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Calendário final da F-1 deve ter mais oito provas e não incluirá o GP do Brasil



08/07/2020 | 20:00


A Fórmula 1 pretende realizar mais oito provas neste ano, mas nenhuma delas será no Brasil. O Estadão apurou que em breve a categoria vai divulgar o calendário complementar da temporada de 2020 e devido à pandemia do novo coronavírus, nenhuma das etapas previstas será nas Américas. O campeonato mundial deste ano ficará com etapas concentradas na Europa, Ásia e Oriente Médio.

A categoria divulgou até agora um calendário de oito provas, todas na Europa. A primeira delas foi na Áustria, no último domingo. A Fórmula 1 planeja fechar o ano com um total de 15 a 18 corridas, mas deve bater o martelo mesmo para disputar 16. Os oito compromissos restantes devem até contemplar pistas novas. Além do Vietnã, que já estava originalmente no calendário para 2020, os circuitos de Mugello, na Itália, e do Algarve, em Portugal, estão entre os mais cotados.

A pista de Mugello, aliás, será a primeira na lista de novas corridas incluídas no calendário. O circuito pertence à Ferrari, que já revelou estar com um acordo encaminhado com a categoria para a corrida, que seria realizada em setembro logo depois do GP da Itália, em Monza. "Nós estamos em contato com a Fórmula 1 para fazer essa corrida,", disse o chefe da Ferrari, Mattia Binotto, para a emissora Sky Italia. "Está 98% certo que iremos para lá, mas não celebramos até haver uma assinatura".

Ainda em setembro, a Fórmula 1 vai realizar uma nova prova na Europa. Caso a Rússia não apresente condições de sediar um GP, a corrida será no Algarve, no sul de Portugal. Novamente o circuito português será a alternativa para a categoria se o Vietnã não receber uma corrida, prevista para outubro. Nesse mesmo mês, aliás, a F-1 quer realizar duas etapas na China, talvez até mesmo com a presença de torcida.

Em novembro, mês em que geralmente é disputado o GP do Brasil, a temporada deve migrar para o Oriente Médio. O Bahrein deve receber duas provas seguidas. A tendência é a segunda dessas etapas até utilizará um traçado diferente do autódromo para trazer um desafio maior aos pilotos. Por fim, em dezembro, o encerramento da temporada continua para Abu Dabi, nos Emirados Árabes Unidos.

Antes da eclosão da pandemia, a temporada de 2020 previa corridas em outubro e novembro nos Estados Unidos, México e Brasil. Porém, já na semana passada o chefe da categoria, o americano Chase Carey, já havia indicado o risco dessas três etapas não serem incluídas. "Quando você olha para Estados Unidos, México e Brasil, claramente agora eles parecem ter uma incidência maior de infecções (da covid-19) do que em outros lugares. Então, (estamos) tentando obter orientação desses lugares sobre o que é possível, o que podemos fazer", comentou.

A organização do GP do Brasil, por sua vez, afirma que continua se preparando para realizar a prova em novembro deste ano. "Já foi encaminhada à FOM (Formula One Management) solicitação para mudança da data original do dia 15 para o dia 8 de novembro para não coincidir com as eleições", disse em nota via assessoria de imprensa. Procurada pela reportagem, a Fórmula 1 não retornou o contato.

Presença constante como etapa oficial da categoria desde 1973, o Brasil deve ficar fora pela primeira vez. Fora a preocupação com a pandemia, também pesa contra a logística e os gastos elevados de se realizar uma prova isolada e distante da Europa. Valeria a pena somente vir para as Américas caso fosse possível disputar pelo menos duas etapas em países próximos.

A pandemia deixa o futuro do autódromo de Interlagos bastante incerto com a Fórmula 1. A cidade de São Paulo tem contrato para receber a categoria somente até este ano. Apesar de afirmar que mantém negociações com a categoria para renovar o acordo, o Estadão revelou que quem tem conversas encaminhadas para passar a receber a prova brasileira é o Rio de Janeiro. A cidade quer realizar a prova no autódromo previsto para ser construído em Deodoro, na zona norte da capital fluminense.



