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CVC estima perdas de até R$ 1,5 bilhão

Denis Maciel/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Volume divulgado ao mercado inclui de erros contábeis a prejuízos causados pela pandemia


Yara Ferraz
do Diário do Grande ABC

08/07/2020 | 00:17


Em fato relevante divulgado ao mercado ontem, a CVC Corp, empresa do setor de turismo e de capital aberto sediada em Santo André, relatou estimativa de perdas que, somadas, chegam a aproximadamente R$ 1,48 bilhão. Os volumes citados pela empresa incluem erros contábeis e impactos da pandemia da Covid-19. O total estimado corresponde a praticamente metade do valor de mercado da companhia, que ontem estava em cerca de R$ 3,3 bilhões.

A listagem das perdas estimadas pela CVC impactou negativamente no preço da ação no pregão da Ibovespa de ontem. Os papéis da empresa – que já acumulam desvalorização de 53,55% desde o início do ano – tiveram queda de 6,93%, a maior entre todas as empresas, e terminaram o dia valendo R$ 20,28.

No documento divulgado, a empresa afirma que os indícios de erros contábeis, problema informado no começo do ano, vão pesar mais. Inicialmente a previsão era de impacto de R$ 250 milhões entre os exercícios de 2015 a 2019, valor que agora está previsto em R$ 350 milhões e inclui exercícios anteriores a 2015. A companhia estima ser possível a recuperação de R$ 55 milhões.

Além da questão fiscal (veja o detalhamento de todos os prejuízos informados na arte ao lado), a pandemia causou diversos danos financeiros. “A redução significativa das operações da companhia e de suas controladas ao longo de 2020 e as perspectivas relacionadas à retomada das atividades do setor de viagens e turismo indicam impossibilidade de recuperação de certos ativos”, informou a CVC. Entre eles estão R$ 475 milhões de ativos intangíveis na aquisição de empresas e R$ 81 milhões relacionados a créditos de tributos de prejuízos acumulados.

A inadimplência chegou a R$ 72 milhões e o saldo com as companhias aéreas, referentes a bilhetes já pagos, a R$ 380 milhões. Atualmente a empresa lista que possui 900 lojas abertas, do total de 1.400.

“A empresa já estava sendo afetada pelo câmbio e o erro contábil, e agora com a pandemia. Há uma dúvida em relação aos resultados, é algo bem preocupante, e que causa volatilidade muito forte na ação, que fica com risco muito alto no mercado. A empresa não conseguiu apresentar os resultados do ano passado e isso causa muita incerteza para os investidores”, disse o economista da Messem Investimentos, Gustavo Bertotti.

“O fato relevante traz notícias desfavoráveis da empresa, mas que no entanto não são números tirados do fluxo de caixa”, avaliou Ricardo Kawai, mestre em finanças e pesquisador do Conjuscs (Observatório de Empreendedorismo, Políticas Públicas e Conjuntura da Universidade Municipal de São Caetano), que afirmou a necessidade da análise concreta do balanço a ser publicado.

Após três atrasos consecutivos, o balanço da CVC deve ser levado a público até 31 de julho. A CVM (Comissão de Valores Mobiliários) informou que acompanha e analisa as informações envolvendo as companhias abertas, “tomando as medidas cabíveis, quando necessário”, mas que não comenta casos específicos. O Diário questionou a CVC sobre o assunto, mas não obteve resposta. 



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CVC estima perdas de até R$ 1,5 bilhão

Volume divulgado ao mercado inclui de erros contábeis a prejuízos causados pela pandemia

Yara Ferraz
do Diário do Grande ABC

08/07/2020 | 00:17


Em fato relevante divulgado ao mercado ontem, a CVC Corp, empresa do setor de turismo e de capital aberto sediada em Santo André, relatou estimativa de perdas que, somadas, chegam a aproximadamente R$ 1,48 bilhão. Os volumes citados pela empresa incluem erros contábeis e impactos da pandemia da Covid-19. O total estimado corresponde a praticamente metade do valor de mercado da companhia, que ontem estava em cerca de R$ 3,3 bilhões.

A listagem das perdas estimadas pela CVC impactou negativamente no preço da ação no pregão da Ibovespa de ontem. Os papéis da empresa – que já acumulam desvalorização de 53,55% desde o início do ano – tiveram queda de 6,93%, a maior entre todas as empresas, e terminaram o dia valendo R$ 20,28.

No documento divulgado, a empresa afirma que os indícios de erros contábeis, problema informado no começo do ano, vão pesar mais. Inicialmente a previsão era de impacto de R$ 250 milhões entre os exercícios de 2015 a 2019, valor que agora está previsto em R$ 350 milhões e inclui exercícios anteriores a 2015. A companhia estima ser possível a recuperação de R$ 55 milhões.

Além da questão fiscal (veja o detalhamento de todos os prejuízos informados na arte ao lado), a pandemia causou diversos danos financeiros. “A redução significativa das operações da companhia e de suas controladas ao longo de 2020 e as perspectivas relacionadas à retomada das atividades do setor de viagens e turismo indicam impossibilidade de recuperação de certos ativos”, informou a CVC. Entre eles estão R$ 475 milhões de ativos intangíveis na aquisição de empresas e R$ 81 milhões relacionados a créditos de tributos de prejuízos acumulados.

A inadimplência chegou a R$ 72 milhões e o saldo com as companhias aéreas, referentes a bilhetes já pagos, a R$ 380 milhões. Atualmente a empresa lista que possui 900 lojas abertas, do total de 1.400.

“A empresa já estava sendo afetada pelo câmbio e o erro contábil, e agora com a pandemia. Há uma dúvida em relação aos resultados, é algo bem preocupante, e que causa volatilidade muito forte na ação, que fica com risco muito alto no mercado. A empresa não conseguiu apresentar os resultados do ano passado e isso causa muita incerteza para os investidores”, disse o economista da Messem Investimentos, Gustavo Bertotti.

“O fato relevante traz notícias desfavoráveis da empresa, mas que no entanto não são números tirados do fluxo de caixa”, avaliou Ricardo Kawai, mestre em finanças e pesquisador do Conjuscs (Observatório de Empreendedorismo, Políticas Públicas e Conjuntura da Universidade Municipal de São Caetano), que afirmou a necessidade da análise concreta do balanço a ser publicado.

Após três atrasos consecutivos, o balanço da CVC deve ser levado a público até 31 de julho. A CVM (Comissão de Valores Mobiliários) informou que acompanha e analisa as informações envolvendo as companhias abertas, “tomando as medidas cabíveis, quando necessário”, mas que não comenta casos específicos. O Diário questionou a CVC sobre o assunto, mas não obteve resposta. 

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