilitar o trabalho de seu filho, o rei Felipe VI, que aceitou a decisão.

Segundo a carta publicada ontem na página da casa real na internet, Juan Carlos I comunica ao filho sua "meditada decisão de se mudar, neste momento, da Espanha". Ele diz que tomou a decisão em razão da "repercussão pública que certos acontecimentos de minha vida privada estão provocando". Juan Carlos, de 82 anos, diz que quer que o filho tenha "a tranquilidade e sossego que exigem sua alta responsabilidade".

"Meu legado e minha dignidade como pessoa são o que eles exigem de mim", disse o rei emérito, que está sendo investigado por procuradores suíços e pelo Supremo Tribunal espanhol sobre fundos em paraísos fiscais de comissões que teria recebido.

O comunicado real é concluído com um parágrafo em que Felipe VI enfatiza "a importância histórica do reinado de seu pai, como um legado e trabalho político e institucional de serviço à Espanha e à democracia".

Seis anos após sua abdicação, Juan Carlos está em uma situação muito difícil. A Justiça, na Suíça e na Espanha, investiga a origem de US$ 100 milhões (RS$ 532 milhões) que ele teria secretamente recebido da Arábia Saudita em uma conta na Suíça, em 2008.

O Supremo Tribunal espanhol anunciou, em junho, a abertura da investigação para determinar sua responsabilidade em um caso iniciado em 2018, quando em gravações atribuídas à ex-amante dele, Corinna Larsen assegurava que Juan Carlos teria cobrado uma comissão pela adjudicação de um contrato para a construção da linha ferroviária de alta velocidade na Arábia Saudita.

O advogado de Juan Carlos, Javier Sánchez-Junco Mans, declarou ontem que, apesar de deixar a Espanha, o ex-monarca continuará disponível para cooperar em qualquer investigação.

O premiê espanhol, Pedro Sánchez, disse recentemente que os acontecimentos relacionados a Juan Carlos, entre eles as investigações na Espanha e na Suíça, eram "inquietantes".

Após a notícia de que Juan Carlos teria uma conta em um paraíso fiscal, Felipe renunciou a qualquer futura herança do pai. Ele também cancelou o subsídio anual de US$ 228 mil (R$ 1,2 milhão) que o pai recebia. A casa real, no entanto, nega que o rei sabia das contas secretas do pai.

Durante seus seis anos de reinado, Felipe VI teve de tomar medidas drásticas com relação a sua família para garantir a transparência da monarquia espanhola. Entre elas, retirou o título da irmã caçula, Cristina, depois que ela e o marido, Iñaki Urdangarin, foram envolvidos em um escândalo de corrupção. Ela foi absolvida, mas ele, condenado a 5 anos e 6 meses de cadeia. (COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS)

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