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É preciso passar a limpo


Do Diário do Grande ABC

15/07/2020 | 23:59


São suspeitas, e merecem toda a atenção dos órgãos de controle, o que inclui a Câmara de Vereadores, as ligações do prefeito de São Bernardo, Orlando Morando (PSDB), com pessoas envolvidas com irregularidades nos processos de licitação e construção do Rodoanel Mário Covas. Investigação deste Diário, que resultou em reportagem publicada ontem, descobriu que o tucano acolhe na Prefeitura, com salário mensal de R$ 13.485,13, o executivo Olímpio Eugênio Fernandes Silva, personagem central de escândalo de corrupção flagrado pela Polícia Federal – ele confessou ter pago R$ 4,8 milhões em propina em nome de empresa interessada em executar obras.

Silva não é o único envolvido com denúncias de irregularidades no Rodoanel a obter guarida no governo de Orlando Morando. Secretário de Transportes e Vias Públicas de São Bernardo, com salário de R$ 24.133,91, Delson José Amador é acusado pelo Ministério Público paulista de superfaturar terreno desapropriado na Zona Sul para a passagem das pistas.

O próprio prefeito, aliás, foi tragado para o cenário por denúncia oferecida à PF, de que teria se beneficiado de informações privilegiadas para faturar quantia razoável de dinheiro na época da construção do Trecho Sul, que corta o Grande ABC. Parte de terreno comprado por Morando em 2002, por R$ 200 mil, foi desapropriada pelo Estado, cinco anos depois, por R$ 1,27 milhão.

Embora todas as denúncias já estejam sendo investigadas, os vereadores de São Bernardo têm o direito – aliás, a obrigação – de colaborar para o esclarecimento dos fatos. Afinal, são os contribuintes municipais que estão pagando os salários, que não são baixos, dessas figuras. Como bem disse o vereador Rafael Demarchi (PSL), chega a ser “constrangedor” que o erário são-bernardense sustente dupla de servidores tão controversa. Os governistas, aliás, deveriam endossar o pleito da oposição e cobrar pelo esclarecimento total das suspeitas. Afinal, não é bom para Morando ir à reeleição com tantas dúvidas a esclarecer. É hora de passá-las a limpo.
 



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É preciso passar a limpo

Do Diário do Grande ABC

15/07/2020 | 23:59


São suspeitas, e merecem toda a atenção dos órgãos de controle, o que inclui a Câmara de Vereadores, as ligações do prefeito de São Bernardo, Orlando Morando (PSDB), com pessoas envolvidas com irregularidades nos processos de licitação e construção do Rodoanel Mário Covas. Investigação deste Diário, que resultou em reportagem publicada ontem, descobriu que o tucano acolhe na Prefeitura, com salário mensal de R$ 13.485,13, o executivo Olímpio Eugênio Fernandes Silva, personagem central de escândalo de corrupção flagrado pela Polícia Federal – ele confessou ter pago R$ 4,8 milhões em propina em nome de empresa interessada em executar obras.

Silva não é o único envolvido com denúncias de irregularidades no Rodoanel a obter guarida no governo de Orlando Morando. Secretário de Transportes e Vias Públicas de São Bernardo, com salário de R$ 24.133,91, Delson José Amador é acusado pelo Ministério Público paulista de superfaturar terreno desapropriado na Zona Sul para a passagem das pistas.

O próprio prefeito, aliás, foi tragado para o cenário por denúncia oferecida à PF, de que teria se beneficiado de informações privilegiadas para faturar quantia razoável de dinheiro na época da construção do Trecho Sul, que corta o Grande ABC. Parte de terreno comprado por Morando em 2002, por R$ 200 mil, foi desapropriada pelo Estado, cinco anos depois, por R$ 1,27 milhão.

Embora todas as denúncias já estejam sendo investigadas, os vereadores de São Bernardo têm o direito – aliás, a obrigação – de colaborar para o esclarecimento dos fatos. Afinal, são os contribuintes municipais que estão pagando os salários, que não são baixos, dessas figuras. Como bem disse o vereador Rafael Demarchi (PSL), chega a ser “constrangedor” que o erário são-bernardense sustente dupla de servidores tão controversa. Os governistas, aliás, deveriam endossar o pleito da oposição e cobrar pelo esclarecimento total das suspeitas. Afinal, não é bom para Morando ir à reeleição com tantas dúvidas a esclarecer. É hora de passá-las a limpo.
 

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