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Mercado livre de energia elétrica


Do Diário do Grande ABC

10/07/2020 | 23:59


Inúmeras são as reclamações dos consumidores do Grande ABC, nos sete procons da região, por suposto aumento abusivo nas contas de luz por parte da concessionária Enel São Paulo durante a pandemia do novo coronavírus (Covid-19). Para piorar a situação, a Aneel (Agência Nacional Energia Elétrica) aprovou neste mês reajuste de 4,23% nas tarifas da Enel, antiga Eletropaulo.

Os preços abusivos deste monopólio estão com os dias contados. O mercado livre de energia elétrica é sucesso e a sociedade precisa pressionar os legisladores federais para que sua abertura seja concretizada rapidamente. No mercado livre, o consumidor pode escolher de quem vai comprar energia. O preço, quantidade, prazo de fornecimento e até fonte são negociáveis e definidos em contrato. O cliente pode comprar diretamente das geradoras (as donas das usinas) ou de comercializadoras, que são espécie de revendedores.

Segundo a Abraceel (Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia), se o mercado livre não fosse restrito aos grandes consumidores, que são os que têm carga superior a 500 kW por mês e pagam em torno de R$ 80 mil mensais, e todos os consumidores já tivessem o direito à portabilidade, teríamos os seguintes benefícios: economia de R$ 12 bilhões por ano; mais de 80 milhões de unidades consumidoras teriam redução no valor de suas tarifas; R$ 7 bilhões de redução nas contas de energia de mais de 6 milhões de indústrias, comércios e produtores rurais; geração de mais de 420 mil novos postos de trabalho.

De acordo com a Abraceel, nos últimos dez anos foram economizados mais de R$ 200 bilhões nas contas de luz dos consumidores que já são livres no Brasil. Em 2019, o mercado livre de energia elétrica cresceu 6% e movimentou R$ 134 bilhões. A entidade também tornou público que, no ano passado, o preço da energia para os consumidores livres representou economia de 34%. Em março deste ano foi aprovado pelo Senado o projeto que prevê o Marco Regulatório do Setor Elétrico (PLS 232/2016). A proposta, que ainda deve passar por nova votação antes de seguir para a Câmara dos Deputados, permite que todo consumidor migre para o mercado livre nos próximos 42 meses. A conta de energia pode ficar mais barata porque haverá aumento da concorrência.

O mercado livre totalmente aberto significará novo horizonte de programas, projetos e políticas públicas inserido nos mercados de trabalho e de tecnologia e inovação com foco especial na administração sustentável dos negócios e das cidades. Será ponto crucial para que os gestores encarem os desafios da economia pós-pandemia. Aí está legítima bandeira para nossa região.


Edison Parra é empresário e vereador de São Caetano.


PALAVRA DO LEITOR

Pós-guerra
A rica São Bernardo continua se rendendo à maligna e mortal Covid-19. Tanto que, segundo reportagem neste Diário (Setecidades, dia 5), em apenas um dia (sábado) 1.163 novos pacientes foram infectados que, somados aos 2.994 acumulados, tem-se média de 427 casos por dia. E o pior de tudo é que as pequenas, médias e grandes empresas encontram-se praticamente inativas desde o início da pandemia, obedecendo ordens governamentais. E com essa inatividade da categoria empresarial, milhares de pessoas perderam seus empregos e os cofres dos governos federal, estaduais e municipais deixaram de arrecadar impostos. Se antes da era Covid 19 a União, Estados e municípios já registravam crises financeiras, de onde será que estão tirando dinheiro para investir R$ 16,2 mil por internação de cada paciente com o novo coronavírus? O resultado disso tudo poderá ser visto no pós-guerra. Aguardem. Poderemos ter outra guerra ou choradeira. Esta para colocar as finanças em dia.
Arlindo Ligeirinho Ribeiro
Diadema

Turismo
Acompanho o Consórcio Intermunicipal do Grande ABC. Poderia citar tantos casos de ineficiência, mas fico num dos que domino bem: turismo. Em 1º de agosto de 2016, gestão Luiz Marinho, o Consórcio gastou R$ 15,6 mil na contratação da empresa Sampa Org. Dia 14 de novembro de 2017, Fabio Palacio gastou R$ 210 mil no contrato com a empresa Abet. E contrato que a Prefeitura de Santo André fez com a Marketing Systems (Chias), no valor de R$ 308 mil em maio de 2002, também na área de turismo. Atualizando por índice conservador, o IGP-M-FGV (Índice Geral de Preços do Mercado – Fundação Getulio Vargas), o montante total daria hoje, dos três contratos, R$ 1,37 milhão. Respondam-me: como está o turismo hoje em nossa região? Só o turismo industrial é sucesso, pois tem gente muito competente operando, faz tempo. Gastar o dinheiro dos outros é fácil. Já gastaram o dinheiros deles com alguma iniciativa em favor dos sete municípios? Em time que está ganhando não se mexe, mas em time que está perdendo, sim!
Marcel Rodrigues Martins
Santo André

