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Obra ocasiona rachaduras em condomínio

Denis Maciel/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Força das máquinas faz trepidar apartamentos e joga xícaras no chão; Prefeitura diz que vai consertar


Vinicius Castelli
Do Dário do Grande ABC

22/07/2020 | 00:01


Grupo com cerca de 30 moradores protestou, ontem, em obra de acesso à Via Anchieta na Vila Duzzi, em São Bernardo. Moradores do local, eles reclamam que o movimento das máquinas de empreiteira contratada pela Prefeitura para realizar o serviço tem ocasionado grandes rachaduras nos imóveis e o temor é que possa haver desabamentos.

O apartamento de Sandra Maria dos Santos, 58 anos, tem ganhado nova decoração. A mais recente foi ontem, na cozinha, quando percebeu que alguns dos azulejos da parede estavam estufados, e que agora fazem companhia às rachaduras da sala de estar. Ela mora há cerca de 25 anos no Condomínio Edifício Maison Aubagne, que fica na Rua do Cruzeiro, na Vila Duzzi, empreendimento com 84 apartamentos. Foi ali na frente que os 30 moradores ficaram ontem o dia inteiro para pedir ajudar para resolver a situação.

“Estou bastante assustada. São seis rachaduras no meu apartamento. Minha mãe é idosa, tem 87 anos, mora comigo e tento preservá-la dessas preocupações, mas estou com medo dessa situação. Queremos preservar o máximo de segurança na nossa moradia”, explica Sandra.

Quitéria Marques Correia do Carmo, 39, é síndica do local. Ela explica que vários apartamentos estão com rachaduras. “Além da preocupação com a falta de segurança, há o prejuízo das residências também”, afirma. “Há três anos começaram a mexer no viaduto (Tereza Delta) aqui ao lado, e agora estão abrindo a rua”, comenta.

Além destas queixas, a síndica explica que as máquinas da obra estão tirando terra do local que sustenta um dos muros do condomínio. Rachaduras no chão são bem visíveis. “Estão cavando neste lugar”, afirma. Além disso, ela diz estar tendo problemas com o solo da garagem também. “Está afundando”, lamenta.
“Tem muito idoso neste condomínio e essa situação nos dá medo. Em um dos apartamentos, de idosos, caem xícara, copo no chão”, afirma, sobre a trepidação quando as obras estão em plena ação.

Quitéria afirma que já procurou a Prefeitura de São Bernardo e que conversou com engenheiros da obra, mas lamenta o fato de ninguém lhe dizer nada de concreto. “Não queremos a reforma do prédio, não é nada disso. Mas quero e preciso de um laudo comprovando que estas obras não trarão prejuízos, que não vão abalar a estrutura do local e que estamos a salvo aqui”, explica. “Quero segurança”, afirma

Questionada pelo Diário, a Prefeitura de São Bernardo, por meio da Secretaria de Transportes e Vias Públicas, informou que já tomou conhecimento do fato e “acionou a empreiteira responsável, que fará todos os reparos dos problemas que surgiram em decorrência da obra” 



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Obra ocasiona rachaduras em condomínio

Força das máquinas faz trepidar apartamentos e joga xícaras no chão; Prefeitura diz que vai consertar

Vinicius Castelli
Do Dário do Grande ABC

22/07/2020 | 00:01


Grupo com cerca de 30 moradores protestou, ontem, em obra de acesso à Via Anchieta na Vila Duzzi, em São Bernardo. Moradores do local, eles reclamam que o movimento das máquinas de empreiteira contratada pela Prefeitura para realizar o serviço tem ocasionado grandes rachaduras nos imóveis e o temor é que possa haver desabamentos.

O apartamento de Sandra Maria dos Santos, 58 anos, tem ganhado nova decoração. A mais recente foi ontem, na cozinha, quando percebeu que alguns dos azulejos da parede estavam estufados, e que agora fazem companhia às rachaduras da sala de estar. Ela mora há cerca de 25 anos no Condomínio Edifício Maison Aubagne, que fica na Rua do Cruzeiro, na Vila Duzzi, empreendimento com 84 apartamentos. Foi ali na frente que os 30 moradores ficaram ontem o dia inteiro para pedir ajudar para resolver a situação.

“Estou bastante assustada. São seis rachaduras no meu apartamento. Minha mãe é idosa, tem 87 anos, mora comigo e tento preservá-la dessas preocupações, mas estou com medo dessa situação. Queremos preservar o máximo de segurança na nossa moradia”, explica Sandra.

Quitéria Marques Correia do Carmo, 39, é síndica do local. Ela explica que vários apartamentos estão com rachaduras. “Além da preocupação com a falta de segurança, há o prejuízo das residências também”, afirma. “Há três anos começaram a mexer no viaduto (Tereza Delta) aqui ao lado, e agora estão abrindo a rua”, comenta.

Além destas queixas, a síndica explica que as máquinas da obra estão tirando terra do local que sustenta um dos muros do condomínio. Rachaduras no chão são bem visíveis. “Estão cavando neste lugar”, afirma. Além disso, ela diz estar tendo problemas com o solo da garagem também. “Está afundando”, lamenta.
“Tem muito idoso neste condomínio e essa situação nos dá medo. Em um dos apartamentos, de idosos, caem xícara, copo no chão”, afirma, sobre a trepidação quando as obras estão em plena ação.

Quitéria afirma que já procurou a Prefeitura de São Bernardo e que conversou com engenheiros da obra, mas lamenta o fato de ninguém lhe dizer nada de concreto. “Não queremos a reforma do prédio, não é nada disso. Mas quero e preciso de um laudo comprovando que estas obras não trarão prejuízos, que não vão abalar a estrutura do local e que estamos a salvo aqui”, explica. “Quero segurança”, afirma

Questionada pelo Diário, a Prefeitura de São Bernardo, por meio da Secretaria de Transportes e Vias Públicas, informou que já tomou conhecimento do fato e “acionou a empreiteira responsável, que fará todos os reparos dos problemas que surgiram em decorrência da obra” 

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