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Alexandre de Moraes manda para PGR notícia-crime contra família Bolsonaro

Reprodução Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

A parlamentar pede que o procedimento seja apensado ao inquérito das fake news, que investiga notícias falsas e ofensas contra o Supremo Tribunal Federal



23/07/2020 | 14:39


O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, enviou para a Procuradoria-Geral da República uma notícia-crime apresentada pela deputada Maria Perpétua de Almeida contra o presidente Jair Bolsonaro e seus filhos, o deputado Eduardo Bolsonaro e o senador Flávio Bolsonaro, em razão da rede de contas e perfis falsos ligados a integrantes dos gabinetes da família que foi derrubada pelo Facebook por ''comportamento inautêntico coordenado''.

O encaminhamento da notícia-crime para a PGR se deu nesta terça, 21, e trata-se um rito processual. A parlamentar pede que o procedimento seja apensado ao inquérito das fake news, que investiga notícias falsas e ofensas contra o Supremo Tribunal Federal.

Além disso, a parlamentar pede que seja solicitado ao Facebook, todas as informações relativas à investigação que identificou e removeu 35 contas, 14 páginas e 1 grupo no Facebook e 38 contas no Instagram por ''comportamento inautêntico coordenado''.

O anúncio da derrubada se deu no último dia 8 e fazia parte de uma remoção de redes de desinformação que operavam em quatro territórios postando conteúdo relacionado a assuntos políticos domésticos.

No Brasil, o material investigado pela plataforma identificou pelo menos cinco funcionários e ex-auxiliares que disseminavam ataques a adversários políticos de Bolsonaro. Na lista está Tercio Arnaud Thomaz, que é assessor do presidente e integra o chamado ''gabinete do ódio'', núcleo instalado no terceiro andar do Palácio do Planalto.

A Polícia Federal já havia pedido acesso aos dados da investigação do Facebook. O ministro Alexandre de Moraes atendeu o pedido e autorizou a diligência em dois inquéritos sigilosos que correm no STF: o das fake news e o dos atos antidemocráticos.

No âmbito do primeiro, Alexandre de Moraes chegou a apontar, em maio, indícios de que um grupo de empresários atuava de maneira velada financiando a disseminação de notícias falsas e conteúdo de ódio contra integrantes da Corte e outras instituições. O ministro também definiu como ''associação criminosa'' o grupo do ''gabinete do ódio''.

Como mostrou o Estadão, um possível compartilhamento de provas de tal investigação com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pode ''turbinar'' ações que podem levar à cassação do presidente Jair Bolsonaro e do seu vice, Hamilton Mourão.

Já na investigação sobre a organização de financiamento de atos antidemocráticos foi autorizada em junho a quebra de sigilo bancário de dez deputados e um senador, todos bolsonaristas. Ao decretar a medida, o ministro Alexandre de Moraes registrou que as apurações apontaram ''real possibilidade'' de atuação de associação criminosa voltada para a ''desestabilização do regime democrático'' com o objetivo de obter ganhos econômicos e políticos.



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Alexandre de Moraes manda para PGR notícia-crime contra família Bolsonaro

A parlamentar pede que o procedimento seja apensado ao inquérito das fake news, que investiga notícias falsas e ofensas contra o Supremo Tribunal Federal


23/07/2020 | 14:39


O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, enviou para a Procuradoria-Geral da República uma notícia-crime apresentada pela deputada Maria Perpétua de Almeida contra o presidente Jair Bolsonaro e seus filhos, o deputado Eduardo Bolsonaro e o senador Flávio Bolsonaro, em razão da rede de contas e perfis falsos ligados a integrantes dos gabinetes da família que foi derrubada pelo Facebook por ''comportamento inautêntico coordenado''.

O encaminhamento da notícia-crime para a PGR se deu nesta terça, 21, e trata-se um rito processual. A parlamentar pede que o procedimento seja apensado ao inquérito das fake news, que investiga notícias falsas e ofensas contra o Supremo Tribunal Federal.

Além disso, a parlamentar pede que seja solicitado ao Facebook, todas as informações relativas à investigação que identificou e removeu 35 contas, 14 páginas e 1 grupo no Facebook e 38 contas no Instagram por ''comportamento inautêntico coordenado''.

O anúncio da derrubada se deu no último dia 8 e fazia parte de uma remoção de redes de desinformação que operavam em quatro territórios postando conteúdo relacionado a assuntos políticos domésticos.

No Brasil, o material investigado pela plataforma identificou pelo menos cinco funcionários e ex-auxiliares que disseminavam ataques a adversários políticos de Bolsonaro. Na lista está Tercio Arnaud Thomaz, que é assessor do presidente e integra o chamado ''gabinete do ódio'', núcleo instalado no terceiro andar do Palácio do Planalto.

A Polícia Federal já havia pedido acesso aos dados da investigação do Facebook. O ministro Alexandre de Moraes atendeu o pedido e autorizou a diligência em dois inquéritos sigilosos que correm no STF: o das fake news e o dos atos antidemocráticos.

No âmbito do primeiro, Alexandre de Moraes chegou a apontar, em maio, indícios de que um grupo de empresários atuava de maneira velada financiando a disseminação de notícias falsas e conteúdo de ódio contra integrantes da Corte e outras instituições. O ministro também definiu como ''associação criminosa'' o grupo do ''gabinete do ódio''.

Como mostrou o Estadão, um possível compartilhamento de provas de tal investigação com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pode ''turbinar'' ações que podem levar à cassação do presidente Jair Bolsonaro e do seu vice, Hamilton Mourão.

Já na investigação sobre a organização de financiamento de atos antidemocráticos foi autorizada em junho a quebra de sigilo bancário de dez deputados e um senador, todos bolsonaristas. Ao decretar a medida, o ministro Alexandre de Moraes registrou que as apurações apontaram ''real possibilidade'' de atuação de associação criminosa voltada para a ''desestabilização do regime democrático'' com o objetivo de obter ganhos econômicos e políticos.

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