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Salão em Construção


Alessandro Soares
Do Diário do Grande ABC

08/04/2007 | 07:01


Começou a montagem do 35º Salão de Arte Contemporânea Luiz Sacilotto – Santo André, que abre ao público dia 19 deste mês com 28 artistas selecionados entre 765 inscritos, recorde desde a criação do salão em 1968. Construção seria uma palavra que poderia resumir tendências observadas nas 50 obras que serão exibidas ao público.

Esta palavra, no entanto, não limita o salão a uma definição única. Ao mesmo tempo em que tenta capturar uma essência entre as obras selecionadas, também sugere diferentes abordagens, pois implica vários significados. Em pinturas, gravuras, fotografias, instalações, esculturas e performance, elementos de arquitetura, perspectiva, urbanismo e mobiliário se apresentam numa sugestão de diálogo íntimo em que tudo estaria em construção, ou em desconstrução.

A maioria dos selecionados, 19 artistas, é da cidade de São Paulo. Santo André tem dois, Mai Fujimoto e Fátima Roque. Rio de Janeiro e Minas Gerais, com três representantes cada, e Rio Grande do Sul, com um selecionado, são os outros estados de procedência dos artistas. O salão, assim, reafirma sua abrangência nacional e a característica de ser um espaço reservado a novos artistas e único do Brasil a manter periodicidade anual. É chamado Luiz Sacilotto desde 2005, homenagem ao artista plástico andreeense, expoente do movimento concretista dos anos 1950, morto em 2003.

A comissão de seleção e premiação, formada pelos críticos de arte e professores universitários Katia Canton, Marcos Moraes e Ronaldo Entler, concedeu 12 prêmios, sendo 11 aquisições. Alexandre Assaly, de São Paulo, com a instalação Castelo, ficou com o prêmio estímulo. Os demais premiados são Osvaldo Carvalho, de Niterói-RJ, Sérgio Dório, de São Leopoldo-RS, Rodrigo Castro de Jesus, de Belo Horizonte-MG, e os paulistanos Renata de Bonis, Bruno de Faria, Letícia Larin, Azeite de Leos (nome artístico de Rodrigo Otávio), Thais Albuquerque, Daniela Mattos, Marlu Aguiar e Amanda Mei.

A 'construção' do espaço expositivo é tarefa de Paula Caetano, coordenadora da Casa do Olhar, instituição que realiza o salão. "Esta edição exige mais técnica de montagem, pois pelo menos 12 obras exigem apresentação não convencional, isto é, não basta pendurar na parede ou colocar sobre um pedestal", diz.

Paula se refere, por exemplo, à instalação Telefone com Fio, de Eduardo Salvino. São 30 objetos sonoros em forma de cone que devem pender do teto até o chão, com os quais o público ouvirá depoimentos gravados pelo artista entre a população da cidade. "O teto do Salão de Exposições não agüenta peso. Talvez o artista tenha de fazer uma grade para fixar as peças. Mas essa construção é dele", afirma Paula.


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