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Bares do Grande ABC pleiteiam o funcionamento noturno

Celso Luiz/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Sindicato dos trabalhadores do setor aponta que 30% foram desligados ou estão afastados


Tauana Marin
Do Diário do Grande ABC

16/07/2020 | 00:05


A fim de evitar mais estabelecimentos fechados e profissionais desempregados, o Sehal (Sindicato das Empresas de Hospedagem e Alimentação do Grande ABC) encabeça pleito de empresários do ramo de bares e restaurantes para que esses locais possam funcionar no período noturno, de preferência, até as 23h30, como é permitido em Santo André. Nas outras cidades do Grande ABC, o horário para funcionamento foi estabelecido até as 17h.

Segundo o presidente licenciado do sindicato, Beto Moreira, 30% dos trabalhadores do ramo estão afastados ou já foram demitidos. “O decreto (do Estado) é capenga porque não atende a todos. Qual a diferença em se estar no estabelecimento às 16h e às 22h?”, indaga. Segundo ele, o que tem acontecido com essas restrições de horários é algo ainda mais grave, porque afeta o emprego, a renda e se torna um problema social. “E não estamos falando apenas de bares. Mas também dos restaurantes noturnos, como pizzarias que têm salões, ou como os de comida japonesa, que trabalham mais na parte da noite.”

Moreira ressalta que os bares, por exemplo, chegam a empregar entre 15 e 20 pessoas em média. “Esses profissionais estão sendo dispensados mais cedo, deixam de ganhar gorjeta, no caso dos garçons, em especial, e ficam em jornada e salário reduzidos.”

O Diário questionou as prefeituras sobre a demanda de alterar o funcionamento dos bares para o período noturno. Segundo Ribeirão Pires informou, bares e restaurantes podem funcionar abertos ao público das 11h às 17h, seguindo as diretrizes da fase amarela do Plano São Paulo, do governo do Estado. Fora desses horários, apenas delivery e sistema de retirada no balcão. “A Prefeitura mantém o diálogo aberto com comércios da cidade”. Diadema também informou que a Prefeitura seguirá o decreto 7.761/2020, que estabelece horário limite das 17h. Assim como São Bernardo. “Os estabelecimentos continuam autorizados a atuar com serviços de delivery e take away (retirar no local e levar embora).”

A Prefeitura de São Caetano disse que não pode ser menos restritiva que o Estado. “Em São Caetano, nenhum estabelecimento do setor encerrou as atividades.” Santo André, onde os bares podem permanecer abertos até as 23h30, informou que houve o entendimento de que a classe ficaria prejudicada por não abrir no período do jantar. “Além disso, com os estabelecimentos abertos, há menor aglomeração em um único lugar.” A Prefeitura tem realizado fiscalizações e orientações.

Leandro Tirol, 35 anos, empresário e produtor cultural da Casamarela, em São Bernardo, tem sobrevivido com delivery de lanches e bebidas. “Somos um local onde bandas se apresentam e temos o bar, o que, neste momento, está fora de cogitação. Então, enquanto não pudermos reabrir totalmente, teremos de fomentar a área de bar e lanches a entrega.”

CAPACITAÇÃO

A fim de auxiliar o setor hoteleiro da região para a reabertura, o Consórcio Intermunicipal do Grande ABC transmitiu ontem a noite por meio do Facebook (www.facebook.com/consorcioabc) capacitação sobre os protocolos sanitários para hotéis. “A ideia é debater como esses negócios podem sobreviver e se reinventar nesse cenário, onde trabalham com cerca de 40% de sua capacidade (que já foi de 10%) e como ir além dos protocolos básicos como uso de máscara, álcool em gel, isolamento de áreas comuns e como usar as tecnologias a favor neste momento”, explica a hoteleira, administradora e arquiteta Daniela Flores.

(Colaborou Yara Ferraz) 



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Bares do Grande ABC pleiteiam o funcionamento noturno

Sindicato dos trabalhadores do setor aponta que 30% foram desligados ou estão afastados

Tauana Marin
Do Diário do Grande ABC

16/07/2020 | 00:05


A fim de evitar mais estabelecimentos fechados e profissionais desempregados, o Sehal (Sindicato das Empresas de Hospedagem e Alimentação do Grande ABC) encabeça pleito de empresários do ramo de bares e restaurantes para que esses locais possam funcionar no período noturno, de preferência, até as 23h30, como é permitido em Santo André. Nas outras cidades do Grande ABC, o horário para funcionamento foi estabelecido até as 17h.

Segundo o presidente licenciado do sindicato, Beto Moreira, 30% dos trabalhadores do ramo estão afastados ou já foram demitidos. “O decreto (do Estado) é capenga porque não atende a todos. Qual a diferença em se estar no estabelecimento às 16h e às 22h?”, indaga. Segundo ele, o que tem acontecido com essas restrições de horários é algo ainda mais grave, porque afeta o emprego, a renda e se torna um problema social. “E não estamos falando apenas de bares. Mas também dos restaurantes noturnos, como pizzarias que têm salões, ou como os de comida japonesa, que trabalham mais na parte da noite.”

Moreira ressalta que os bares, por exemplo, chegam a empregar entre 15 e 20 pessoas em média. “Esses profissionais estão sendo dispensados mais cedo, deixam de ganhar gorjeta, no caso dos garçons, em especial, e ficam em jornada e salário reduzidos.”

O Diário questionou as prefeituras sobre a demanda de alterar o funcionamento dos bares para o período noturno. Segundo Ribeirão Pires informou, bares e restaurantes podem funcionar abertos ao público das 11h às 17h, seguindo as diretrizes da fase amarela do Plano São Paulo, do governo do Estado. Fora desses horários, apenas delivery e sistema de retirada no balcão. “A Prefeitura mantém o diálogo aberto com comércios da cidade”. Diadema também informou que a Prefeitura seguirá o decreto 7.761/2020, que estabelece horário limite das 17h. Assim como São Bernardo. “Os estabelecimentos continuam autorizados a atuar com serviços de delivery e take away (retirar no local e levar embora).”

A Prefeitura de São Caetano disse que não pode ser menos restritiva que o Estado. “Em São Caetano, nenhum estabelecimento do setor encerrou as atividades.” Santo André, onde os bares podem permanecer abertos até as 23h30, informou que houve o entendimento de que a classe ficaria prejudicada por não abrir no período do jantar. “Além disso, com os estabelecimentos abertos, há menor aglomeração em um único lugar.” A Prefeitura tem realizado fiscalizações e orientações.

Leandro Tirol, 35 anos, empresário e produtor cultural da Casamarela, em São Bernardo, tem sobrevivido com delivery de lanches e bebidas. “Somos um local onde bandas se apresentam e temos o bar, o que, neste momento, está fora de cogitação. Então, enquanto não pudermos reabrir totalmente, teremos de fomentar a área de bar e lanches a entrega.”

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A fim de auxiliar o setor hoteleiro da região para a reabertura, o Consórcio Intermunicipal do Grande ABC transmitiu ontem a noite por meio do Facebook (www.facebook.com/consorcioabc) capacitação sobre os protocolos sanitários para hotéis. “A ideia é debater como esses negócios podem sobreviver e se reinventar nesse cenário, onde trabalham com cerca de 40% de sua capacidade (que já foi de 10%) e como ir além dos protocolos básicos como uso de máscara, álcool em gel, isolamento de áreas comuns e como usar as tecnologias a favor neste momento”, explica a hoteleira, administradora e arquiteta Daniela Flores.

(Colaborou Yara Ferraz) 

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