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Sem resposta do Estado, Lauro encolhe hospital de campanha

 Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Projeto de unidade completa 3 meses; município aguarda por menos de 20% dos leitos


Júnior Carvalho
Do Diário do Grande ABC

09/07/2020 | 00:01


Sem conseguir tirar do papel a instalação de hospital de campanha em Diadema para atender aos pacientes de Covid-19, o governo do prefeito Lauro Michels (PV) encolheu a promessa e, agora, espera verba do governo do Estado para ativar um número de leitos bem menor do que foi projetado. Às vésperas de o compromisso completar três meses sem nenhum avanço, o Paço diademense aguarda transferência para instalar 20 dos 103 leitos prometidos.

A possível oferta de vagas hospitalares, se concretizada, representaria 19,41% do projeto original desenhado pela gestão verde, que falou pela primeira vez sobre a ideia no dia 10 de abril, em vídeo divulgado nas redes sociais. De lá para cá não houve avanço concreto. O Palácio dos Bandeirantes, inclusive, vinha justificando que já havia repassado verba, na ordem de R$ 4 milhões, ao município para o enfrentamento da pandemia e que o valor poderia ser usado justamente para custear o hospital provisório. O governo Lauro, por sua vez, argumentava que a quantia era insuficiente para instalar hospital de campanha e que o montante teria sido utilizado para compra de insumos e EPIs (Equipamentos de Proteção Individual) para os funcionários que estão na linha de frente da pandemia.

No início de junho, o governo paulista deu a primeira sinalização efetiva de que poderia custear o projeto e o secretário estadual Marco Vinholi (PSDB) prometeu visitar o Quarteirão da Saúde, espaço onde os leitos seriam instalados, localizado no Centro. O tucano, porém, cancelou a vistoria e ainda não marcou nova data para que isso ocorra.

Ao Diário, o governo Lauro informou que “aguarda a assinatura do convênio e repasse do governo do Estado para implementação de 25 novos leitos prometidos para a região, sendo 20 em Diadema”. Destes, apenas dez seriam no espaço ocioso no segundo andar do Quarteirão e outros dez no Hospital Estadual da cidade, localizado no bairro Serraria. O município não informou quantas dessas vagas serão de enfermaria e de UTI (Unidade de Terapia Intensiva). Em maio, o secretário de Saúde da Capital, Edson Aparecido, reclamou publicamente que Diadema estava exportando pacientes da cidade para hospitais da Zona Sul do município paulistano. Por outro lado, o governo Lauro afirmou que unidades da rede diademense também receberam pacientes da Capital.



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Sem resposta do Estado, Lauro encolhe hospital de campanha

Projeto de unidade completa 3 meses; município aguarda por menos de 20% dos leitos

Júnior Carvalho
Do Diário do Grande ABC

09/07/2020 | 00:01


Sem conseguir tirar do papel a instalação de hospital de campanha em Diadema para atender aos pacientes de Covid-19, o governo do prefeito Lauro Michels (PV) encolheu a promessa e, agora, espera verba do governo do Estado para ativar um número de leitos bem menor do que foi projetado. Às vésperas de o compromisso completar três meses sem nenhum avanço, o Paço diademense aguarda transferência para instalar 20 dos 103 leitos prometidos.

A possível oferta de vagas hospitalares, se concretizada, representaria 19,41% do projeto original desenhado pela gestão verde, que falou pela primeira vez sobre a ideia no dia 10 de abril, em vídeo divulgado nas redes sociais. De lá para cá não houve avanço concreto. O Palácio dos Bandeirantes, inclusive, vinha justificando que já havia repassado verba, na ordem de R$ 4 milhões, ao município para o enfrentamento da pandemia e que o valor poderia ser usado justamente para custear o hospital provisório. O governo Lauro, por sua vez, argumentava que a quantia era insuficiente para instalar hospital de campanha e que o montante teria sido utilizado para compra de insumos e EPIs (Equipamentos de Proteção Individual) para os funcionários que estão na linha de frente da pandemia.

No início de junho, o governo paulista deu a primeira sinalização efetiva de que poderia custear o projeto e o secretário estadual Marco Vinholi (PSDB) prometeu visitar o Quarteirão da Saúde, espaço onde os leitos seriam instalados, localizado no Centro. O tucano, porém, cancelou a vistoria e ainda não marcou nova data para que isso ocorra.

Ao Diário, o governo Lauro informou que “aguarda a assinatura do convênio e repasse do governo do Estado para implementação de 25 novos leitos prometidos para a região, sendo 20 em Diadema”. Destes, apenas dez seriam no espaço ocioso no segundo andar do Quarteirão e outros dez no Hospital Estadual da cidade, localizado no bairro Serraria. O município não informou quantas dessas vagas serão de enfermaria e de UTI (Unidade de Terapia Intensiva). Em maio, o secretário de Saúde da Capital, Edson Aparecido, reclamou publicamente que Diadema estava exportando pacientes da cidade para hospitais da Zona Sul do município paulistano. Por outro lado, o governo Lauro afirmou que unidades da rede diademense também receberam pacientes da Capital.

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