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Dono de sacolão arremata área pública em S.Bernardo

Nario Barbosa/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Responsável por estabelecimento oferece R$ 7,2 mi por terreno público onde empresa já está instalada


Raphael Rocha
Do Diário do Grande ABC

16/07/2020 | 00:02


Empresa ligada ao responsável pelo sacolão que há décadas ocupa área pública na região central de São Bernardo foi vencedora do leilão promovido pela administração de Orlando Morando (PSDB) para vender justamente esse terreno.

Criada em 10 de março deste ano e com capital de somente R$ 10 mil, a SBC Administradora de Bens Próprios foi a única a oferecer lance e arrematou por R$ 7,2 milhões o espaço (2.384 metros quadrados somados) na Rua Tapajós, número 80, no Centro da cidade. O resultado foi homologado ontem no Diário Oficial. O valor é R$ 900 mil a mais do que a proposta inicial do Paço.

A SBC Administradora de Bens Próprios, embora leve o nome de São Bernardo na razão social, está instalada na Alameda dos Ubiatans, no bairro Planalto Paulista, na Capital. Tem duas pessoas físicas como sócias – Marcos Henrique Shimizu e Ricardo Kioshi Nakada (filho de Nelson Kioshi Nakada) – e as empresas Nakada Participações, Shimizu Participações e VYK Administração de Bens. A Nakada Participações tinha Nelson, até 2019, como um dos sócios.

Nelson já havia aparecido em eventos públicos ao lado de Morando – inclusive, com divulgação das atividades no site oficial da Prefeitura de São Bernardo, na qual é classificado como responsável pela rede de produtos hortifrúti.

Conhecido como Sacolão Saúde, o estabelecimento integra o Grupo NK, rede com seis unidades, sendo duas no Grande ABC (São Bernardo e Santo André) e o restante na Capital.

O Diário mostrou, no dia 3, que o leilão da área percorria trâmites diferentes dos adotados pelo governo Morando sobre venda de áreas públicas. Até então, pouca publicidade havia sido dada à concorrência (nenhum material de divulgação tinha sido produzido pela gestão).

A reportagem também mostrou sobre a polêmica da área. Isso porque o terreno, público desde 1978, chegou a ser cedido à Ceagesp (Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo) nos anos 1990 para que um sacolão fosse ali construído – o convênio anterior liberava uso de espaço público que hoje dá lugar ao terminal rodoviário municipal.

Decreto expedido em 1995 autorizava a Ceagesp a explorar o local. Em 1996, esse decreto foi revogado. Mesmo assim, o sacolão continuou funcionando normalmente. A situação só foi regularizada em 2006, quando o então prefeito William Dib criou regra para normatizar a situação: despachou decreto para autorizar a utilização do espaço por parte da Associação dos Comerciantes do Sacolão Municipal de São Bernardo.

Em nota, a Prefeitura de São Bernardo declarou que “o processo de alienação do terreno citado seguiu todos os trâmites legais, ficando aberto para oferecimento de propostas a todo público interessado, com ampla divulgação, inclusive por parte do Diário do Grande ABC”. “A empresa habilitada e vencedora foi a que apresentou a maior proposta. Não se verificou impedimento legal de qualquer natureza, sendo respeitados os princípios da impessoalidade e publicidade.” 



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Dono de sacolão arremata área pública em S.Bernardo

Responsável por estabelecimento oferece R$ 7,2 mi por terreno público onde empresa já está instalada

Raphael Rocha
Do Diário do Grande ABC

16/07/2020 | 00:02


Empresa ligada ao responsável pelo sacolão que há décadas ocupa área pública na região central de São Bernardo foi vencedora do leilão promovido pela administração de Orlando Morando (PSDB) para vender justamente esse terreno.

Criada em 10 de março deste ano e com capital de somente R$ 10 mil, a SBC Administradora de Bens Próprios foi a única a oferecer lance e arrematou por R$ 7,2 milhões o espaço (2.384 metros quadrados somados) na Rua Tapajós, número 80, no Centro da cidade. O resultado foi homologado ontem no Diário Oficial. O valor é R$ 900 mil a mais do que a proposta inicial do Paço.

A SBC Administradora de Bens Próprios, embora leve o nome de São Bernardo na razão social, está instalada na Alameda dos Ubiatans, no bairro Planalto Paulista, na Capital. Tem duas pessoas físicas como sócias – Marcos Henrique Shimizu e Ricardo Kioshi Nakada (filho de Nelson Kioshi Nakada) – e as empresas Nakada Participações, Shimizu Participações e VYK Administração de Bens. A Nakada Participações tinha Nelson, até 2019, como um dos sócios.

Nelson já havia aparecido em eventos públicos ao lado de Morando – inclusive, com divulgação das atividades no site oficial da Prefeitura de São Bernardo, na qual é classificado como responsável pela rede de produtos hortifrúti.

Conhecido como Sacolão Saúde, o estabelecimento integra o Grupo NK, rede com seis unidades, sendo duas no Grande ABC (São Bernardo e Santo André) e o restante na Capital.

O Diário mostrou, no dia 3, que o leilão da área percorria trâmites diferentes dos adotados pelo governo Morando sobre venda de áreas públicas. Até então, pouca publicidade havia sido dada à concorrência (nenhum material de divulgação tinha sido produzido pela gestão).

A reportagem também mostrou sobre a polêmica da área. Isso porque o terreno, público desde 1978, chegou a ser cedido à Ceagesp (Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo) nos anos 1990 para que um sacolão fosse ali construído – o convênio anterior liberava uso de espaço público que hoje dá lugar ao terminal rodoviário municipal.

Decreto expedido em 1995 autorizava a Ceagesp a explorar o local. Em 1996, esse decreto foi revogado. Mesmo assim, o sacolão continuou funcionando normalmente. A situação só foi regularizada em 2006, quando o então prefeito William Dib criou regra para normatizar a situação: despachou decreto para autorizar a utilização do espaço por parte da Associação dos Comerciantes do Sacolão Municipal de São Bernardo.

Em nota, a Prefeitura de São Bernardo declarou que “o processo de alienação do terreno citado seguiu todos os trâmites legais, ficando aberto para oferecimento de propostas a todo público interessado, com ampla divulgação, inclusive por parte do Diário do Grande ABC”. “A empresa habilitada e vencedora foi a que apresentou a maior proposta. Não se verificou impedimento legal de qualquer natureza, sendo respeitados os princípios da impessoalidade e publicidade.” 

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