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Não faltou dinheiro para atender problemas de saúde na pandemia, diz Guedes



13/07/2020 | 14:59


O ministro da Economia, Paulo Guedes, avaliou nesta segunda-feira, 13, que não faltou dinheiro para atender os problemas de Saúde durante o enfrentamento à covid-19. Em evento da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), ele listou as medidas econômicas lançadas pelo governo durante a pandemia.

Guedes deu destaque para ações no crédito para grandes empresas que, segundo ele, sustentariam a atividade de fornecedores de menor parte. Ele citou ainda as linhas disponibilizadas para o capital de giro de micro e pequenas empresas.

"Enquanto o Brasil organiza a volta segura ao trabalho, não poderia faltar crédito para o capital de giro para que as empresas voltem a se integrar nas cadeias produtivas", afirmou o ministro. "Mas ainda é impossível dizer quanto tempo durará pandemia no Brasil, já a decisão sobre confinamento é descentralizada e cabe a prefeitos e governadores", acrescentou.

O ministro considerou ainda que "apenas" cerca de 1 milhão de pessoas com carteira assinada foram demitidas na atual crise, enquanto o programa de redução de jornada e salários preservou mais de 10 milhões de vagas formais. "Nossa política pública suplementa o salário do trabalhador para que ele possa ser mantido", completou.

Guedes também detalhou o pagamento por cinco meses do auxílio emergencial de R$ 600 para desempregados e informais. Ele lembrou que o benefício é pago a 64 milhões de pessoas.

"Descobrimos 38 milhões de brasileiros invisíveis, fora do mercado formal de trabalho. A pandemia deixou exposta a fragilidade e a profunda desigualdade do sistema econômico brasileiro. Apesar do gasto público ter passado de 18% do PIB para 45% do PIB nas últimas quatro décadas, o Brasil gastou mal esses recursos", acrescentou Guedes.

O ministro voltou a prometer o lançamento de um programa de renda permanente após a pandemia, com uma "rampa de ascensão" social que passar por uma formalização maior do trabalho. "Para cada brasileiro empregado, outro perde o emprego devido à carga de tributos na folha de pagamento. Precisamos criar um sistema que abrace, proteja e dignifique o trabalho desses 38 milhões de informais", concluiu.

Na cúpula, o secretário-geral da OCDE, Angel Gurria, considerou ser um "falso dilema" contrapor saúde e economia e ressaltou que o distanciamento social é a única opção até que haja uma vacina. Ele ressaltou a necessidade de programas de proteção para trabalhadores informais e autônomos. "O setor informal enfrenta o duro dilema de escolher entre o vírus e a fome", declarou.



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Não faltou dinheiro para atender problemas de saúde na pandemia, diz Guedes


13/07/2020 | 14:59


O ministro da Economia, Paulo Guedes, avaliou nesta segunda-feira, 13, que não faltou dinheiro para atender os problemas de Saúde durante o enfrentamento à covid-19. Em evento da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), ele listou as medidas econômicas lançadas pelo governo durante a pandemia.

Guedes deu destaque para ações no crédito para grandes empresas que, segundo ele, sustentariam a atividade de fornecedores de menor parte. Ele citou ainda as linhas disponibilizadas para o capital de giro de micro e pequenas empresas.

"Enquanto o Brasil organiza a volta segura ao trabalho, não poderia faltar crédito para o capital de giro para que as empresas voltem a se integrar nas cadeias produtivas", afirmou o ministro. "Mas ainda é impossível dizer quanto tempo durará pandemia no Brasil, já a decisão sobre confinamento é descentralizada e cabe a prefeitos e governadores", acrescentou.

O ministro considerou ainda que "apenas" cerca de 1 milhão de pessoas com carteira assinada foram demitidas na atual crise, enquanto o programa de redução de jornada e salários preservou mais de 10 milhões de vagas formais. "Nossa política pública suplementa o salário do trabalhador para que ele possa ser mantido", completou.

Guedes também detalhou o pagamento por cinco meses do auxílio emergencial de R$ 600 para desempregados e informais. Ele lembrou que o benefício é pago a 64 milhões de pessoas.

"Descobrimos 38 milhões de brasileiros invisíveis, fora do mercado formal de trabalho. A pandemia deixou exposta a fragilidade e a profunda desigualdade do sistema econômico brasileiro. Apesar do gasto público ter passado de 18% do PIB para 45% do PIB nas últimas quatro décadas, o Brasil gastou mal esses recursos", acrescentou Guedes.

O ministro voltou a prometer o lançamento de um programa de renda permanente após a pandemia, com uma "rampa de ascensão" social que passar por uma formalização maior do trabalho. "Para cada brasileiro empregado, outro perde o emprego devido à carga de tributos na folha de pagamento. Precisamos criar um sistema que abrace, proteja e dignifique o trabalho desses 38 milhões de informais", concluiu.

Na cúpula, o secretário-geral da OCDE, Angel Gurria, considerou ser um "falso dilema" contrapor saúde e economia e ressaltou que o distanciamento social é a única opção até que haja uma vacina. Ele ressaltou a necessidade de programas de proteção para trabalhadores informais e autônomos. "O setor informal enfrenta o duro dilema de escolher entre o vírus e a fome", declarou.

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