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Auxílio de R$ 600 é pago a 503 mil pessoas

Nario Barbosa/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Um a cada cinco moradores tem acesso ao socorro de programa federal na pandemia


Tauana Marin
do Diário do Grande ABC

09/07/2020 | 00:03


Cerca de 18% da população do Grande ABC (503.738 pessoas, do total de 2.789.871, segundo o último dado oficial disponível) recebeu em abril o auxílio emergencial de R$ 600 pagos pelo governo federal, totalizando R$ 302,2 milhões no período – ou seja, uma em cada cinco pessoas, considerando a população geral. Os que têm direito ao recurso são aqueles que se encontram desempregados, além dos trabalhadores informais, microempreendedores ou autônomos, que em período de pandemia devido ao novo coronavírus estão sem ou com menor renda.

Entre as cidades, São Bernardo e Diadema foram as que tiveram maior número de moradores que receberam o auxílio (veja a tabela). Os dados foram extraídos do Portal de Transparência do governo federal.

“Boa parte dessas pessoas é chefe de família ou contribui com a renda familiar. Isso significa dizer que há uma expressiva fatia que depende desse benefício, ficando entre 1 milhão e 1,5 milhão de pessoas na região”, estima o coordenador do Conjuscs (Observatório de Políticas Públicas, Empreendedorismo e Conjuntura) da USCS (Universidade Municipal de São Caetano), Jefferson José da Conceição.

Ainda segundo ele, o levantamento do Diário é importante, pois mostra que 503 mil pessoas estão em vulnerabilidade econômica justamente em uma região que tem PIB (Produto Interno Bruto) entre os maiores do País, com forte presença na exportação, além de aglomerar os salários mais elevados pagos aos colaboradores. “Em 2018, havia cerca de 700 mil trabalhadores com carteira assinada no Grande ABC. Ou seja, o volume de pessoas que receberam o auxílio emergencial em abril, na ordem de 503 mil, quase se equipara àqueles que viviam com a garantia da carteira assinada.”

A quantia de R$ 600 fica aquém dos custos básicos para manutenção de uma família da região. À base de comparação, o salário mínimo nacional é hoje R$ 1.045. Vale lembrar que o preço médio da cesta básica entre as sete cidades custava R$ 730,69, segundo informações da Craisa (Companhia Regional de Abastecimento Integrado de Santo André), no fim de junho, para uma família de quatro pessoas no período de 30 dias. Além da alimentação, há serviços essenciais, como contas de água, luz (que teve alta de 4,23% pela Enel no Estado), gás de cozinha (média de R$ 80, o botijão), além de medicamentos e custos com telefone/internet.

“Ficando em casa de quarentena, todos esses custos aumentaram consideravelmente. Aqueles que passaram a trabalhar com aplicativos, seja de comida ou com o carro, precisam de boa internet para realizar a atividade, por exemplo. Ou seja, a quantia do auxílio é totalmente gasta, não se consegue poupar, porque não é suficiente nem para arcar com os custos considerados básicos. Com isso, acontece o efeito multiplicador, dinamizando a economia”, explica Conceição. “Esse cenário reflete a precarização do mercado nos últimos anos, a desproteção social dos trabalhadores, assim como dos microempreendedores”, finalizou.

O governo prorrogou o auxílio emergencial com parcelas adicionais, mas os valores devem ser decrescentes: R$ 500, R$ 400 e R$ 300. 



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Auxílio de R$ 600 é pago a 503 mil pessoas

Um a cada cinco moradores tem acesso ao socorro de programa federal na pandemia

Tauana Marin
do Diário do Grande ABC

09/07/2020 | 00:03


Cerca de 18% da população do Grande ABC (503.738 pessoas, do total de 2.789.871, segundo o último dado oficial disponível) recebeu em abril o auxílio emergencial de R$ 600 pagos pelo governo federal, totalizando R$ 302,2 milhões no período – ou seja, uma em cada cinco pessoas, considerando a população geral. Os que têm direito ao recurso são aqueles que se encontram desempregados, além dos trabalhadores informais, microempreendedores ou autônomos, que em período de pandemia devido ao novo coronavírus estão sem ou com menor renda.

Entre as cidades, São Bernardo e Diadema foram as que tiveram maior número de moradores que receberam o auxílio (veja a tabela). Os dados foram extraídos do Portal de Transparência do governo federal.

“Boa parte dessas pessoas é chefe de família ou contribui com a renda familiar. Isso significa dizer que há uma expressiva fatia que depende desse benefício, ficando entre 1 milhão e 1,5 milhão de pessoas na região”, estima o coordenador do Conjuscs (Observatório de Políticas Públicas, Empreendedorismo e Conjuntura) da USCS (Universidade Municipal de São Caetano), Jefferson José da Conceição.

Ainda segundo ele, o levantamento do Diário é importante, pois mostra que 503 mil pessoas estão em vulnerabilidade econômica justamente em uma região que tem PIB (Produto Interno Bruto) entre os maiores do País, com forte presença na exportação, além de aglomerar os salários mais elevados pagos aos colaboradores. “Em 2018, havia cerca de 700 mil trabalhadores com carteira assinada no Grande ABC. Ou seja, o volume de pessoas que receberam o auxílio emergencial em abril, na ordem de 503 mil, quase se equipara àqueles que viviam com a garantia da carteira assinada.”

A quantia de R$ 600 fica aquém dos custos básicos para manutenção de uma família da região. À base de comparação, o salário mínimo nacional é hoje R$ 1.045. Vale lembrar que o preço médio da cesta básica entre as sete cidades custava R$ 730,69, segundo informações da Craisa (Companhia Regional de Abastecimento Integrado de Santo André), no fim de junho, para uma família de quatro pessoas no período de 30 dias. Além da alimentação, há serviços essenciais, como contas de água, luz (que teve alta de 4,23% pela Enel no Estado), gás de cozinha (média de R$ 80, o botijão), além de medicamentos e custos com telefone/internet.

“Ficando em casa de quarentena, todos esses custos aumentaram consideravelmente. Aqueles que passaram a trabalhar com aplicativos, seja de comida ou com o carro, precisam de boa internet para realizar a atividade, por exemplo. Ou seja, a quantia do auxílio é totalmente gasta, não se consegue poupar, porque não é suficiente nem para arcar com os custos considerados básicos. Com isso, acontece o efeito multiplicador, dinamizando a economia”, explica Conceição. “Esse cenário reflete a precarização do mercado nos últimos anos, a desproteção social dos trabalhadores, assim como dos microempreendedores”, finalizou.

O governo prorrogou o auxílio emergencial com parcelas adicionais, mas os valores devem ser decrescentes: R$ 500, R$ 400 e R$ 300. 

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