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Gasto com presentes será de R$ 118, 7,5% menos que 2019


Yara Ferraz
Do Diário do Grande ABC

01/08/2020 | 00:05


Os filhos vão desembolsar menos com o presente para os pais do Grande ABC neste ano. Números da PIC (Pesquisa de Intenção de Compras) da Universidade Metodista de São Paulo, divulgados ontem, apontam que o gasto individual será, em média, de R$ 118, valor 7,5% menor do que em 2019, quando o montante era de R$ 125.

O gasto planejado com mais de um presente será de R$ 144,80, com diminuição de 6,7% ante o ano passado.

Apesar da queda no desembolso por presente, a expectativa de consumo nas sete cidades é de R$ 57,1 milhões, e supera o volume esperado em 2019, de R$ 51,7 milhões. Ocorre que, à época, o cenário econômico estava em desaceleração, e a base de comparação, portanto, é baixa, por isso a diferença de valores de um ano para outro. “No ano passado, o Dia dos Pais foi extremamente ruim. Era um cenário de desemprego. Além disso, dentro das datas de comemoração e movimentação comercial, o que presenteia os pais é o menos intenso”, afirmou o coordenador de estudos do Observatório Econômico da Metodista, Sandro Maskio.

Apesar disso, neste ano o cenário é dominado pelos impactos da pandemia do novo coronavírus, o que torna este resultado um dos mais comprometidos desde o início da série, em 2012. Para a expectativa de gastos do período, foi considerada uma inflação de 2,1%, entre julho de 2018 e junho de 2020, de acordo com o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo).

Segundo o especialista, há agora uma propensão maior às classes mais altas de comprarem presentes. “Embora, se tenha a queda no preço do presente, o que a gente observa é um efeito do impacto da atual crise sobre diferentes parcelas da sociedade. As camadas sociais com rendas menores foram mais afetadas e se mostraram menos dispostas à aquisição de presentes (quem ganha até um salário mínimo, deve gastar cerca de R$ 79), derrubando as médias, mas as de maior renda devem gastar até um pouco mais com aumento no número de pessoas presenteadas”, disse.

Mesmo com tendência de compras via internet (65,5%), pelo menos 11% devem realizar a compra pessoalmente, aproveitando que o momento é de reabertura dos comércios e shoppings. Vestuário, perfumes e cosméticos representam 57% das intenções de presentes. 



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Gasto com presentes será de R$ 118, 7,5% menos que 2019

Yara Ferraz
Do Diário do Grande ABC

01/08/2020 | 00:05


Os filhos vão desembolsar menos com o presente para os pais do Grande ABC neste ano. Números da PIC (Pesquisa de Intenção de Compras) da Universidade Metodista de São Paulo, divulgados ontem, apontam que o gasto individual será, em média, de R$ 118, valor 7,5% menor do que em 2019, quando o montante era de R$ 125.

O gasto planejado com mais de um presente será de R$ 144,80, com diminuição de 6,7% ante o ano passado.

Apesar da queda no desembolso por presente, a expectativa de consumo nas sete cidades é de R$ 57,1 milhões, e supera o volume esperado em 2019, de R$ 51,7 milhões. Ocorre que, à época, o cenário econômico estava em desaceleração, e a base de comparação, portanto, é baixa, por isso a diferença de valores de um ano para outro. “No ano passado, o Dia dos Pais foi extremamente ruim. Era um cenário de desemprego. Além disso, dentro das datas de comemoração e movimentação comercial, o que presenteia os pais é o menos intenso”, afirmou o coordenador de estudos do Observatório Econômico da Metodista, Sandro Maskio.

Apesar disso, neste ano o cenário é dominado pelos impactos da pandemia do novo coronavírus, o que torna este resultado um dos mais comprometidos desde o início da série, em 2012. Para a expectativa de gastos do período, foi considerada uma inflação de 2,1%, entre julho de 2018 e junho de 2020, de acordo com o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo).

Segundo o especialista, há agora uma propensão maior às classes mais altas de comprarem presentes. “Embora, se tenha a queda no preço do presente, o que a gente observa é um efeito do impacto da atual crise sobre diferentes parcelas da sociedade. As camadas sociais com rendas menores foram mais afetadas e se mostraram menos dispostas à aquisição de presentes (quem ganha até um salário mínimo, deve gastar cerca de R$ 79), derrubando as médias, mas as de maior renda devem gastar até um pouco mais com aumento no número de pessoas presenteadas”, disse.

Mesmo com tendência de compras via internet (65,5%), pelo menos 11% devem realizar a compra pessoalmente, aproveitando que o momento é de reabertura dos comércios e shoppings. Vestuário, perfumes e cosméticos representam 57% das intenções de presentes. 

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