Para trás
A desnecessária mudança da Capital Federal do Rio de Janeiro para Brasília, entre tantos males, deixou a economia do País em pandarecos. E o Brasil que, segundo Juscelino Kubitschek, avançaria 50 anos em apenas cinco do seu governo, desde então só andou para trás. E já se foram 60 anos! Enquanto o mundo investia em trens, aqui, para vender caminhões – tudo que as multinacionais queriam –, um século de história e progresso foram destruídos com 40 mil quilômetros de ferrovias, hoje desativadas e sucateadas. Crime hediondo e imperdoável contra a Pátria. Hoje, sem elas, como já vimos, somos reféns indefesos do transporte rodoviário. Apenas velhas estações em ruínas e muita saudade restam. E, como se não bastasse, a volta dos políticos em 1985, cobrando novos impostos e mais privilégios – que se deram –, a corrupção, o parasitismo e a violência, com segurança e punição zero, nos últimos 35 anos tomaram conta do País, transformando-o no paraíso dos sem-vergonhas.
Nilson Martins Altran
São Caetano

Monotrilho
A região planejada para trafegar a Linha 18-Bronze é em fundo de vale, paralela quase que totalmente ao Córrego dos Meninos/Rio Tamanduateí, com inumeráveis cruzamentos em nível, portanto, sujeita a congestionamentos e inundações constantes, como em março de 2019. Não existe solução para isso mundialmente, com o exemplo de Veneza, na Itália. É fundamental que o sistema seja elevado, quaisquer que sejam os protótipos escolhidos, podendo ser VLT, ou se corre o risco de se construir sistema obsoleto. Exemplo prático disso é o que ocorre no Corredor ABD, dos trólebus, do BRT da Metra, que é interrompido frequentemente nas enchentes. Recentemente o prefeito de São Bernardo indicou que a construção do Piscinão do Paço, finalizado em 2019, resolveria o assunto. Agora está prometendo outro, o Jaboticabal! Das mudanças propostas a única correta e sensata e que deve ser mantida é a mudança da extensão do terminal da CPTM Linha 10 do Tamanduateí para o Sacomã, não significando que não tenha que integrar com ele.
Luiz Carlos Leoni
São Caetano 



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Mercado livre de energia elétrica

Do Diário do Grande ABC

10/07/2020 | 23:59


Inúmeras são as reclamações dos consumidores do Grande ABC, nos sete procons da região, por suposto aumento abusivo nas contas de luz por parte da concessionária Enel São Paulo durante a pandemia do novo coronavírus (Covid-19). Para piorar a situação, a Aneel (Agência Nacional Energia Elétrica) aprovou neste mês reajuste de 4,23% nas tarifas da Enel, antiga Eletropaulo.

Os preços abusivos deste monopólio estão com os dias contados. O mercado livre de energia elétrica é sucesso e a sociedade precisa pressionar os legisladores federais para que sua abertura seja concretizada rapidamente. No mercado livre, o consumidor pode escolher de quem vai comprar energia. O preço, quantidade, prazo de fornecimento e até fonte são negociáveis e definidos em contrato. O cliente pode comprar diretamente das geradoras (as donas das usinas) ou de comercializadoras, que são espécie de revendedores.

Segundo a Abraceel (Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia), se o mercado livre não fosse restrito aos grandes consumidores, que são os que têm carga superior a 500 kW por mês e pagam em torno de R$ 80 mil mensais, e todos os consumidores já tivessem o direito à portabilidade, teríamos os seguintes benefícios: economia de R$ 12 bilhões por ano; mais de 80 milhões de unidades consumidoras teriam redução no valor de suas tarifas; R$ 7 bilhões de redução nas contas de energia de mais de 6 milhões de indústrias, comércios e produtores rurais; geração de mais de 420 mil novos postos de trabalho.

De acordo com a Abraceel, nos últimos dez anos foram economizados mais de R$ 200 bilhões nas contas de luz dos consumidores que já são livres no Brasil. Em 2019, o mercado livre de energia elétrica cresceu 6% e movimentou R$ 134 bilhões. A entidade também tornou público que, no ano passado, o preço da energia para os consumidores livres representou economia de 34%. Em março deste ano foi aprovado pelo Senado o projeto que prevê o Marco Regulatório do Setor Elétrico (PLS 232/2016). A proposta, que ainda deve passar por nova votação antes de seguir para a Câmara dos Deputados, permite que todo consumidor migre para o mercado livre nos próximos 42 meses. A conta de energia pode ficar mais barata porque haverá aumento da concorrência.

