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Câmara de S.Bernardo se mobiliza para ouvir Olímpio

Reprodução Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Oposição critica fato de Morando contratar alguém que admitiu pagar propina no Rodoanel


Daniel Tossato
Do Diário do Grande ABC

16/07/2020 | 00:01


Vereadores de oposição à gestão do prefeito de São Bernardo, Orlando Morando (PSDB), se movimentam para convocar Olímpio Eugênio Fernandes Silva, atual diretor na Secretaria de Transportes e Vias Públicas da cidade e que admitiu ter pago propina a Paulo Vieira de Souza, conhecido como Paulo Preto, ex-diretor da Dersa e acusado de superfaturar a obra do Rodoanel.

O Diário mostrou ontem que Olímpio era executivo da Carioca Engenharia, uma das empresas contratadas pelo governo do Estado para construir o lote cinco do Trecho Sul do Rodoanel – ao lado da OAS e da Mendes Júnior. A Carioca firmou acordo de leniência e Olímpio revelou que transferiu R$ 4,8 milhões, a título de propina, para Paulo Preto. Desde fevereiro de 2017, porém, está na administração de Morando – hoje, como diretor de departamento, função comissionada, possui salário de R$ 13.485,13.

Líder da bancada petista na Câmara, o vereador Joílson Santos (PT) protocolou requerimento pedindo informações sobre quais os critérios adotados pelo governo para admitir Olímpio. A linha foi adotada também pelo pré-candidato a prefeito pelo PSL, vereador Rafael Demarchi, que projetou chamar o servidor para prestar esclarecimentos na Câmara.

“Precisamos saber como se deu a contratação de Olímpio na Prefeitura de São Bernardo. Precisamos também obter informações sobre qual era sua ligação com Paulo Preto e seu papel na Máfia do Rodoanel. Olímpio chegou a admitir que pagou propina a Paulo Preto. Isso deve ser averiguado pela Câmara”, disse Joílson Santos.

Demarchi sugeriu que os vereadores devem elaborar projeto de lei que proíba que pessoas denunciadas ou que praticaram algum tipo de ilícito – no caso de Olímpio, mesmo sem ser acusado formalmente, admitiu ter pago vantagem indevida a um servidor da Dersa – assumam qualquer tipo de cargo no poder público. Para o vereador, chega a ser “constrangedor” que a Prefeitura de São Bernardo mantenha Olímpio em um cargo do alto escalão no Executivo. A Prefeitura sustenta que Olímpio foi contratado por sua habilitação técnica comprovada.

“É um absurdo termos dois sujeitos envolvidos na Operação Lava Jato, envolvidos em denúncia de desvio no Rodoanel, trabalhando na Prefeitura, sendo figuras tão próximas do prefeito Orlando Morando. Não foi o próprio prefeito que, como deputado (estadual), defendeu a ficha limpa? Que levou um projeto para impedir que esse tipo de situação aconteça? Ele traz duas pessoas para seu governo que foram relacionadas na Lava jato, uma das operações que mais combateram a corrupção no Brasil”, declarou Demarchi. “Precisamos ouvir (o Olímpio). Saber direito essa história.”

Além de Olímpio, Morando mantém outro personagem citado em irregularidades durante execução do Rodoanel, o secretário de Transportes e Vias Públicas, Delson José Amador. Ele é acusado pelo Ministério Público paulista de superfaturar um terreno desapropriado na Zona Sul para passagem da rodovia. O secretário nega as irregularidades. 



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Câmara de S.Bernardo se mobiliza para ouvir Olímpio

Oposição critica fato de Morando contratar alguém que admitiu pagar propina no Rodoanel

Daniel Tossato
Do Diário do Grande ABC

16/07/2020 | 00:01


Vereadores de oposição à gestão do prefeito de São Bernardo, Orlando Morando (PSDB), se movimentam para convocar Olímpio Eugênio Fernandes Silva, atual diretor na Secretaria de Transportes e Vias Públicas da cidade e que admitiu ter pago propina a Paulo Vieira de Souza, conhecido como Paulo Preto, ex-diretor da Dersa e acusado de superfaturar a obra do Rodoanel.

O Diário mostrou ontem que Olímpio era executivo da Carioca Engenharia, uma das empresas contratadas pelo governo do Estado para construir o lote cinco do Trecho Sul do Rodoanel – ao lado da OAS e da Mendes Júnior. A Carioca firmou acordo de leniência e Olímpio revelou que transferiu R$ 4,8 milhões, a título de propina, para Paulo Preto. Desde fevereiro de 2017, porém, está na administração de Morando – hoje, como diretor de departamento, função comissionada, possui salário de R$ 13.485,13.

Líder da bancada petista na Câmara, o vereador Joílson Santos (PT) protocolou requerimento pedindo informações sobre quais os critérios adotados pelo governo para admitir Olímpio. A linha foi adotada também pelo pré-candidato a prefeito pelo PSL, vereador Rafael Demarchi, que projetou chamar o servidor para prestar esclarecimentos na Câmara.

“Precisamos saber como se deu a contratação de Olímpio na Prefeitura de São Bernardo. Precisamos também obter informações sobre qual era sua ligação com Paulo Preto e seu papel na Máfia do Rodoanel. Olímpio chegou a admitir que pagou propina a Paulo Preto. Isso deve ser averiguado pela Câmara”, disse Joílson Santos.

Demarchi sugeriu que os vereadores devem elaborar projeto de lei que proíba que pessoas denunciadas ou que praticaram algum tipo de ilícito – no caso de Olímpio, mesmo sem ser acusado formalmente, admitiu ter pago vantagem indevida a um servidor da Dersa – assumam qualquer tipo de cargo no poder público. Para o vereador, chega a ser “constrangedor” que a Prefeitura de São Bernardo mantenha Olímpio em um cargo do alto escalão no Executivo. A Prefeitura sustenta que Olímpio foi contratado por sua habilitação técnica comprovada.

“É um absurdo termos dois sujeitos envolvidos na Operação Lava Jato, envolvidos em denúncia de desvio no Rodoanel, trabalhando na Prefeitura, sendo figuras tão próximas do prefeito Orlando Morando. Não foi o próprio prefeito que, como deputado (estadual), defendeu a ficha limpa? Que levou um projeto para impedir que esse tipo de situação aconteça? Ele traz duas pessoas para seu governo que foram relacionadas na Lava jato, uma das operações que mais combateram a corrupção no Brasil”, declarou Demarchi. “Precisamos ouvir (o Olímpio). Saber direito essa história.”

Além de Olímpio, Morando mantém outro personagem citado em irregularidades durante execução do Rodoanel, o secretário de Transportes e Vias Públicas, Delson José Amador. Ele é acusado pelo Ministério Público paulista de superfaturar um terreno desapropriado na Zona Sul para passagem da rodovia. O secretário nega as irregularidades. 

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