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Bolsa se descola do exterior e fecha em baixa de 0,08%, aos 102.829,96 pontos

 Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


03/08/2020 | 18:01


Após um início de sessão cauteloso, refletindo preocupações quanto à insistência do governo em adotar imposto semelhante à CPMF em troca de desonerações tributárias - ideia mal assimilada pelo mercado e pelo Congresso -, o Ibovespa ensaiou se firmar em alta na tarde desta segunda, 3, em linha com o dia positivo no exterior, onde dados de atividade favoráveis na China, Europa e nos EUA sustentaram o apetite por risco desde cedo.

Ao final, alternando leves ganhos e perdas em direção ao encerramento, o principal índice da B3 ficou mesmo em terreno negativo pela terceira sessão, no menor nível desde o último dia 24, em baixa nesta segunda-feira de 0,08%, aos 102.829,96 pontos. Hoje, oscilou entre mínima de 102.304,26 e máxima de 103.863,33 pontos, com giro financeiro forte, a R$ 30,5 bilhões nesta primeira sessão de agosto, mês que se mostrou negativo nos dois últimos anos - após avanço de 7,46% no mês em 2017, houve perda de 3,21% em 2018 e de 0,67% no ano seguinte. Em 2020, o índice da B3 acumula agora perda de 11,08%.

Após quatro meses de ganhos - perto de 41% no intervalo -, o índice tende a perder parte do dinamismo observado desde abril, em meio a incertezas externas e domésticas, apontam analistas, com o Ibovespa não tão distante das marcas projetadas para o fim do ano. Nesta sessão, contudo, poderia ter prevalecido uma conjunção de dados positivos nas principais economias, a começar pela leitura da Caixin para o PMI da China em julho, a 52,8, acima da observada no mês anterior, destaca a Upside Investor Research. Também houve melhora, acima do esperado, na atividade industrial da zona do euro e dos EUA.

Por aqui, a expectativa de novo corte da taxa Selic nesta quarta-feira mantém vivo o fluxo de recursos da renda fixa para a variável, na falta de alternativas de retorno para o investidor doméstico, em momento no qual o estrangeiro continua a sair da B3. Em julho, até o dia 30 (quinta passada), os investidores estrangeiros sacaram, em termos líquidos, R$ 6,566 bilhões da B3, elevando o saldo negativo no ano a R$ 83,071 bilhões, conforme dados divulgados hoje pela Bolsa. O mercado aguarda corte de 0,25 ponto na taxa de juros neste meio de semana, que a traria para nova mínima, de 2,00% ao ano - expectativa também para o comunicado do Copom, especialmente se deixará aberta ou não a possibilidade de corte posterior.

O mercado aguarda também a divulgação do balanço de ItaúUnibanco, hoje, depois do fechamento, e, na quinta-feira (6), antes da abertura, dos números trimestrais do Banco do Brasil. Nesta segunda-feira, o segmento, de maior peso na composição do índice, contribuía para que o Ibovespa ensaiasse alta à tarde, com destaque para avanço então de 3,39% em BB ON e de 2,24% em Itaú PN - ao final, ambas limitaram os ganhos do dia, respectivamente, a 2,29% e 1,49%, enquanto as de outros grandes bancos passavam a terreno negativo, com Bradesco PN em baixa de 1,07%, a ON, de 0,39%, e a unit do Santander, de 0,84%, no encerramento da sessão.

Com sinais favoráveis sobre a economia global, o dia positivo para os preços do petróleo e do minério de ferro não foi o suficiente para as ações de commodities, que tiveram desempenho ruim na sessão: Petrobras PN e ON em baixa respectivamente de 1,80% e 1,59%, e Vale ON devolvendo os ganhos observados mais cedo, para fechar em baixa de 0,74%. Por outro lado, os dados chineses, e a variação positiva de quase 5% nesta segunda-feira no preço do minério de ferro em Qingdao, a US$ 116,03 por tonelada, deram impulso ao setor de siderurgia, em especial CSN (+6,29%, na ponta do Ibovespa) e Usiminas (+3,32%), em dia marcado também por forte avanço do dólar, em alta superior a 2% ao longo do dia (ao final, +1,86%, a R$ 5,3140). Logo abaixo de CSN, B2W (+5,60%) e JBS (+4,46%) fecharam o pódio do Ibovespa na sessão. No lado oposto, Cogna cedeu 5,19%, RaiaDrogasil, 4,54%, e CVC, 3,85%.

"Hoje, Petrobras, Vale e Ambev (-1,37%), ações de grande peso, seguraram o Ibovespa. A realização da última sexta em fim de mês tirou um pouco da força do índice, que parecia se encaminhar para os 110 mil, após chegar na semana passada aos 105 mil. Na virada do mês, houve um pouco de pé atrás", diz Ari Santos, operador de renda variável da Commcor.



