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Dólar tem dia de volatilidade alta e fecha em R$ 5,33 no mercado à vista -

Reprodução/Instagram Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


09/07/2020 | 18:03


O dólar teve novo dia de volatilidade, embora nesta quinta-feira, 9, o volume de negócios tenha sido maior. Pela manhã a moeda americana caiu, após dados melhores que o esperado de pedidos de auxílio-desemprego nos Estados Unidos. Mas a cautela com o crescimento sem trégua dos casos de coronavírus em estados americanos, após a Flórida bater novo recorde diário de infecções e óbitos, ajudou a fortalecer o dólar no mercado internacional. Também pesou um revés sofrido por Donald Trump na Suprema Corte, que determinou que o republicano mostre suas contas financeiras. Após cair para a mínima de R$ 5,24, e subir a R$ 5,38, o dólar à vista fechou em baixa de 0,21%, cotado em R$ 5,3383.

No mercado doméstico, o dia teve agenda esvaziada, com destaque para a reunião do governo com fundos internacionais que ameaçaram deixar de investir em ativos brasileiros caso Jair Bolsonaro não mude sua política para o meio ambiente. Para tentar reduzir as críticas, o presidente baniu as queimadas na Amazônia por quatro meses. Após a reunião, o vice-presidente da República, Hamilton Mourão, disse que os investidores internacionais querem "ver resultados" na área ambiental e não se comprometeram com investimentos.

Para a analista de moedas e mercados emergentes do Commerzbank, Thu Lan Nguyen, o real pode até se beneficiar de movimentos de maior busca por risco, como ontem, mas o clima ainda é de cautela com o país. Mesmo com Bolsonaro tendo testado positivo para o coronavírus, a postura do governo em relação ao combate à doença não deve ter mudança significativa e o Brasil deve seguir com casos em expansão, perdendo apenas para os EUA, ressalta ela.

"Incertezas com a retomada da atividade global deixam mercados sem direção única nesta quinta-feira", destacam os analistas do Bradesco. No exterior, o dólar subiu ante moedas fortes e boa parte dos emergentes, influenciado pelos casos de covid em alta nos EUA. A divulgação de que os pedidos de auxílio-desemprego somaram 1,31 milhão na semana encerrada em 4 de julho, enquanto os economistas previam 1,38 milhão ajudou as moedas emergentes, mas sem muito fôlego. "Foi a décima quarta semana seguida de queda", ressaltam os estrategistas do Wells Fargo, ressaltando, contudo, que já são várias semanas com pedidos acima de 1 milhão.



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Dólar tem dia de volatilidade alta e fecha em R$ 5,33 no mercado à vista -


09/07/2020 | 18:03


O dólar teve novo dia de volatilidade, embora nesta quinta-feira, 9, o volume de negócios tenha sido maior. Pela manhã a moeda americana caiu, após dados melhores que o esperado de pedidos de auxílio-desemprego nos Estados Unidos. Mas a cautela com o crescimento sem trégua dos casos de coronavírus em estados americanos, após a Flórida bater novo recorde diário de infecções e óbitos, ajudou a fortalecer o dólar no mercado internacional. Também pesou um revés sofrido por Donald Trump na Suprema Corte, que determinou que o republicano mostre suas contas financeiras. Após cair para a mínima de R$ 5,24, e subir a R$ 5,38, o dólar à vista fechou em baixa de 0,21%, cotado em R$ 5,3383.

No mercado doméstico, o dia teve agenda esvaziada, com destaque para a reunião do governo com fundos internacionais que ameaçaram deixar de investir em ativos brasileiros caso Jair Bolsonaro não mude sua política para o meio ambiente. Para tentar reduzir as críticas, o presidente baniu as queimadas na Amazônia por quatro meses. Após a reunião, o vice-presidente da República, Hamilton Mourão, disse que os investidores internacionais querem "ver resultados" na área ambiental e não se comprometeram com investimentos.

Para a analista de moedas e mercados emergentes do Commerzbank, Thu Lan Nguyen, o real pode até se beneficiar de movimentos de maior busca por risco, como ontem, mas o clima ainda é de cautela com o país. Mesmo com Bolsonaro tendo testado positivo para o coronavírus, a postura do governo em relação ao combate à doença não deve ter mudança significativa e o Brasil deve seguir com casos em expansão, perdendo apenas para os EUA, ressalta ela.

"Incertezas com a retomada da atividade global deixam mercados sem direção única nesta quinta-feira", destacam os analistas do Bradesco. No exterior, o dólar subiu ante moedas fortes e boa parte dos emergentes, influenciado pelos casos de covid em alta nos EUA. A divulgação de que os pedidos de auxílio-desemprego somaram 1,31 milhão na semana encerrada em 4 de julho, enquanto os economistas previam 1,38 milhão ajudou as moedas emergentes, mas sem muito fôlego. "Foi a décima quarta semana seguida de queda", ressaltam os estrategistas do Wells Fargo, ressaltando, contudo, que já são várias semanas com pedidos acima de 1 milhão.

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