Fechar
Publicidade

Sexta-Feira, 7 de Agosto

|

Max º Min º
Clima da Região Trânsito Assine Clube do Assinante Diário Virtual Login

Internacional

internacional@dgabc.com.br | 4435-8301

Maduro culpa ilegais por surto e acirra quarentena

Fotos Públicas Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Oficialmente, o país tem quase 10 mil notificações da doença e 96 mortes, números contestados por especialistas



15/07/2020 | 19:51


O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, decretou nesta quarta-feira, 15, um endurecimento das regras de confinamento em Caracas e no Estado vizinho de Miranda, que compreende regiões da Grande Caracas, para tentar conter um aumento nos casos do novo coronavírus no país.

Oficialmente, a Venezuela tem quase 10 mil notificações da doença e 96 mortes, números contestados por especialistas. Nas últimas 24 horas, pelo menos 300 pessoas tiveram o teste positivo para a covid-19, segundo as autoridades de saúde. Pelo Twitter, o líder chavista culpou a imigração ilegal pelo surto do novo coronavírus.

"Por causa do aumento nos casos de covid-19, como resultado da entrada ilegal de pessoas no país, e seguindo as recomendações da Comissão Presidencial, tomei a decisão de aplicar quarentena radical e necessária em Caracas e no Estado de Miranda! Cuidar da saúde vem em primeiro lugar!", escreveu Maduro, em um post na rede social.

No dia 10 de julho, a vice-presidente venezuelana, Delcy Rodríguez, já havia anunciado a prorrogação por mais um mês do "estado de emergência" para controlar um surto do novo coronavírus no país, medida que fornece uma base legal para prolongar a quarentena, em vigor no país desde 16 de março.

Na semana passada, o número dois do governo, Diosdado Cabello, e o governador do Estado de Zulia, no oeste do país, Omar Prieto, confirmaram que contraíram a covid-19. O ministro do Petróleo, Tareck El Aissami, colaborador próximo de Maduro, também foi infectado.

Com o novo decreto, apenas setores essenciais, como saúde, alimentação, segurança e telecomunicações poderão funcionar normalmente.

Mais de 160 militares venezuelanos têm Covid-19

Na segunda-feira, o governo chavista já havia estendido a proibição de voos comerciais por mais 30 dias, até 12 de agosto, mantendo as restrições que começaram a ser aplicadas em março, informou a autoridade aeronáutica.

Apesar de apontar imigrantes como vetores da doença no país, segundo levantamento da Agência da ONU para Refugiados (Acnur) e a Organização Internacional para as Migrações (OIM) divulgado no ano passado, 5 mil pessoas, em média, deixaram a Venezuela todos os dias em 2018 para escapar da forte crise econômica. Naquele ano, disseram as organizações, havia ao menos 4 milhões de venezuelanos fora do seu país de origem. (COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS)



Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.

Maduro culpa ilegais por surto e acirra quarentena

Oficialmente, o país tem quase 10 mil notificações da doença e 96 mortes, números contestados por especialistas


15/07/2020 | 19:51


O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, decretou nesta quarta-feira, 15, um endurecimento das regras de confinamento em Caracas e no Estado vizinho de Miranda, que compreende regiões da Grande Caracas, para tentar conter um aumento nos casos do novo coronavírus no país.

Oficialmente, a Venezuela tem quase 10 mil notificações da doença e 96 mortes, números contestados por especialistas. Nas últimas 24 horas, pelo menos 300 pessoas tiveram o teste positivo para a covid-19, segundo as autoridades de saúde. Pelo Twitter, o líder chavista culpou a imigração ilegal pelo surto do novo coronavírus.

"Por causa do aumento nos casos de covid-19, como resultado da entrada ilegal de pessoas no país, e seguindo as recomendações da Comissão Presidencial, tomei a decisão de aplicar quarentena radical e necessária em Caracas e no Estado de Miranda! Cuidar da saúde vem em primeiro lugar!", escreveu Maduro, em um post na rede social.

No dia 10 de julho, a vice-presidente venezuelana, Delcy Rodríguez, já havia anunciado a prorrogação por mais um mês do "estado de emergência" para controlar um surto do novo coronavírus no país, medida que fornece uma base legal para prolongar a quarentena, em vigor no país desde 16 de março.

Na semana passada, o número dois do governo, Diosdado Cabello, e o governador do Estado de Zulia, no oeste do país, Omar Prieto, confirmaram que contraíram a covid-19. O ministro do Petróleo, Tareck El Aissami, colaborador próximo de Maduro, também foi infectado.

Com o novo decreto, apenas setores essenciais, como saúde, alimentação, segurança e telecomunicações poderão funcionar normalmente.

Mais de 160 militares venezuelanos têm Covid-19

Na segunda-feira, o governo chavista já havia estendido a proibição de voos comerciais por mais 30 dias, até 12 de agosto, mantendo as restrições que começaram a ser aplicadas em março, informou a autoridade aeronáutica.

Apesar de apontar imigrantes como vetores da doença no país, segundo levantamento da Agência da ONU para Refugiados (Acnur) e a Organização Internacional para as Migrações (OIM) divulgado no ano passado, 5 mil pessoas, em média, deixaram a Venezuela todos os dias em 2018 para escapar da forte crise econômica. Naquele ano, disseram as organizações, havia ao menos 4 milhões de venezuelanos fora do seu país de origem. (COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS)

Ao acessar você concorda com a nossa Política de Privacidade.


Para continuar, faça o seu login:


  • Aceito receber novidades e ofertas do Diário do Grande ABC e parceiros por
    correio eletrônico, mala direta, SMS ou outros meios de comunicação.


Ou acesse todo o conteúdo de forma ilimitada:

Veja como ter acesso a todo o conteúdo de forma ilimitada:

Copyright © 1995-2017 - Todos direitos reservados

;