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Bolsa se descola do exterior e fecha em baixa de 0,08%, aos 102.829,96 pontos


03/08/2020 | 18:01


Após um início de sessão cauteloso, refletindo preocupações quanto à insistência do governo em adotar imposto semelhante à CPMF em troca de desonerações tributárias - ideia mal assimilada pelo mercado e pelo Congresso -, o Ibovespa ensaiou se firmar em alta na tarde desta segunda, 3, em linha com o dia positivo no exterior, onde dados de atividade favoráveis na China, Europa e nos EUA sustentaram o apetite por risco desde cedo.

Ao final, alternando leves ganhos e perdas em direção ao encerramento, o principal índice da B3 ficou mesmo em terreno negativo pela terceira sessão, no menor nível desde o último dia 24, em baixa nesta segunda-feira de 0,08%, aos 102.829,96 pontos. Hoje, oscilou entre mínima de 102.304,26 e máxima de 103.863,33 pontos, com giro financeiro forte, a R$ 30,5 bilhões nesta primeira sessão de agosto, mês que se mostrou negativo nos dois últimos anos - após avanço de 7,46% no mês em 2017, houve perda de 3,21% em 2018 e de 0,67% no ano seguinte. Em 2020, o índice da B3 acumula agora perda de 11,08%.

Após quatro meses de ganhos - perto de 41% no intervalo -, o índice tende a perder parte do dinamismo observado desde abril, em meio a incertezas externas e domésticas, apontam analistas, com o Ibovespa não tão distante das marcas projetadas para o fim do ano. Nesta sessão, contudo, poderia ter prevalecido uma conjunção de dados positivos nas principais economias, a começar pela leitura da Caixin para o PMI da China em julho, a 52,8, acima da observada no mês anterior, destaca a Upside Investor Research. Também houve melhora, acima do esperado, na atividade industrial da zona do euro e dos EUA.

Por aqui, a expectativa de novo corte da taxa Selic nesta quarta-feira mantém vivo o fluxo de recursos da renda fixa para a variável, na falta de alternativas de retorno para o investidor doméstico, em momento no qual o estrangeiro continua a sair da B3. Em julho, até o dia 30 (quinta passada), os investidores estrangeiros sacaram, em termos líquidos, R$ 6,566 bilhões da B3, elevando o saldo negativo no ano a R$ 83,071 bilhões, conforme dados divulgados hoje pela Bolsa. O mercado aguarda corte de 0,25 ponto na taxa de juros neste meio de semana, que a traria para nova mínima, de 2,00% ao ano - expectativa também para o comunicado do Copom, especialmente se deixará aberta ou não a possibilidade de corte posterior.

O mercado aguarda também a divulgação do balanço de ItaúUnibanco, hoje, depois do fechamento, e, na quinta-feira (6), antes da abertura, dos números trimestrais do Banco do Brasil. Nesta segunda-feira, o segmento, de maior peso na composição do índice, contribuía para que o Ibovespa ensaiasse alta à tarde, com destaque para avanço então de 3,39% em BB ON e de 2,24% em Itaú PN - ao final, ambas limitaram os ganhos do dia, respectivamente, a 2,29% e 1,49%, enquanto as de outros grandes bancos passavam a terreno negativo, com Bradesco PN em baixa de 1,07%, a ON, de 0,39%, e a unit do Santander, de 0,84%, no encerramento da sessão.

Com sinais favoráveis sobre a economia global, o dia positivo para os preços do petróleo e do minério de ferro não foi o suficiente para as ações de commodities, que tiveram desempenho ruim na sessão: Petrobras PN e ON em baixa respectivamente de 1,80% e 1,59%, e Vale ON devolvendo os ganhos observados mais cedo, para fechar em baixa de 0,74%. Por outro lado, os dados chineses, e a variação positiva de quase 5% nesta segunda-feira no preço do minério de ferro em Qingdao, a US$ 116,03 por tonelada, deram impulso ao setor de siderurgia, em especial CSN (+6,29%, na ponta do Ibovespa) e Usiminas (+3,32%), em dia marcado também por forte avanço do dólar, em alta superior a 2% ao longo do dia (ao final, +1,86%, a R$ 5,3140). Logo abaixo de CSN, B2W (+5,60%) e JBS (+4,46%) fecharam o pódio do Ibovespa na sessão. No lado oposto, Cogna cedeu 5,19%, RaiaDrogasil, 4,54%, e CVC, 3,85%.

"Hoje, Petrobras, Vale e Ambev (-1,37%), ações de grande peso, seguraram o Ibovespa. A realização da última sexta em fim de mês tirou um pouco da força do índice, que parecia se encaminhar para os 110 mil, após chegar na semana passada aos 105 mil. Na virada do mês, houve um pouco de pé atrás", diz Ari Santos, operador de renda variável da Commcor.

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