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Jovem de Mauá denuncia ato de racismo em atacadista

Alan Braz foi acusado de estar armado ao entrar no estabelecimento na noite de segunda-feira


Bia Moço
Do Diário do Grande ABC

08/07/2020 | 00:01


O jovem Alan Silva Braz, 24 anos, acusa o atacadista Assaí de ato de racismo, fato que teria ocorrido na noite de segunda-feira, em unidade do Jardim Rosina, em Mauá. Segundo ele, após sair do trabalho, foi até o local e, ao se deparar com lotação, decidiu ir embora. No entanto, ao sair em direção ao estacionamento, foi surpreendido por dois seguranças, que diziam ter recebido denúncia de que ele portava arma de fogo.

Morador do Jardim Oratório, em Mauá, o vendedor disse que ficou “perplexo” com a situação. “Os seguranças disseram, de forma autoritária, que eu teria de parar já que uma mulher me viu armado. Pedi para que eles chamassem esta tal mulher, e eles simplesmente me ignoraram, tentaram me repreender para pegar minha bolsa e me revistar. Antes que me alcançassem comecei a gritar ‘racismo’, pedindo por ajuda”, relembrou Braz.

O jovem afirma que os seguranças ameaçaram chamar a PM (Polícia Militar), não o deixando sair do estabelecimento. “Fui humilhado, coagido e acusado de portar arma por funcionários do mercado. Depois que eles viram que eu não iria abaixar a cabeça, logo me liberaram, e acabaram não ligando para a polícia, já que visivelmente se deram conta do absurdo que estava ocorrendo”, relatou.

O jovem, que pediu ao responsável do atacadista parecer sobre seu caso, afirma ter ouvido que “deveria ligar para o SAC (Serviço de Atendimento ao Cliente)”. “Racismo é crime, e crimes não se resolvem no SAC e sim na Justiça. Basta”, suplicou Braz.

Como desabafo, ele publicou em seu perfil profissional Mary Onnet – nome artístico como drag queen – vídeos enquanto os seguranças o mantinham no estacionamento. O caso foi registrado por boletim de ocorrência virtual como injúria, com agravante em raça, cor e etnia.

Por meio da assessoria de imprensa do GPA (Grupo Pão de Açúcar), o Assaí se manifestou dizendo que abriu processo interno de apuração do caso e reforçou que a revista de clientes não é procedimento da empresa, além de que “preza, acima de tudo, pelo total respeito às pessoas”. 



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Jovem de Mauá denuncia ato de racismo em atacadista

Alan Braz foi acusado de estar armado ao entrar no estabelecimento na noite de segunda-feira

Bia Moço
Do Diário do Grande ABC

08/07/2020 | 00:01


O jovem Alan Silva Braz, 24 anos, acusa o atacadista Assaí de ato de racismo, fato que teria ocorrido na noite de segunda-feira, em unidade do Jardim Rosina, em Mauá. Segundo ele, após sair do trabalho, foi até o local e, ao se deparar com lotação, decidiu ir embora. No entanto, ao sair em direção ao estacionamento, foi surpreendido por dois seguranças, que diziam ter recebido denúncia de que ele portava arma de fogo.

Morador do Jardim Oratório, em Mauá, o vendedor disse que ficou “perplexo” com a situação. “Os seguranças disseram, de forma autoritária, que eu teria de parar já que uma mulher me viu armado. Pedi para que eles chamassem esta tal mulher, e eles simplesmente me ignoraram, tentaram me repreender para pegar minha bolsa e me revistar. Antes que me alcançassem comecei a gritar ‘racismo’, pedindo por ajuda”, relembrou Braz.

O jovem afirma que os seguranças ameaçaram chamar a PM (Polícia Militar), não o deixando sair do estabelecimento. “Fui humilhado, coagido e acusado de portar arma por funcionários do mercado. Depois que eles viram que eu não iria abaixar a cabeça, logo me liberaram, e acabaram não ligando para a polícia, já que visivelmente se deram conta do absurdo que estava ocorrendo”, relatou.

O jovem, que pediu ao responsável do atacadista parecer sobre seu caso, afirma ter ouvido que “deveria ligar para o SAC (Serviço de Atendimento ao Cliente)”. “Racismo é crime, e crimes não se resolvem no SAC e sim na Justiça. Basta”, suplicou Braz.

Como desabafo, ele publicou em seu perfil profissional Mary Onnet – nome artístico como drag queen – vídeos enquanto os seguranças o mantinham no estacionamento. O caso foi registrado por boletim de ocorrência virtual como injúria, com agravante em raça, cor e etnia.

Por meio da assessoria de imprensa do GPA (Grupo Pão de Açúcar), o Assaí se manifestou dizendo que abriu processo interno de apuração do caso e reforçou que a revista de clientes não é procedimento da empresa, além de que “preza, acima de tudo, pelo total respeito às pessoas”. 

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