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IBGE: nova pesquisa sobre impacto da covid-19 trará informações de 2 mil empresas



09/07/2020 | 10:40


O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) passará a divulgar na próxima quinta-feira, dia 16, detalhes sobre o impacto da pandemia do novo coronavírus na rotina das empresas brasileiras. A "Pesquisa Pulso-Empresa: Impacto da Covid-19 nas Empresas" acompanhará os efeitos da covid-19 na indústria, construção, comércio e serviços. Cerca de 100 agentes deram início no dia 15 de junho à coleta por telefone de informações de cerca de duas mil empresas.

A pesquisa permitirá estimar o porcentual de empresas que interromperam as atividades por conta da pandemia, mesmo que temporariamente. Também serão divulgadas informações sobre lançamento de novos produtos ou serviços; alteração na forma de entrega, passando para o atendimento online; adoção de trabalho domiciliar; antecipação de férias dos funcionários; e adoção de medidas extras de higiene, por exemplo.

"São estatísticas novas, que ainda estão em fase de testes e ainda sob avaliação", lembrou Flávio Magheli, coordenador de Pesquisas Conjunturais em Empresas do IBGE.

Segundo Magheli, o novo modelo de pesquisa rápida traz oportunidade de aperfeiçoamento e poderá ser futuramente aberto para novas temáticas. A aplicação do questionário dura cerca de 10 minutos. "É uma pesquisa rápida, uma pesquisa que a gente procura investigar e entrar em contato com empresas de diferentes tamanho e espalhadas pelo território, por telefone", disse Magheli.

A pesquisa vai mensurar a eventual morte de empresas em função da pandemia, afirmou Alessandro Pinheiro, coordenador de Pesquisas Estruturais e Especiais em Empresas. O questionário interroga se as empresas que não estavam funcionando retomariam suas atividades e se a paralisação tinha relação com a pandemia.

Segundo o IBGE, a nova pesquisa apresentará ainda os impactos da pandemia sobre o comportamento das vendas; as condições de fabricação de produtos; atendimento das empresas aos clientes; indicadores sobre o acesso das empresas aos fornecedores; capacidade de realizar pagamentos de rotina; percepção das empresas sobre alterações no quadro de funcionários; adesão a medidas emergenciais do governo, como o adiamento de pagamento de impostos e a utilização de linha de crédito emergencial para o pagamento da folha salarial.

Os resultados serão divulgados quinzenalmente, de forma agregada para a indústria e a construção, enquanto o comércio terá dados por atacado, varejo e comércio de veículos, peças e motocicletas. Já o setor de serviços terá informações desagregadas por serviços prestados às famílias; serviços de informação e comunicação; serviços profissionais, administrativos e complementares; serviços de transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio; e outros serviços.

"O grande avanço é o plano amostral. A modalidade pode persistir, com periodicidade maior. São coisas abertas. Na realidade, isso é uma inovação que a gente vai avaliar. Ela foi feita enquanto inovação. Está tudo sujeito a avaliação no curso do desenvolvimento", disse Eduardo Rios-Neto, diretor de Pesquisas do IBGE. "Esse plano amostral fica para qualquer decisão futura, é realmente um marco inovador nesse sentido. A amostragem foi um ponto muito alto metodológico", completou.

O IBGE selecionou organizações do Cadastro Central de Empresas (Cempre) para montar a amostra da pesquisa, com representantes de todos os Estados do País, conforme o porte por pessoal ocupado: companhias com até 49 pessoas ocupadas; com 50 a 499 pessoas ocupadas; e com 500 ou mais pessoas ocupadas. O resultado foi uma amostra com porcentual elevado de pequenas empresas, principais empregadoras e também mais afetadas pela pandemia, segundo Alessandro Pinheiro. A amostra completa da pesquisa é formada por cerca de 11 mil empresas.

O IBGE prevê cinco ciclos quinzenais da pesquisa, se estendendo até o fim de agosto, com última divulgação prevista para setembro. No entanto, segundo Flavio Magheli, a pesquisa se estenderá enquanto as perguntas forem pertinentes.

A primeira divulgação trará comparações entre a primeira quinzena de junho e o período anterior ao início da pandemia, em 11 de março. As demais trarão comparações com a quinzena imediatamente anterior. Os resultados serão divulgados no hotsite covid19.ibge.gov.br, com informações para o total do País e grandes regiões.