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Calendário final da F-1 deve ter mais oito provas e não incluirá o GP do Brasil


08/07/2020 | 20:00


A Fórmula 1 pretende realizar mais oito provas neste ano, mas nenhuma delas será no Brasil. O Estadão apurou que em breve a categoria vai divulgar o calendário complementar da temporada de 2020 e devido à pandemia do novo coronavírus, nenhuma das etapas previstas será nas Américas. O campeonato mundial deste ano ficará com etapas concentradas na Europa, Ásia e Oriente Médio.

A categoria divulgou até agora um calendário de oito provas, todas na Europa. A primeira delas foi na Áustria, no último domingo. A Fórmula 1 planeja fechar o ano com um total de 15 a 18 corridas, mas deve bater o martelo mesmo para disputar 16. Os oito compromissos restantes devem até contemplar pistas novas. Além do Vietnã, que já estava originalmente no calendário para 2020, os circuitos de Mugello, na Itália, e do Algarve, em Portugal, estão entre os mais cotados.

A pista de Mugello, aliás, será a primeira na lista de novas corridas incluídas no calendário. O circuito pertence à Ferrari, que já revelou estar com um acordo encaminhado com a categoria para a corrida, que seria realizada em setembro logo depois do GP da Itália, em Monza. "Nós estamos em contato com a Fórmula 1 para fazer essa corrida,", disse o chefe da Ferrari, Mattia Binotto, para a emissora Sky Italia. "Está 98% certo que iremos para lá, mas não celebramos até haver uma assinatura".

Ainda em setembro, a Fórmula 1 vai realizar uma nova prova na Europa. Caso a Rússia não apresente condições de sediar um GP, a corrida será no Algarve, no sul de Portugal. Novamente o circuito português será a alternativa para a categoria se o Vietnã não receber uma corrida, prevista para outubro. Nesse mesmo mês, aliás, a F-1 quer realizar duas etapas na China, talvez até mesmo com a presença de torcida.

Em novembro, mês em que geralmente é disputado o GP do Brasil, a temporada deve migrar para o Oriente Médio. O Bahrein deve receber duas provas seguidas. A tendência é a segunda dessas etapas até utilizará um traçado diferente do autódromo para trazer um desafio maior aos pilotos. Por fim, em dezembro, o encerramento da temporada continua para Abu Dabi, nos Emirados Árabes Unidos.

Antes da eclosão da pandemia, a temporada de 2020 previa corridas em outubro e novembro nos Estados Unidos, México e Brasil. Porém, já na semana passada o chefe da categoria, o americano Chase Carey, já havia indicado o risco dessas três etapas não serem incluídas. "Quando você olha para Estados Unidos, México e Brasil, claramente agora eles parecem ter uma incidência maior de infecções (da covid-19) do que em outros lugares. Então, (estamos) tentando obter orientação desses lugares sobre o que é possível, o que podemos fazer", comentou.

A organização do GP do Brasil, por sua vez, afirma que continua se preparando para realizar a prova em novembro deste ano. "Já foi encaminhada à FOM (Formula One Management) solicitação para mudança da data original do dia 15 para o dia 8 de novembro para não coincidir com as eleições", disse em nota via assessoria de imprensa. Procurada pela reportagem, a Fórmula 1 não retornou o contato.

Presença constante como etapa oficial da categoria desde 1973, o Brasil deve ficar fora pela primeira vez. Fora a preocupação com a pandemia, também pesa contra a logística e os gastos elevados de se realizar uma prova isolada e distante da Europa. Valeria a pena somente vir para as Américas caso fosse possível disputar pelo menos duas etapas em países próximos.

A pandemia deixa o futuro do autódromo de Interlagos bastante incerto com a Fórmula 1. A cidade de São Paulo tem contrato para receber a categoria somente até este ano. Apesar de afirmar que mantém negociações com a categoria para renovar o acordo, o Estadão revelou que quem tem conversas encaminhadas para passar a receber a prova brasileira é o Rio de Janeiro. A cidade quer realizar a prova no autódromo previsto para ser construído em Deodoro, na zona norte da capital fluminense.

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