Fechar
Publicidade

Quinta-Feira, 29 de Outubro

|

Max º Min º
Clima da Região Trânsito Assine Clube do Assinante Diário Virtual Login

Setecidades

setecidades@dgabc.com.br | 4435-8319

Professor de Libras e ONG produzem máscaras para surdos

 Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Item de proteção conta com parte transparente para facilitar comunicação


Aline Melo
Do Diário do Grande ABC

27/07/2020 | 23:55


Parceria entre o professor de Libras (Linguagem Brasileira de Sinais) Ademir Toledo Piza, 62 anos, e o Instituto Themis Furigo, de Santo André, está produzindo 350 máscaras de proteção para surdos. O equipamento conta com uma parte transparente, para que seja possível realizar leitura labial, e pode ser usada tanto por surdos quanto por pessoas que precisam se comunicar com eles, mas não dominam a linguagem em Libras.

Piza resolveu aprender Libras em 2005, quando um sobrinho nasceu com surdez bilateral. A criança – hoje um adolescente – foi submetida a implante coclear – dispositivo eletrônico que melhora a capacidade auditiva – e o  morador de Santo André não chegou a ensinar a linguagem para o garoto. Seu aprendizado foi utilizado para ajudar outras pessoas e há 15 anos atua como intérprete em eventos e dando aulas para surdos e seus familiares. 

O encontro entre Piza e a presidente do instituto, a administradora Themis Furigo dos Santos, 36, deu origem à produção das máscaras, que já está em fase final. “O Brasil tem 12 milhões de surdos, mas essas pessoas são esquecidas”, afirmou o professor.

O trabalho também tem resultado em renda para as costureiras que estão fazendo as máscaras. O instituo participou, recentemente, de iniciativa que produziu 2 milhões de máscaras de tecido que foram doadas para pessoas em grupos de risco para Covid-19 e também em situação de vulnerabilidade. “Este é um modelo bem mais trabalhoso, leva quase quatro vezes o tempo da outra”, explicou Themis. 

Quatro pessoas ligadas ao instituto estão sendo remuneradas em R$ 2  por máscara feita. Moradora da divisa de São Paulo e Santo André, Thalita dos Santos, 37, ressaltou a satisfação de fazer parte do projeto, além da remuneração financeira. “Fico feliz em fazer alguma coisa para ajudar ao próximo, porque a gente pensa como isso é válido para um deficiente”, declarou.

A primeira leva é produzida com recursos do professor, cerca de R$ 600, além dos valores pagos pelo instituto às costureiras. A ideia é distribuir os itens e conseguir captar parceiros para aumentar a produção e o número de pessoas beneficiadas. “Inicialmente vamos entregar para pessoas que moram no Grande ABC e em São Paulo, mas queremos poder enviar também para outros Estados”, declarou Piza.

As máscaras são feitas de tricoline e plástico e podem ser lavadas. “É importante lembrar que elas são para que as pessoas conversem e devem ser usadas por curto espaço de tempo”, completou o professor. Alguns itens estão sendo feitos com amarração na cabeça e no pescoço no lugar de elásticos, pois algumas pessoas surdas usam aparelhos que são fixados atrás das orelhas.

Em conjunto com outras pessoas, Piza sugeriu projeto de lei já aprovado em Santo André que determina que ao menos 10% dos funcionários da rede municipal de saúde dominem a linguagem de sinais. “A iniciativa para fabricação de máscaras transparentes depende do amor ao próximo. Muitos não dão importância para os surdos”, lamentou.

Informações sobre as máscaras e parcerias para aumento da produção podem ser obtidas pelo telefone do professor, 98443-9920.



Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.

Professor de Libras e ONG produzem máscaras para surdos

Item de proteção conta com parte transparente para facilitar comunicação

Aline Melo
Do Diário do Grande ABC

27/07/2020 | 23:55


Parceria entre o professor de Libras (Linguagem Brasileira de Sinais) Ademir Toledo Piza, 62 anos, e o Instituto Themis Furigo, de Santo André, está produzindo 350 máscaras de proteção para surdos. O equipamento conta com uma parte transparente, para que seja possível realizar leitura labial, e pode ser usada tanto por surdos quanto por pessoas que precisam se comunicar com eles, mas não dominam a linguagem em Libras.

Piza resolveu aprender Libras em 2005, quando um sobrinho nasceu com surdez bilateral. A criança – hoje um adolescente – foi submetida a implante coclear – dispositivo eletrônico que melhora a capacidade auditiva – e o  morador de Santo André não chegou a ensinar a linguagem para o garoto. Seu aprendizado foi utilizado para ajudar outras pessoas e há 15 anos atua como intérprete em eventos e dando aulas para surdos e seus familiares. 

O encontro entre Piza e a presidente do instituto, a administradora Themis Furigo dos Santos, 36, deu origem à produção das máscaras, que já está em fase final. “O Brasil tem 12 milhões de surdos, mas essas pessoas são esquecidas”, afirmou o professor.

O trabalho também tem resultado em renda para as costureiras que estão fazendo as máscaras. O instituo participou, recentemente, de iniciativa que produziu 2 milhões de máscaras de tecido que foram doadas para pessoas em grupos de risco para Covid-19 e também em situação de vulnerabilidade. “Este é um modelo bem mais trabalhoso, leva quase quatro vezes o tempo da outra”, explicou Themis. 

Quatro pessoas ligadas ao instituto estão sendo remuneradas em R$ 2  por máscara feita. Moradora da divisa de São Paulo e Santo André, Thalita dos Santos, 37, ressaltou a satisfação de fazer parte do projeto, além da remuneração financeira. “Fico feliz em fazer alguma coisa para ajudar ao próximo, porque a gente pensa como isso é válido para um deficiente”, declarou.

A primeira leva é produzida com recursos do professor, cerca de R$ 600, além dos valores pagos pelo instituto às costureiras. A ideia é distribuir os itens e conseguir captar parceiros para aumentar a produção e o número de pessoas beneficiadas. “Inicialmente vamos entregar para pessoas que moram no Grande ABC e em São Paulo, mas queremos poder enviar também para outros Estados”, declarou Piza.

As máscaras são feitas de tricoline e plástico e podem ser lavadas. “É importante lembrar que elas são para que as pessoas conversem e devem ser usadas por curto espaço de tempo”, completou o professor. Alguns itens estão sendo feitos com amarração na cabeça e no pescoço no lugar de elásticos, pois algumas pessoas surdas usam aparelhos que são fixados atrás das orelhas.

Em conjunto com outras pessoas, Piza sugeriu projeto de lei já aprovado em Santo André que determina que ao menos 10% dos funcionários da rede municipal de saúde dominem a linguagem de sinais. “A iniciativa para fabricação de máscaras transparentes depende do amor ao próximo. Muitos não dão importância para os surdos”, lamentou.

Informações sobre as máscaras e parcerias para aumento da produção podem ser obtidas pelo telefone do professor, 98443-9920.

Ao acessar você concorda com a nossa Política de Privacidade.


Para continuar, faça o seu login:


  • Aceito receber novidades e ofertas do Diário do Grande ABC e parceiros por
    correio eletrônico, mala direta, SMS ou outros meios de comunicação.


Ou acesse todo o conteúdo de forma ilimitada:

Veja como ter acesso a todo o conteúdo de forma ilimitada:

Copyright © 1995-2017 - Todos direitos reservados

;