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Metroviários entram em greve a partir da meia-noite por tempo indeterminado

Divulgação Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Setor votou à favor da paralisação na noite desta segunda-feira (27) durante assembleia on-line


Bia Moço
Do Diário do Grande ABC

27/07/2020 | 21:17


A greve dos metroviários de São Paulo começa a partir da 0h desta terça-feira (28), por tempo indeterminado, depois que os trabalhadores votaram, em assembleia geral on-line, nesta segunda-feira (27)pela paralisação do setor. O motivo foi a redução dos salários, anunciada na última quarta-feira, além de corte de direitos trabalhistas e reajustes do acordo coletivo.

São afetadas as linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha e 15-Prata. A CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos), que atende a região com a Linha 10-Turquesa, funcionará normalmente. Pelo Twitter, o Metrô divulgou que vai acionar plano de contingência, que consiste em deslocar funcionários de outras áreas para que as operações sejam menos afetadas. O prefeito da Capital, Bruno Covas (PSDB), anunciou a suspensão do rodízio de veículos.

Conforme levantado junto ao sindicato, dos cerca de 9.000 trabalhadores do setor, 1.939 votaram à favor da greve, 545 foram contra, e 122 se abstiveram de opinar. No entanto, todos os funcionários se dizem contrários à redução da empresa no pagamento dos planos de saúde, assim como cortar os adicionais noturnos em 50% para 20%, além das horas extras (passando de 100% para 50%).

Diretor do Sindicato dos Metroviários de São Paulo, Sérgio Renato da Silva Magalhães destacou que a classe espera que o governo do Estado e o Metrô busquem entram em acordo com o setor, sobretudo porque afirmam que “querem trabalhar e atender à população”. “Não estamos pleiteando aumento salarial, apenas manutenção de benefícios conquistados. A paralisação é um alerta para a postura do governo. A greve já foi adiada por duas vezes a fim de não prejudicar ninguém, mas diante da decisão do governo, que tem feito nossa categoria agonizar, será necessário. Seguimos para uma morte lenta”, desabafou.

“Agora ficaremos em assembleia permanente e, qualquer novidade, acionamos os funcionários para nova votação (em caso de proposta). Temos ainda um julgamento do dissídio na quarta-feira, outro momento importante, onde discutiremos no tribunal os dois temas, a greve e o dissídio”, afirmou Magalhães.

O sindicato prevê ainda a paralisação de todo o serviço. “Organizamos comitês de convencimento nos pátios de manutenção Jabaquara, Itaquera e Oratório, de onde saem os carros, e vamos ao longo das linhas e estações fechando e colocando cartazes informando a greve”, explicou o diretor, afirmando que funcionários que trabalhariam até as 22h de hoje estenderam o período para 0h, e a equipe que entraria na sequência, não dará início na jornada.

Na manhã de ontem, o Metrô conseguiu na Justiça uma liminar parcial que determinou o percentual mínimo de operação dos trens. A decisão foi tomada em audiência de conciliação entre representantes do sindicato dos trabalhadores e da empresa de transporte público. Segundo o TRT-2 (Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo), o Metrô deve manter o funcionamento 95% dos serviços no horário de pico (das 6h às 9h e das 16h30 às 19h30) e 65% nos demais horários. 

O tribunal afirmou que "os porcentuais estabelecidos dizem respeito à prestação do serviço e não à mão de obra devidamente colocada para tanto". Caso a liminar não seja respeitada, a Justiça estabeleceu multa diária de R$ 150 mil aos trabalhadores e R$ 500 mil à empresa.



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Metroviários entram em greve a partir da meia-noite por tempo indeterminado

Setor votou à favor da paralisação na noite desta segunda-feira (27) durante assembleia on-line

Bia Moço
Do Diário do Grande ABC

27/07/2020 | 21:17


A greve dos metroviários de São Paulo começa a partir da 0h desta terça-feira (28), por tempo indeterminado, depois que os trabalhadores votaram, em assembleia geral on-line, nesta segunda-feira (27)pela paralisação do setor. O motivo foi a redução dos salários, anunciada na última quarta-feira, além de corte de direitos trabalhistas e reajustes do acordo coletivo.

São afetadas as linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha e 15-Prata. A CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos), que atende a região com a Linha 10-Turquesa, funcionará normalmente. Pelo Twitter, o Metrô divulgou que vai acionar plano de contingência, que consiste em deslocar funcionários de outras áreas para que as operações sejam menos afetadas. O prefeito da Capital, Bruno Covas (PSDB), anunciou a suspensão do rodízio de veículos.

Conforme levantado junto ao sindicato, dos cerca de 9.000 trabalhadores do setor, 1.939 votaram à favor da greve, 545 foram contra, e 122 se abstiveram de opinar. No entanto, todos os funcionários se dizem contrários à redução da empresa no pagamento dos planos de saúde, assim como cortar os adicionais noturnos em 50% para 20%, além das horas extras (passando de 100% para 50%).

Diretor do Sindicato dos Metroviários de São Paulo, Sérgio Renato da Silva Magalhães destacou que a classe espera que o governo do Estado e o Metrô busquem entram em acordo com o setor, sobretudo porque afirmam que “querem trabalhar e atender à população”. “Não estamos pleiteando aumento salarial, apenas manutenção de benefícios conquistados. A paralisação é um alerta para a postura do governo. A greve já foi adiada por duas vezes a fim de não prejudicar ninguém, mas diante da decisão do governo, que tem feito nossa categoria agonizar, será necessário. Seguimos para uma morte lenta”, desabafou.

“Agora ficaremos em assembleia permanente e, qualquer novidade, acionamos os funcionários para nova votação (em caso de proposta). Temos ainda um julgamento do dissídio na quarta-feira, outro momento importante, onde discutiremos no tribunal os dois temas, a greve e o dissídio”, afirmou Magalhães.

O sindicato prevê ainda a paralisação de todo o serviço. “Organizamos comitês de convencimento nos pátios de manutenção Jabaquara, Itaquera e Oratório, de onde saem os carros, e vamos ao longo das linhas e estações fechando e colocando cartazes informando a greve”, explicou o diretor, afirmando que funcionários que trabalhariam até as 22h de hoje estenderam o período para 0h, e a equipe que entraria na sequência, não dará início na jornada.

Na manhã de ontem, o Metrô conseguiu na Justiça uma liminar parcial que determinou o percentual mínimo de operação dos trens. A decisão foi tomada em audiência de conciliação entre representantes do sindicato dos trabalhadores e da empresa de transporte público. Segundo o TRT-2 (Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo), o Metrô deve manter o funcionamento 95% dos serviços no horário de pico (das 6h às 9h e das 16h30 às 19h30) e 65% nos demais horários. 

O tribunal afirmou que "os porcentuais estabelecidos dizem respeito à prestação do serviço e não à mão de obra devidamente colocada para tanto". Caso a liminar não seja respeitada, a Justiça estabeleceu multa diária de R$ 150 mil aos trabalhadores e R$ 500 mil à empresa.

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