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Exército israelense mata chefe da Frente Popular


Das Agências

27/08/2001 | 10:24


O Exército de Israel matou nesta segunda-feira o chefe da Frente Popular de Libertação da Palestina (FPLP), um dos três componentes da OLP, Abú Alí Mustafá.

Os palestinos acusam os israelenses de terem assassinado mais de cinquenta ativistas, suspeitos de terem realizado ou ordenado atentados anti-israelenses, mas essa é a primeira vez desde o início da Intifada, há onze meses, que Israel mata o líder nacional de uma formação política palestina.

Mustafá, 63 anos, morreu e outros três palestinos ficaram feridos em um ataque a seu escritório, no centro de Ramallah, na Cisjordânia, com dois mísseis disparados de um helicóptero, informou a rádio oficial Voz da Palestina.

O Exército israelense confirmou imediatamente, em um comunicado, ter lançado um ataque "contra o quartel general da FPLP com o objetivo de matar Abu Alí Mustafá".

O Exército israelense justificou sua ação afirmando que "ao contrário de suas promessas, Abu Alí Mustafá continuou se dedicando a atividades terroristas e era responsável por vários atentados contra Israel".

Abú Alí Mustafá sucedeu Georges Habache na liderança desta organização palestina, que recusou os acordos de Oslo de 1993 sobre a autonomia palestina e reivindicou recentes tentativas de atentados anti-israelenses.

Seu assassinato ocorreu depois de uma reunião, na noite de domingo, do gabinete de segurança israelense, presidido pelo primeiro-ministro Ariel Sharon, que interrompeu suas férias em seu rancho no deserto de Neguev (sul).

O conselheiro do presidente palestino Yasser Arafat, Nabil Abu Rudeina, acusou Israel de ter "ultrapassado a linha vermelha" ao assassinar Abu Alí Mustafá, na Cisjordânia.

"Trata-se de uma nova escalada e de uma nova etapa muito perigosa que ultrapassou todas as linhas vermelhas", declarou Abú Rudeina.

"É um crime de Israel, que explora o silêncio dos Estados Unidos e as declarações irresponsáveis dos norte-americanos. Estaremos alerta diante desta perigosa agressão", acrescentou.

Por outro lado, um membro do braço político da Frente Popular de Libertação da Palestina (FPLP), Maher Taher, afirmou em Damasco que "este crime não ficará impune e a FPLP responderá a Israel, pois o sangue de Abú Alí Mustafá é muito precioso. Israel deverá assumir as consequências".

Dois movimentos islâmicos radicais palestinos, Hamás e Jihad islâmico, pediram vingança a morte de Abú Alí Mustafá.

O porta-voz do Hamas, Abdelaziz al Rantisi, convocou "todas as forças palestinas, em especial as do Hamas, da Jihad e do Fatah (movimento do presidente Yasser Arafat), a reagirem ante o assassinato do líder palestino".

"O ataque israelense é uma declaração de guerra contra todo o povo palestino", disse.

Um dirigente da Jihad, Mohamad al Hindi, afirmou que os palestinos "naturalmente reagirão a este assassinato, porque cada operação de repressão e cada homicídio israelense pedem tal reação".



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