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Eu me considero reserva de Kiko, diz Grecco

Montagem/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Ex-prefeito diz ser aliado do tucano, mas se colocou à disposição se problemas jurídicos surgirem


Daniel Tossato
Do Diário do Grande ABC

27/07/2020 | 00:23


Prefeito de Ribeirão Pires em duas oportunidades (1977 a 1982 e 1989 a 1992), Luiz Carlos Grecco, 74 anos, recém-filiado ao PSDB, se colocou como pré-candidato reserva do atual chefe do Executivo, Adler Kiko Teixeira (PSDB), para a eleição de novembro.

O ex-prefeito declarou que se coloca à disposição de Kiko e do governo, caso haja necessidade de se escolher sucessor político para a disputa das eleições municipais deste ano. Em 2016, Grecco disputou o pleito contra Kiko e terminou na terceira posição. Durante a gestão, se aproximou do chefe do Executivo, indicando até cargos na administração.

“Essa situação (de se colocar à disposição de Kiko) já aconteceu em outras oportunidades. Na última eleição, por exemplo, isso quase aconteceu. Mas acabamos concorrendo e ele venceu. Hoje me considero um reserva do atual prefeito”, alegou Grecco.

Apesar da iniciativa do ex-prefeito, Grecco declarou que nunca se reuniu com Kiko. Mas ele fez questão de acenar ao tucano para demonstrar maior afinidade política. “Vou apoiar Kiko, sem dúvida, mas estou aguardando ser chamado para que possamos conversar”, afirmou.

A situação eleitoral de Kiko é considerada incerta no âmbito jurídico. Em fevereiro deste ano, o CNJ (Conselho Nacional de Justiça) incluiu o nome do prefeito em lista de figuras inelegíveis por condenações cíveis em atos de improbidade administrativa. Kiko poderá ser enquadrado na Lei da Ficha Limpa e está inelegível até 2023, conforme o CNJ – oficialmente ele assegura ter condições de concorrer à reeleição.

Entre 2005 e 2012, quando foi prefeito de Rio Grande da Serra, Kiko admitiu irregularmente comissionados. Antes disso, Kiko tinha sido presidente da Câmara de Rio Grande em anos nos quais o TCE (Tribunal de Contas do Estado) rejeitou os balancetes. No caso das contratações de servidores, Kiko foi condenado em primeira instância a perda de função pública, suspensão de direitos políticos, proibição de contratar com o poder público ou receber benefícios fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, pelo prazo de cinco anos, além de pagar multa.

Nos bastidores, o que se comentava era que, se Kiko tivesse a candidatura à reeleição vetada, o nome governista no pleito seria o do vice-prefeito Gabriel Roncon (PTB). Com a filiação de Grecco ao tucanato, Kiko pode enxergar no ex-prefeito um plano B.

No pleito de 2016, quando disputaram o Paço, Kiko obteve 17.703 votos, Edinaldo de Menezes, o Dedé (Cidadania), no segundo lugar, obteve 15.835 sufrágios. Grecco atingiu a terceira posição, com 13.942 adesões. 



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Eu me considero reserva de Kiko, diz Grecco

Ex-prefeito diz ser aliado do tucano, mas se colocou à disposição se problemas jurídicos surgirem

Daniel Tossato
Do Diário do Grande ABC

27/07/2020 | 00:23


Prefeito de Ribeirão Pires em duas oportunidades (1977 a 1982 e 1989 a 1992), Luiz Carlos Grecco, 74 anos, recém-filiado ao PSDB, se colocou como pré-candidato reserva do atual chefe do Executivo, Adler Kiko Teixeira (PSDB), para a eleição de novembro.

O ex-prefeito declarou que se coloca à disposição de Kiko e do governo, caso haja necessidade de se escolher sucessor político para a disputa das eleições municipais deste ano. Em 2016, Grecco disputou o pleito contra Kiko e terminou na terceira posição. Durante a gestão, se aproximou do chefe do Executivo, indicando até cargos na administração.

“Essa situação (de se colocar à disposição de Kiko) já aconteceu em outras oportunidades. Na última eleição, por exemplo, isso quase aconteceu. Mas acabamos concorrendo e ele venceu. Hoje me considero um reserva do atual prefeito”, alegou Grecco.

Apesar da iniciativa do ex-prefeito, Grecco declarou que nunca se reuniu com Kiko. Mas ele fez questão de acenar ao tucano para demonstrar maior afinidade política. “Vou apoiar Kiko, sem dúvida, mas estou aguardando ser chamado para que possamos conversar”, afirmou.

A situação eleitoral de Kiko é considerada incerta no âmbito jurídico. Em fevereiro deste ano, o CNJ (Conselho Nacional de Justiça) incluiu o nome do prefeito em lista de figuras inelegíveis por condenações cíveis em atos de improbidade administrativa. Kiko poderá ser enquadrado na Lei da Ficha Limpa e está inelegível até 2023, conforme o CNJ – oficialmente ele assegura ter condições de concorrer à reeleição.

Entre 2005 e 2012, quando foi prefeito de Rio Grande da Serra, Kiko admitiu irregularmente comissionados. Antes disso, Kiko tinha sido presidente da Câmara de Rio Grande em anos nos quais o TCE (Tribunal de Contas do Estado) rejeitou os balancetes. No caso das contratações de servidores, Kiko foi condenado em primeira instância a perda de função pública, suspensão de direitos políticos, proibição de contratar com o poder público ou receber benefícios fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, pelo prazo de cinco anos, além de pagar multa.

Nos bastidores, o que se comentava era que, se Kiko tivesse a candidatura à reeleição vetada, o nome governista no pleito seria o do vice-prefeito Gabriel Roncon (PTB). Com a filiação de Grecco ao tucanato, Kiko pode enxergar no ex-prefeito um plano B.

No pleito de 2016, quando disputaram o Paço, Kiko obteve 17.703 votos, Edinaldo de Menezes, o Dedé (Cidadania), no segundo lugar, obteve 15.835 sufrágios. Grecco atingiu a terceira posição, com 13.942 adesões. 

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