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Estudantes protestam contra retorno das aulas presenciais

Grupo se reúne em frente ao Consórcio Intermunicipal e pede diálogo; escolas estaduais ainda não têm retorno definido


Anderson Fattori
Yasmin Assagra
Do Diário do Grande ABC

03/08/2020 | 23:55


Integrantes da Ares (Associação Regional dos Estudantes Secundaristas do Grande ABC) realizaram manifestação, ontem pela manhã, em frente à sede do Consórcio Intermunicipal do Grande ABC, localizada no Centro de Santo André. Eles são contra a retomada presencial do ensino e pretendiam pressionar os prefeitos das cidades da região que iriam se reunir virtualmente na parte da tarde para discutir o assunto, em encontro que acabou sendo adiado.

O pequeno grupo de manifestantes levou cartazes contrários à retomada das aulas e alegava que as escolas públicas não possuem estrutura adequada para garantir a segurança dos estudantes em meio à pandemia causada pelo novo coronavírus. O ato foi pacífico e durou cerca de duas horas.

Organizador da manifestação, o estudante Yago Amador, 20 anos, pediu que os estudantes fossem ouvidos antes de qualquer decisão sobre a retomada das aulas presenciais. “Gostaríamos de pedir que as prefeituras nos procurem para discutirmos sobre estes assuntos ligados à educação, justamente por estarmos 100% informados sobre o assunto, mostrando que temos posição e que é muito válida”, comenta Yago.

Por enquanto não há definição sobre o retorno das atividades presenciais nas escolas estaduais. A projeção do governo do Estado é que a programação, suspensa desde 24 de março, quando foi decretada a quarentena obrigatória, fosse retomada dia 8 de setembro, mas a data oficial ainda não foi anunciada.

O governador João Doria (PSDB) já deu indícios de que pode adiar o retorno das aulas, principalmente porque um dos indicadores exigidos era o de que todas as regiões do Estado estivessem na Fase 3 (amarela) do Plano São Paulo, que normativa a flexibilização da quarentena. Mas na última atualização, sexta-feira, apenas nove entre as 22 divisões cumpriam essa exigência, entre elas o Grande ABC. As regiões de Franca, Ribeirão Preto e Piracicaba estavam na fase vermelha, a mais restritiva, na qual só funcionam as atividades essenciais.

O anúncio oficial do governo do Estado deve acontecer até o fim da semana. Por causa disso o Consórcio resolveu adiar o encontro entre os prefeitos, que preferem esperar. Apesar disso, os chefes dos executivos de Santo André, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra anunciaram na semana passada que não vão retomar as aulas presenciais nas escolas municipais até o fim de 2020, decisões que continuam valendo. São Caetano e São Bernardo já descartaram a retomada dia 8 de setembro, enquanto Diadema prefere esperar pela decisão do Consórcio.

“O adiamento da reunião do Consórcio não altera os posicionamentos já feitos pelos prefeitos da região na última semana relacionados às respectivas redes municipais”, destaca o colegiado, em nota.

Sobre o ato simbólico, o Consórcio informou que “reconhece a legitimidade das manifestações”. Ainda segundo o colegiado, a educação é uma das principais pautas e o tema está sendo tratado de maneira permanente pelo GT (Grupo de Trabalho) Educação. “O objetivo do Consórcio ao debater a questão é garantir a segurança e a saúde de estudantes, professores, servidores e trabalhadores da área, bem como dos familiares de todos que integram o segmento”, finaliza a nota. 



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Estudantes protestam contra retorno das aulas presenciais

Grupo se reúne em frente ao Consórcio Intermunicipal e pede diálogo; escolas estaduais ainda não têm retorno definido

Anderson Fattori
Yasmin Assagra
Do Diário do Grande ABC

03/08/2020 | 23:55


Integrantes da Ares (Associação Regional dos Estudantes Secundaristas do Grande ABC) realizaram manifestação, ontem pela manhã, em frente à sede do Consórcio Intermunicipal do Grande ABC, localizada no Centro de Santo André. Eles são contra a retomada presencial do ensino e pretendiam pressionar os prefeitos das cidades da região que iriam se reunir virtualmente na parte da tarde para discutir o assunto, em encontro que acabou sendo adiado.

O pequeno grupo de manifestantes levou cartazes contrários à retomada das aulas e alegava que as escolas públicas não possuem estrutura adequada para garantir a segurança dos estudantes em meio à pandemia causada pelo novo coronavírus. O ato foi pacífico e durou cerca de duas horas.

Organizador da manifestação, o estudante Yago Amador, 20 anos, pediu que os estudantes fossem ouvidos antes de qualquer decisão sobre a retomada das aulas presenciais. “Gostaríamos de pedir que as prefeituras nos procurem para discutirmos sobre estes assuntos ligados à educação, justamente por estarmos 100% informados sobre o assunto, mostrando que temos posição e que é muito válida”, comenta Yago.

Por enquanto não há definição sobre o retorno das atividades presenciais nas escolas estaduais. A projeção do governo do Estado é que a programação, suspensa desde 24 de março, quando foi decretada a quarentena obrigatória, fosse retomada dia 8 de setembro, mas a data oficial ainda não foi anunciada.

O governador João Doria (PSDB) já deu indícios de que pode adiar o retorno das aulas, principalmente porque um dos indicadores exigidos era o de que todas as regiões do Estado estivessem na Fase 3 (amarela) do Plano São Paulo, que normativa a flexibilização da quarentena. Mas na última atualização, sexta-feira, apenas nove entre as 22 divisões cumpriam essa exigência, entre elas o Grande ABC. As regiões de Franca, Ribeirão Preto e Piracicaba estavam na fase vermelha, a mais restritiva, na qual só funcionam as atividades essenciais.

O anúncio oficial do governo do Estado deve acontecer até o fim da semana. Por causa disso o Consórcio resolveu adiar o encontro entre os prefeitos, que preferem esperar. Apesar disso, os chefes dos executivos de Santo André, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra anunciaram na semana passada que não vão retomar as aulas presenciais nas escolas municipais até o fim de 2020, decisões que continuam valendo. São Caetano e São Bernardo já descartaram a retomada dia 8 de setembro, enquanto Diadema prefere esperar pela decisão do Consórcio.

“O adiamento da reunião do Consórcio não altera os posicionamentos já feitos pelos prefeitos da região na última semana relacionados às respectivas redes municipais”, destaca o colegiado, em nota.

Sobre o ato simbólico, o Consórcio informou que “reconhece a legitimidade das manifestações”. Ainda segundo o colegiado, a educação é uma das principais pautas e o tema está sendo tratado de maneira permanente pelo GT (Grupo de Trabalho) Educação. “O objetivo do Consórcio ao debater a questão é garantir a segurança e a saúde de estudantes, professores, servidores e trabalhadores da área, bem como dos familiares de todos que integram o segmento”, finaliza a nota. 

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