O mercado livre totalmente aberto significará novo horizonte de programas, projetos e políticas públicas inserido nos mercados de trabalho e de tecnologia e inovação com foco especial na administração sustentável dos negócios e das cidades. Será ponto crucial para que os gestores encarem os desafios da economia pós-pandemia. Aí está legítima bandeira para nossa região.


Edison Parra é empresário e vereador de São Caetano.


PALAVRA DO LEITOR

Pós-guerra
A rica São Bernardo continua se rendendo à maligna e mortal Covid-19. Tanto que, segundo reportagem neste Diário (Setecidades, dia 5), em apenas um dia (sábado) 1.163 novos pacientes foram infectados que, somados aos 2.994 acumulados, tem-se média de 427 casos por dia. E o pior de tudo é que as pequenas, médias e grandes empresas encontram-se praticamente inativas desde o início da pandemia, obedecendo ordens governamentais. E com essa inatividade da categoria empresarial, milhares de pessoas perderam seus empregos e os cofres dos governos federal, estaduais e municipais deixaram de arrecadar impostos. Se antes da era Covid 19 a União, Estados e municípios já registravam crises financeiras, de onde será que estão tirando dinheiro para investir R$ 16,2 mil por internação de cada paciente com o novo coronavírus? O resultado disso tudo poderá ser visto no pós-guerra. Aguardem. Poderemos ter outra guerra ou choradeira. Esta para colocar as finanças em dia.
Arlindo Ligeirinho Ribeiro
Diadema

Turismo
Acompanho o Consórcio Intermunicipal do Grande ABC. Poderia citar tantos casos de ineficiência, mas fico num dos que domino bem: turismo. Em 1º de agosto de 2016, gestão Luiz Marinho, o Consórcio gastou R$ 15,6 mil na contratação da empresa Sampa Org. Dia 14 de novembro de 2017, Fabio Palacio gastou R$ 210 mil no contrato com a empresa Abet. E contrato que a Prefeitura de Santo André fez com a Marketing Systems (Chias), no valor de R$ 308 mil em maio de 2002, também na área de turismo. Atualizando por índice conservador, o IGP-M-FGV (Índice Geral de Preços do Mercado – Fundação Getulio Vargas), o montante total daria hoje, dos três contratos, R$ 1,37 milhão. Respondam-me: como está o turismo hoje em nossa região? Só o turismo industrial é sucesso, pois tem gente muito competente operando, faz tempo. Gastar o dinheiro dos outros é fácil. Já gastaram o dinheiros deles com alguma iniciativa em favor dos sete municípios? Em time que está ganhando não se mexe, mas em time que está perdendo, sim!
Marcel Rodrigues Martins
Santo André

Para trás
A desnecessária mudança da Capital Federal do Rio de Janeiro para Brasília, entre tantos males, deixou a economia do País em pandarecos. E o Brasil que, segundo Juscelino Kubitschek, avançaria 50 anos em apenas cinco do seu governo, desde então só andou para trás. E já se foram 60 anos! Enquanto o mundo investia em trens, aqui, para vender caminhões – tudo que as multinacionais queriam –, um século de história e progresso foram destruídos com 40 mil quilômetros de ferrovias, hoje desativadas e sucateadas. Crime hediondo e imperdoável contra a Pátria. Hoje, sem elas, como já vimos, somos reféns indefesos do transporte rodoviário. Apenas velhas estações em ruínas e muita saudade restam. E, como se não bastasse, a volta dos políticos em 1985, cobrando novos impostos e mais privilégios – que se deram –, a corrupção, o parasitismo e a violência, com segurança e punição zero, nos últimos 35 anos tomaram conta do País, transformando-o no paraíso dos sem-vergonhas.
Nilson Martins Altran
São Caetano

Monotrilho
A região planejada para trafegar a Linha 18-Bronze é em fundo de vale, paralela quase que totalmente ao Córrego dos Meninos/Rio Tamanduateí, com inumeráveis cruzamentos em nível, portanto, sujeita a congestionamentos e inundações constantes, como em março de 2019. Não existe solução para isso mundialmente, com o exemplo de Veneza, na Itália. É fundamental que o sistema seja elevado, quaisquer que sejam os protótipos escolhidos, podendo ser VLT, ou se corre o risco de se construir sistema obsoleto. Exemplo prático disso é o que ocorre no Corredor ABD, dos trólebus, do BRT da Metra, que é interrompido frequentemente nas enchentes. Recentemente o prefeito de São Bernardo indicou que a construção do Piscinão do Paço, finalizado em 2019, resolveria o assunto. Agora está prometendo outro, o Jaboticabal! Das mudanças propostas a única correta e sensata e que deve ser mantida é a mudança da extensão do terminal da CPTM Linha 10 do Tamanduateí para o Sacomã, não significando que não tenha que integrar com ele.
Luiz Carlos Leoni
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