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Sob pressão, Diadema avalia contratar serviço de cremação

Banco de Dados Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Oferta de vagas para enterros foi aumentada em 500% com exumações; cemitério privado em Mauá viu demanda subir 30%


Aline Melo
Do Diário do Grande ABC

08/07/2020 | 23:55


A Prefeitura de Diadema avalia a necessidade de contratar atividade de cremação para apoio ao serviço funerário municipal. A cidade, que já contabiliza 264 mortes causadas pela Covid-19, informou que aumentou em 500% as vagas para sepultamento, devido à força-tarefa que foi criada para a liberação de espaço por meio de exumações, ainda no início da pandemia. A administração não detalhou os dados de enterros, mas relatou que o efetivo da noite do cemitério foi remanejado para o dia para dar conta da demanda. A contratação de serviço de cremação será realizado caso haja aumento significativo do número de sepultamentos, porém, ainda não houve necessidade.

Em Santo André, onde existem 650 vagas nos cemitérios e 291 óbitos por causa do novo coronavírus, a capacidade dos equipamentos não foi ampliada em razão da pandemia, informou a administração municipal. Em nota, a Prefeitura destacou que a renovação das gavetas se dá por meio de exumações já pré-agendadas e rotineiras. “Há, sim, a expectativa de ampliação do Cemitério do Curuçá, porém, este projeto existia desde antes da pandemia e segue em estudo. Quanto a contratações de funcionários, também não houve necessidade, a equipe atual suporta a operação.”

São Bernardo, que tem até o momento 446 óbitos em decorrência da Covid-19, informou que não houve necessidade de ampliação do grupo de funcionários ou de serviços funerários por causa do novo coronavírus. São Caetano também não precisou ampliar as instalações nem as equipes. A cidade tem 96 mortes relacionadas à doença.

Em Mauá, o cemitério público suporta a demanda e a Prefeitura não mensurou o aumento nos sepultamentos – a cidade tem 147 vítimas fatais do novo coronavírus. Já no serviço privado, houve incremento de cerca de 30% nos enterros, detalhou a gerente geral do Cemitério Vale dos Pinheirais, Ivani Ferraz. O equipamento também inaugurou o crematório em abril e, desde então, foram realizadas 100 cremações.

Ribeirão Pires, que tem 39 mortes por causa da Covid-19, informou que, até o momento, não houve necessidade de ampliação em número de covas no cemitério municipal. Desde o começo da pandemia, o local conta com novo funcionário de serviços gerais para reforçar as medidas de limpeza já realizadas por equipe da Prefeitura nos ambientes do cemitério, “sendo esta a única contratação necessária para o setor até o momento”.

Rio Grande da Serra não respondeu aos questionamento até o fechamento desta edição.

AVANÇO DOS ÓBITOS
Em 1º de abril, o Diário mostrou que a região se preparava para o aumento de mortes causadas pelo novo coronavírus e uma eventual necessidade de ampliação da capacidade dos cemitérios públicos. Na ocasião, a única medida administrativa havia sido tomada por Santo André, que desde 20 de março restringiu os sepultamentos na ala temporária do Cemitério Nossa Senhora do Carmo, na Vila Curuçá, exclusivamente para moradores da cidade.

Segundo a administração, a medida visava preservar as vagas de sepultamento para os munícipes caso a demanda aumente por causa da pandemia do novo coronavírus. À época, o Grande ABC tinha apenas sete óbitos relacionados à doença. Ontem, totalizava 1.293 vítimas fatais, aumento superior a 18.000%. 



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Sob pressão, Diadema avalia contratar serviço de cremação

Oferta de vagas para enterros foi aumentada em 500% com exumações; cemitério privado em Mauá viu demanda subir 30%

Aline Melo
Do Diário do Grande ABC

08/07/2020 | 23:55


A Prefeitura de Diadema avalia a necessidade de contratar atividade de cremação para apoio ao serviço funerário municipal. A cidade, que já contabiliza 264 mortes causadas pela Covid-19, informou que aumentou em 500% as vagas para sepultamento, devido à força-tarefa que foi criada para a liberação de espaço por meio de exumações, ainda no início da pandemia. A administração não detalhou os dados de enterros, mas relatou que o efetivo da noite do cemitério foi remanejado para o dia para dar conta da demanda. A contratação de serviço de cremação será realizado caso haja aumento significativo do número de sepultamentos, porém, ainda não houve necessidade.

Em Santo André, onde existem 650 vagas nos cemitérios e 291 óbitos por causa do novo coronavírus, a capacidade dos equipamentos não foi ampliada em razão da pandemia, informou a administração municipal. Em nota, a Prefeitura destacou que a renovação das gavetas se dá por meio de exumações já pré-agendadas e rotineiras. “Há, sim, a expectativa de ampliação do Cemitério do Curuçá, porém, este projeto existia desde antes da pandemia e segue em estudo. Quanto a contratações de funcionários, também não houve necessidade, a equipe atual suporta a operação.”

São Bernardo, que tem até o momento 446 óbitos em decorrência da Covid-19, informou que não houve necessidade de ampliação do grupo de funcionários ou de serviços funerários por causa do novo coronavírus. São Caetano também não precisou ampliar as instalações nem as equipes. A cidade tem 96 mortes relacionadas à doença.

Em Mauá, o cemitério público suporta a demanda e a Prefeitura não mensurou o aumento nos sepultamentos – a cidade tem 147 vítimas fatais do novo coronavírus. Já no serviço privado, houve incremento de cerca de 30% nos enterros, detalhou a gerente geral do Cemitério Vale dos Pinheirais, Ivani Ferraz. O equipamento também inaugurou o crematório em abril e, desde então, foram realizadas 100 cremações.

Ribeirão Pires, que tem 39 mortes por causa da Covid-19, informou que, até o momento, não houve necessidade de ampliação em número de covas no cemitério municipal. Desde o começo da pandemia, o local conta com novo funcionário de serviços gerais para reforçar as medidas de limpeza já realizadas por equipe da Prefeitura nos ambientes do cemitério, “sendo esta a única contratação necessária para o setor até o momento”.

Rio Grande da Serra não respondeu aos questionamento até o fechamento desta edição.

AVANÇO DOS ÓBITOS
Em 1º de abril, o Diário mostrou que a região se preparava para o aumento de mortes causadas pelo novo coronavírus e uma eventual necessidade de ampliação da capacidade dos cemitérios públicos. Na ocasião, a única medida administrativa havia sido tomada por Santo André, que desde 20 de março restringiu os sepultamentos na ala temporária do Cemitério Nossa Senhora do Carmo, na Vila Curuçá, exclusivamente para moradores da cidade.

Segundo a administração, a medida visava preservar as vagas de sepultamento para os munícipes caso a demanda aumente por causa da pandemia do novo coronavírus. À época, o Grande ABC tinha apenas sete óbitos relacionados à doença. Ontem, totalizava 1.293 vítimas fatais, aumento superior a 18.000%. 

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