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Parlamento israelense aprova nova retirada da Cisjordânia


Do Diário do Grande ABC

08/09/1999 | 16:33


O Knesset (parlamento israelense) aprovou nesta quarta-feira, por 54 votos contra 23 e 2 abstençoes, o acordo israelense-paletino de Charm el-Cheij, anunciou seu presidente Avraham Burg.

Nesta quarta, o Gabinete israelense já havia acatado à nova retirada militar de 7% da Cisjordânia, conforme o recente acordo israelo-palestino de Sharm el-Sheik, como primeiro passo para o debate de ratificaçao deste tratado na Knesset.

A retirada e suas modalidades foram aprovadas por 17 ministros. Por sua parte, o ministro da Habitaçao, Yitzhak Levy, representando os colonos, votou contra e outro se absteve, anunciou a presidência do Conselho durante uma reuniao extraordinária do Gabinete em Jerusalém. Houve quatro ausentes.

``Nós nos separamos de territórios que queremos e pelos quais lutamos, mas somos um Governo responsável e temos de avançar para obter uma soluçao definitiva e acordos de paz em toda a regiao para garantir a segurança e o futuro de Israel'', declarou o primeiro-ministro Ehud Barak momentos antes da votaçao, citado pela presidência do Conselho.

Depois dessa retirada, que deve acontecer antes da próxima sexta-feira à noite - início das festividades do Novo Ano judeu -, a Autoridade Palestina controlará 36% da Cisjordânia.

Entretanto, o exército israelense continuará se ocupando dos assuntos de segurança, em virtude de um complexo sistema que divide esses territórios em três categorias diferenciadas.

As novas áreas transferidas aos palestinos se situarao ao sul de Jenin, ao noroeste e ao sul de Nablus, ao norte de Ramallah e nos subúrbios de Hebron, segundo uma autoridade israelense citada pela imprensa.

Uma vez aplicadas as duas fases restantes da retirada previstas pelo tratado de Sharm el-Sheik (15 de novembro e 20 de janeiro respectivamente), umas quinze colônias judias estarao situadas em territórios controlados pela Autoridade Palestina, constituindo 40% da Cisjordânia.

Uma última retirada - prevista pelos acordos de Oslo de 1993 - acontecerá posteriormente, dependendo do que se decidir nas novas negociaçoes israelo-palestinas sobre o estatuto final dos territórios de Cisjordânia e Gaza, que começarao na próxima segunda-feira.



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Parlamento israelense aprova nova retirada da Cisjordânia

Do Diário do Grande ABC

08/09/1999 | 16:33


O Knesset (parlamento israelense) aprovou nesta quarta-feira, por 54 votos contra 23 e 2 abstençoes, o acordo israelense-paletino de Charm el-Cheij, anunciou seu presidente Avraham Burg.

Nesta quarta, o Gabinete israelense já havia acatado à nova retirada militar de 7% da Cisjordânia, conforme o recente acordo israelo-palestino de Sharm el-Sheik, como primeiro passo para o debate de ratificaçao deste tratado na Knesset.

A retirada e suas modalidades foram aprovadas por 17 ministros. Por sua parte, o ministro da Habitaçao, Yitzhak Levy, representando os colonos, votou contra e outro se absteve, anunciou a presidência do Conselho durante uma reuniao extraordinária do Gabinete em Jerusalém. Houve quatro ausentes.

``Nós nos separamos de territórios que queremos e pelos quais lutamos, mas somos um Governo responsável e temos de avançar para obter uma soluçao definitiva e acordos de paz em toda a regiao para garantir a segurança e o futuro de Israel'', declarou o primeiro-ministro Ehud Barak momentos antes da votaçao, citado pela presidência do Conselho.

Depois dessa retirada, que deve acontecer antes da próxima sexta-feira à noite - início das festividades do Novo Ano judeu -, a Autoridade Palestina controlará 36% da Cisjordânia.

Entretanto, o exército israelense continuará se ocupando dos assuntos de segurança, em virtude de um complexo sistema que divide esses territórios em três categorias diferenciadas.

As novas áreas transferidas aos palestinos se situarao ao sul de Jenin, ao noroeste e ao sul de Nablus, ao norte de Ramallah e nos subúrbios de Hebron, segundo uma autoridade israelense citada pela imprensa.

Uma vez aplicadas as duas fases restantes da retirada previstas pelo tratado de Sharm el-Sheik (15 de novembro e 20 de janeiro respectivamente), umas quinze colônias judias estarao situadas em territórios controlados pela Autoridade Palestina, constituindo 40% da Cisjordânia.

Uma última retirada - prevista pelos acordos de Oslo de 1993 - acontecerá posteriormente, dependendo do que se decidir nas novas negociaçoes israelo-palestinas sobre o estatuto final dos territórios de Cisjordânia e Gaza, que começarao na próxima segunda-feira.

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