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Cosméticos exigem mais atenção do consumidor


Roberta Nomura
Especial para o Diário

24/01/2006 | 08:26


Menos de 50 ml de um produto foram suficientes para interromper as férias da nutricionista Neide Oliveira Estevan, 44 anos. Apenas uma aplicação de uma água bronzeadora fez com que a consumidora apresentasse quadro grave de alergia. Ela acabou ficando internada em um hospital. O caso chama a atenção para uma recomendação pouco utilizada pela maioria dos consumidores de cosméticos: testar o produto em uma pequena área do corpo antes de aplicá-lo.

A técnica de Defesa do Consumidor do Procon São Paulo, Renata Molina, alerta que por ocasião do uso de cosméticos é preciso ficar atento a alguns detalhes para evitar situações indesejadas. O primeiro cuidado antes de comprar o produto é verificar a data de validade, as condições de armazenamento e se existe alguma contra-indicação específica (ver quadro nesta página). Depois de adquirir o produto, é importante ainda fazer um teste em uma pequena área do corpo para comprovar que não há possibilidade de reações adversas. “É uma prática pouco comum, mas essencial para analisar a sensibilidade do corpo em relação ao produto”, explica a técnica.

Renata adverte que apenas alguns minutos não são suficientes para detectar as possíveis alergias. “Mesmo os cosméticos que não possuem especificações na embalagem devem ser testados durante algumas horas e, geralmente, no antebraço”, alerta. Em casos de protetores e bronzeadores, a recomendação é permanecer com o produto durante o tempo mínimo indicado para troca de aplicação.

Sem se preocupar com este detalhe, Neide utilizou o bronzeador e a água bronzeadora Nivea Sun em todo o corpo na manhã do último dia 13, uma sexta-feira. No dia seguinte a nutricionista acordou com bolinhas nos braços e a pele avermelhada. Como desconfiou que poderia estar com alergia a algum dos produtos, ela aplicou um em cada braço e constatou que a reação era referente à água bronzeadora. “No domingo, acordei toda inchada, vermelha, empipocada e com uma coceira que parecia sarna. Cheguei a pesar 2,5 kg a mais por causa do inchaço”, relembra. Neide havia alugado uma casa em Mongaguá, litoral Sul de São Paulo, para passar dez dias de férias. Com o quadro se agravando, Neide decidiu retornar a Santo André para procurar um médico.

No hospital, a alergia foi confirmada e a nutricionista foi medicada com um anti-alérgico. O remédio solucionou apenas o problema da filha, que também utilizou a água bronzeadora e apresentou reações. Como a cada dia se sentia pior, Neide entrou em contato com a Nivea na manhã de terça-feira para informar o problema. Ela recebeu a garantia de que seria avaliada por uma dermatologista indicada pela própria empresa. Mas a consumidora alega que não foi procurada em 48 horas, como foi combinado com a Nivea.

Após sofrer desmaios e ter febres, a nutricionista foi novamente ao hospital, onde permaneceu internada até a manhã da última sexta-feira. “Não é pelo produto ter dado alergia que estamos revoltados, porque isso pode acontecer com qualquer um. O problema foi que a empresa não deu assistência nenhuma”, diz a cabeleireira Denise Oliveira Estevan, 33 anos, irmã de Neide.

A Nivea informa que, no mesmo dia da reclamação, a dermatologista de plantão contatou a consumidora para entender a situação e encaminhá-la para consulta. Mas diante do agravamento do quadro clínico, Neide procurou o hospital de seu convênio médico. A empresa esclarece ainda que em caso de comprovação do efeito alérgico decorrente da água bronzeadora, a Nivea irá ressarcir todos os custos da cliente com o tratamento.

Em casos como o de Neide, em que o dano já foi constatado, a primeira orientação do Procon é procurar atendimento médico para identificar o problema. “Pode-se até tentar acionar a empresa porque em muitos casos há médicos disponíveis”, explica Renata Molina. Outra recomendação importante é guardar a embalagem do produto e todos os comprovantes de gastos para posterior ressarcimento. A técnica do Procon esclarece que nos casos em que o cliente quiser reparação de danos materiais é possível recorrer ao próprio Procon. Se houver prejuízo maior, como danos morais, é preciso levar o caso ao Judiciário.

Dicas

Verificar as orientações da embalagem ou da bula, em especial aquelas relativas à contra-indicação.

Checar o prazo de validade e as condições de armazenamento. Testar o produto em uma pequena área do corpo antes de aplicá-lo (não apenas durante alguns minutos).

Se possível, conversar com um médico sobre a utilização do produto.

Orientações em caso de ocorrência de dano Se houver alguma reação adversa, é preciso procurar rapidamente atendimento médico.

Entrar em contato com a empresa, já que algumas disponibilizam atendimento médico próprio.

Armazenar todos os comprovantes (remédios, atendimento em hospitais) para possível ressarcimento. Guardar a embalagem do produto.



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