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IBGE: nova pesquisa sobre impacto da covid-19 trará informações de 2 mil empresas


09/07/2020 | 10:40


O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) passará a divulgar na próxima quinta-feira, dia 16, detalhes sobre o impacto da pandemia do novo coronavírus na rotina das empresas brasileiras. A "Pesquisa Pulso-Empresa: Impacto da Covid-19 nas Empresas" acompanhará os efeitos da covid-19 na indústria, construção, comércio e serviços. Cerca de 100 agentes deram início no dia 15 de junho à coleta por telefone de informações de cerca de duas mil empresas.

A pesquisa permitirá estimar o porcentual de empresas que interromperam as atividades por conta da pandemia, mesmo que temporariamente. Também serão divulgadas informações sobre lançamento de novos produtos ou serviços; alteração na forma de entrega, passando para o atendimento online; adoção de trabalho domiciliar; antecipação de férias dos funcionários; e adoção de medidas extras de higiene, por exemplo.

"São estatísticas novas, que ainda estão em fase de testes e ainda sob avaliação", lembrou Flávio Magheli, coordenador de Pesquisas Conjunturais em Empresas do IBGE.

Segundo Magheli, o novo modelo de pesquisa rápida traz oportunidade de aperfeiçoamento e poderá ser futuramente aberto para novas temáticas. A aplicação do questionário dura cerca de 10 minutos. "É uma pesquisa rápida, uma pesquisa que a gente procura investigar e entrar em contato com empresas de diferentes tamanho e espalhadas pelo território, por telefone", disse Magheli.

A pesquisa vai mensurar a eventual morte de empresas em função da pandemia, afirmou Alessandro Pinheiro, coordenador de Pesquisas Estruturais e Especiais em Empresas. O questionário interroga se as empresas que não estavam funcionando retomariam suas atividades e se a paralisação tinha relação com a pandemia.

Segundo o IBGE, a nova pesquisa apresentará ainda os impactos da pandemia sobre o comportamento das vendas; as condições de fabricação de produtos; atendimento das empresas aos clientes; indicadores sobre o acesso das empresas aos fornecedores; capacidade de realizar pagamentos de rotina; percepção das empresas sobre alterações no quadro de funcionários; adesão a medidas emergenciais do governo, como o adiamento de pagamento de impostos e a utilização de linha de crédito emergencial para o pagamento da folha salarial.

Os resultados serão divulgados quinzenalmente, de forma agregada para a indústria e a construção, enquanto o comércio terá dados por atacado, varejo e comércio de veículos, peças e motocicletas. Já o setor de serviços terá informações desagregadas por serviços prestados às famílias; serviços de informação e comunicação; serviços profissionais, administrativos e complementares; serviços de transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio; e outros serviços.

"O grande avanço é o plano amostral. A modalidade pode persistir, com periodicidade maior. São coisas abertas. Na realidade, isso é uma inovação que a gente vai avaliar. Ela foi feita enquanto inovação. Está tudo sujeito a avaliação no curso do desenvolvimento", disse Eduardo Rios-Neto, diretor de Pesquisas do IBGE. "Esse plano amostral fica para qualquer decisão futura, é realmente um marco inovador nesse sentido. A amostragem foi um ponto muito alto metodológico", completou.

O IBGE selecionou organizações do Cadastro Central de Empresas (Cempre) para montar a amostra da pesquisa, com representantes de todos os Estados do País, conforme o porte por pessoal ocupado: companhias com até 49 pessoas ocupadas; com 50 a 499 pessoas ocupadas; e com 500 ou mais pessoas ocupadas. O resultado foi uma amostra com porcentual elevado de pequenas empresas, principais empregadoras e também mais afetadas pela pandemia, segundo Alessandro Pinheiro. A amostra completa da pesquisa é formada por cerca de 11 mil empresas.

O IBGE prevê cinco ciclos quinzenais da pesquisa, se estendendo até o fim de agosto, com última divulgação prevista para setembro. No entanto, segundo Flavio Magheli, a pesquisa se estenderá enquanto as perguntas forem pertinentes.

A primeira divulgação trará comparações entre a primeira quinzena de junho e o período anterior ao início da pandemia, em 11 de março. As demais trarão comparações com a quinzena imediatamente anterior. Os resultados serão divulgados no hotsite covid19.ibge.gov.br, com informações para o total do País e grandes regiões.

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