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Polícia prende quadrilha de sócio de Beira-Mar em SP


Do Diário OnLine

24/09/2002 | 01:00


Após quatro meses de investigações, policiais do Departamento de Investigação sobre Narcóticos (Denarc) conseguiram deter parte da quadrilha de Claudair Lopes de Faria, o CL, 35 anos. Apontado como membro do Comando Vermelho e sócio do traficante Luiz Fernando da Costa (Fernandinho Beira-Mar), Faria é acusado de negociar, mensalmente, cerca de uma tonelada de cocaína em pelo menos 50 favelas de São Paulo.

Segundo a polícia, assim como Beira-Mar, o grupo de CL mantinha contato com traficantes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), da Bolívia e do Paraguai. O Denarc afirma que a quadrilha usava aviões do traficante detido no Rio para trazer a droga a São Paulo. Em gravações telefônicas grampeadas pela polícia, CL se diz 'compadre' e cúmplice de Beira-Mar no tráfico em São Paulo.

A ação, comandada pelo delegado Everardo Tanganelli Júnior, ocorreu simultaneamente em três locais distintos na madrugada de sábado: no bairro de Jabaquara, na zona Sul da capital, em Barueri, na Grande São Paulo, e em Itu, no interior do Estado. A maior parte da droga e dos materiais usados pelos traficantes estavam na chácara em Itu.

Foram presos João Batista de Faria, 40 anos, irmão e braço-direito de CL, Clodemir Monteiro, 21, Alex Sandro de Souza, 23, Francini Cardoso de Almeida, 30, e C.S.J., 17. O líder da quadrilha, procurado pela Justiça por tráfico de drogas, ainda está foragido. A polícia interceptou com o grupo maconha, 420 quilos de cocaína, 35 telefones celulares comuns, dois celulares holandeses via-satélite, balanças para pesar droga, máquina para contar dinheiro, três pistolas e um revólver.

A chácara de Itu foi cercada por homens do Setor de Operações Especiais (SOE), que encontraram a droga em tambores de plástico, escondidos em dois buracos de três metros de profundidade. No local funcionava um pequeno laboratório para o refino e mistura da cocaína.

Segundo dados da polícia, CL está foragido desde 1995. Ele começou no crime com assaltos a bancos e blindados e sua última prisão aconteceu no Paraná, de onde conseguiu fugir. Há informações de que ele teria escapado do cerco por ter passado a noite com a namorada em um motel.

Telefone - A polícia de São Paulo pretende investigar junto à empresa holandesa de telefonia celular quais são os compradores brasileiros dos aparelhos da companhia. O delegado, Ivaney Cayres de Souza, diretor do Denarc, quer apurar se mais criminosos brasileiros estão usando os pré-pagos holandeses para tentar escapar de rastreamento.

Ainda segundo o delegado Cayres de Souza, os aparelhos holandeses não têm autorização da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) para operar no país.

O custo de operação do celular holandês é alto. Cada aparelho custa cerca de US$ 9 mil. A quadrilha tinha ainda dois cartões pré-pagos que permitem 20 minutos de conversa. O custo de cada cartão ultrapassa US$ 1 mil.



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