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Crise devido à pandemia leva Mahle a demitir 90 operários

Desde o início do ano, produção caiu pela metade, afirma o sindicato dos metalúrgicos


Yara Ferraz
Do Diário do Grande ABC

16/07/2020 | 00:05


A fabricante de componentes de motor para veículos Mahle Metal Leve, localizada em São Bernardo, demitiu cerca de 90 funcionários da unidade. As dispensas aconteceram por causa da queda na produção, que foi reduzida praticamente à metade, na comparação com o início do ano. A situação é fruto da crise econômica no setor automotivo causada pela pandemia da Covid-19.

As informações das demissões foram relatadas por trabalhadores e confirmadas pelo SMABC (Sindicato dos Metalúrgicos do ABC). As negociações com a empresa tiveram início em março, conforme relatou o diretor da entidade Nelsi Rodrigues, o Morcegão, e levaram inicialmente à utilização da MP (Medida Provisória) 936. Foram adotadas a suspensão temporária do contrato de trabalho e também a redução de salários e carga de trabalho em 25%.

Porém, segundo ele, há 20 dias, com o fim da aplicação da medida e antes do anúncio da prorrogação por parte do governo, a empresa chegou a falar em 220 demissões. “Todas as montadoras paralisaram por um período e retornaram com uma produção menor”, disse ele, sobre a dependência direta das fabricantes, já que a unidade produz peças para motores. “Tudo é uma consequência dessa parada na economia, que traz consequências, incluindo a questão de postos de trabalho, como infelizmente foi o caso da Mahle. O governo federal precisa de ações mais efetivas com medidas de proteção ao emprego, principalmente às médias empresas, porque até agora somente as grandes foram beneficiadas”, disparou.

Apesar das demissões, o sindicato conseguiu garantir estabilidade para os cerca de 520 funcionários que permanecem na firma até janeiro de 2021, o que, segundo Morcegão, dá uma “certa segurança”. As conversas sobre a prorrogação da MP continuam com a empresa.

Questionada sobre o assunto, a Prefeitura de São Bernardo afirmou que vem se colocando à disposição das empresas para buscar alternativas neste momento de pandemia. “É importante destacar que o setor produtivo nacional vem perdendo parte de sua receita como reflexo da conjuntura econômica. Não se trata de um fenômeno local”, informou. No âmbito municipal, a administração destacou uma série de resoluções, dentre elas a suspensão das inscrições em dívida ativa, a suspensão de cobranças amigáveis e extrajudiciais, entre outras iniciativas.

Procurada, a Mahle não se posicionou até o fechamento desta edição.
 



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Crise devido à pandemia leva Mahle a demitir 90 operários

Desde o início do ano, produção caiu pela metade, afirma o sindicato dos metalúrgicos

Yara Ferraz
Do Diário do Grande ABC

16/07/2020 | 00:05


A fabricante de componentes de motor para veículos Mahle Metal Leve, localizada em São Bernardo, demitiu cerca de 90 funcionários da unidade. As dispensas aconteceram por causa da queda na produção, que foi reduzida praticamente à metade, na comparação com o início do ano. A situação é fruto da crise econômica no setor automotivo causada pela pandemia da Covid-19.

As informações das demissões foram relatadas por trabalhadores e confirmadas pelo SMABC (Sindicato dos Metalúrgicos do ABC). As negociações com a empresa tiveram início em março, conforme relatou o diretor da entidade Nelsi Rodrigues, o Morcegão, e levaram inicialmente à utilização da MP (Medida Provisória) 936. Foram adotadas a suspensão temporária do contrato de trabalho e também a redução de salários e carga de trabalho em 25%.

Porém, segundo ele, há 20 dias, com o fim da aplicação da medida e antes do anúncio da prorrogação por parte do governo, a empresa chegou a falar em 220 demissões. “Todas as montadoras paralisaram por um período e retornaram com uma produção menor”, disse ele, sobre a dependência direta das fabricantes, já que a unidade produz peças para motores. “Tudo é uma consequência dessa parada na economia, que traz consequências, incluindo a questão de postos de trabalho, como infelizmente foi o caso da Mahle. O governo federal precisa de ações mais efetivas com medidas de proteção ao emprego, principalmente às médias empresas, porque até agora somente as grandes foram beneficiadas”, disparou.

Apesar das demissões, o sindicato conseguiu garantir estabilidade para os cerca de 520 funcionários que permanecem na firma até janeiro de 2021, o que, segundo Morcegão, dá uma “certa segurança”. As conversas sobre a prorrogação da MP continuam com a empresa.

Questionada sobre o assunto, a Prefeitura de São Bernardo afirmou que vem se colocando à disposição das empresas para buscar alternativas neste momento de pandemia. “É importante destacar que o setor produtivo nacional vem perdendo parte de sua receita como reflexo da conjuntura econômica. Não se trata de um fenômeno local”, informou. No âmbito municipal, a administração destacou uma série de resoluções, dentre elas a suspensão das inscrições em dívida ativa, a suspensão de cobranças amigáveis e extrajudiciais, entre outras iniciativas.

Procurada, a Mahle não se posicionou até o fechamento desta edição.
 

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