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Programas de atenção domiciliar ampliam serviços na pandemia

André Henriques/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Demanda por assistência aumentou em Santo André e São Caetano; atendimento realizado em casa também desafoga leitos em hospitais


Yasmin Assagra
Do Diário do Grande ABC

11/07/2020 | 00:01


Cinco das sete cidades do Grande ABC – Santo André, São Bernardo, São Caetano, Mauá e Ribeirão Pires – oferecem programas de internações domiciliares, nos quais munícipes são atendidos em casa por equipes das prefeituras. Antes da pandemia, as cidades atendiam pelo menos 2.200 pacientes em suas residências e, por causa do isolamento imposto pelo novo coronavírus, São Caetano e Santo André viram esse número aumentar. A primeira adicionou mais 255 munícipes ao serviço e a segunda, 11.

A ideia do programa é evitar que pacientes com doenças crônicas ou com dificuldade de mobilidade tenham que se deslocar ou ficar internados em hospitais. Atualmente, contempla também pacientes diagnosticados com o novo coronavírus e que cumprem isolamento domiciliar. O atendimento das equipes de saúde é diário na maioria dos casos.

Uma das usuárias do programa é Alcinete de Lima, 73 anos, moradora do bairro Camilópolis, em Santo André. A idosa apresenta quadro de ELA (Esclerose Lateral Amiotrófica) e, desde novembro do ano passado, é atendida pelo programa na cidade. A professora Conceição Aparecida de Freitas, 51, é quem fica com a mãe diariamente e destaca a atenção que a aposentada recebe semanalmente. “Agora, na pandemia, os cuidados são redobrados. Qualquer tosse ou outro sintoma parecido já ficamos preocupados, mas, graças a Deus, não passou disso. Minha mãe é atendida duas vezes por semana. Com este distanciamento, alguns atendimentos também foram por telefone, mas nunca nos faltam auxílio ou atenção”, garante.

Alcinete integra os 392 pacientes que Santo André atende, de 1 a 102 anos. Porém, desde o início da pandemia, o serviço traçou novas estratégias de atendimento e viu crescer as solicitações de visitas médicas e de fisioterapia para atendimento de pacientes com sintomas respiratórios. Com isso, o programa passou a atender 11 pessoas com sintomas da Covid-19. “Entre março e abril, as visitas de urgências e de rotina aumentaram, até porque, foi o pico das dúvidas dos familiares em relação à Covid-19, tanto de novos pacientes quanto dos que já atendíamos”, declara a coordenadora do serviço em Santo André, Ana Paula Sorce. Já em São Caetano, o programa atende, atualmente, 1.142 pessoas na modalidade AD1 (de baixa complexidade) e 72 na modalidade AD2 e AD3 (de complexidades média ou alta). Com a pandemia, o município agregou 255 pacientes que testaram positivo para a Covid-19, todos com pós-alta em hospitais públicos da cidade.

A coordenadora técnica do serviço em São Caetano, Mara Cristiane Wetter, comenta que muitos pacientes solicitaram o programa com queixas de síndrome gripal, e que muitos ainda precisaram de tratamento em hospitais. “É um trabalho contínuo. Mesmo quando o paciente é transferido para o hospital, ao retornar para casa continuamos com a atenção domiciliar. Até porque, a residência acaba sendo um vínculo familiar muito afetivo, importante para recuperação do morador”, enfatiza. 



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Programas de atenção domiciliar ampliam serviços na pandemia

Demanda por assistência aumentou em Santo André e São Caetano; atendimento realizado em casa também desafoga leitos em hospitais

Yasmin Assagra
Do Diário do Grande ABC

11/07/2020 | 00:01


Cinco das sete cidades do Grande ABC – Santo André, São Bernardo, São Caetano, Mauá e Ribeirão Pires – oferecem programas de internações domiciliares, nos quais munícipes são atendidos em casa por equipes das prefeituras. Antes da pandemia, as cidades atendiam pelo menos 2.200 pacientes em suas residências e, por causa do isolamento imposto pelo novo coronavírus, São Caetano e Santo André viram esse número aumentar. A primeira adicionou mais 255 munícipes ao serviço e a segunda, 11.

A ideia do programa é evitar que pacientes com doenças crônicas ou com dificuldade de mobilidade tenham que se deslocar ou ficar internados em hospitais. Atualmente, contempla também pacientes diagnosticados com o novo coronavírus e que cumprem isolamento domiciliar. O atendimento das equipes de saúde é diário na maioria dos casos.

Uma das usuárias do programa é Alcinete de Lima, 73 anos, moradora do bairro Camilópolis, em Santo André. A idosa apresenta quadro de ELA (Esclerose Lateral Amiotrófica) e, desde novembro do ano passado, é atendida pelo programa na cidade. A professora Conceição Aparecida de Freitas, 51, é quem fica com a mãe diariamente e destaca a atenção que a aposentada recebe semanalmente. “Agora, na pandemia, os cuidados são redobrados. Qualquer tosse ou outro sintoma parecido já ficamos preocupados, mas, graças a Deus, não passou disso. Minha mãe é atendida duas vezes por semana. Com este distanciamento, alguns atendimentos também foram por telefone, mas nunca nos faltam auxílio ou atenção”, garante.

Alcinete integra os 392 pacientes que Santo André atende, de 1 a 102 anos. Porém, desde o início da pandemia, o serviço traçou novas estratégias de atendimento e viu crescer as solicitações de visitas médicas e de fisioterapia para atendimento de pacientes com sintomas respiratórios. Com isso, o programa passou a atender 11 pessoas com sintomas da Covid-19. “Entre março e abril, as visitas de urgências e de rotina aumentaram, até porque, foi o pico das dúvidas dos familiares em relação à Covid-19, tanto de novos pacientes quanto dos que já atendíamos”, declara a coordenadora do serviço em Santo André, Ana Paula Sorce. Já em São Caetano, o programa atende, atualmente, 1.142 pessoas na modalidade AD1 (de baixa complexidade) e 72 na modalidade AD2 e AD3 (de complexidades média ou alta). Com a pandemia, o município agregou 255 pacientes que testaram positivo para a Covid-19, todos com pós-alta em hospitais públicos da cidade.

A coordenadora técnica do serviço em São Caetano, Mara Cristiane Wetter, comenta que muitos pacientes solicitaram o programa com queixas de síndrome gripal, e que muitos ainda precisaram de tratamento em hospitais. “É um trabalho contínuo. Mesmo quando o paciente é transferido para o hospital, ao retornar para casa continuamos com a atenção domiciliar. Até porque, a residência acaba sendo um vínculo familiar muito afetivo, importante para recuperação do morador”, enfatiza. 

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