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Estado encaminha proposta de resgate da Linha 18-Bronze

Divulgação Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Secretaria de Desenvolvimento Regional endereça plano de grupo chinês de monotrilho para o Grande ABC para pasta dos Transportes Metropolitanos


Raphael Rocha
Fábio Martins
Do Diário do Grande ABC

08/07/2020 | 00:01


A Secretaria de Desenvolvimento Regional do Estado, liderada por Marco Vinholi (PSDB), encaminhou à pasta dos Transportes Metropolitanos, chefiada por Alexandre Baldy, a proposta enviada pelo grupo chinês BYD para retomar a construção da Linha 18-Bronze do Metrô em seu caráter original. Ou seja, via monotrilho, o Grande ABC seria interligado ao sistema metroviário da Capital.

O Diário apurou que Vinholi já contatou Baldy acerca do projeto. Foi o tucano quem recebeu o diretor de negócios da BYD, Alexandre Liu, e o presidente do Consórcio Intermunicipal do Grande ABC e prefeito de Rio Grande da Serra, Gabriel Maranhão (Cidadania), na tarde de segunda-feira, para tratar do tema.

Como o assunto depende de avaliação técnica, servidores da Secretaria dos Transportes Metropolitanos darão o parecer sobre a viabilidade do resgate da proposta de mobilidade urbana.

O grupo chinês, que teve contrato assinado com o Estado para fabricar as composições da Linha 17-Ouro (Morumbi-Jardim Aeroporto), considerou até mesmo comprar o Consórcio Vem ABC, vencedor da licitação de 2014 para construir a Linha 18-Bronze por monotrilho.

Um espaço jurídico que traz esperanças na negociação é que o contrato entre o Estado e o Consórcio Vem ABC (formado pelas empresas Primav, Cowan, Encalso e Benito Roggio) não foi rescindido, a despeito de o governador João Doria (PSDB) ter, no ano passado, enterrado o projeto sob alegação de falta de custos.

Doria considerou que tirar a Linha 18-Bronze do papel demandaria R$ 6 bilhões, quantia que o Estado não teria como arcar. Por isso, encaminhou estudos para viabilizar o trajeto entre São Bernardo e a Estação Tamanduateí, na Linha 2-Verde do Metrô, por BRT, um sistema de ônibus – segundo o tucano, o investimento seria de R$ 680 milhões.

Ao Diário, Liu já disse que o grupo BYD “tem interesse” em aplicar recursos na Linha 18 se o governo destravar a negociação. “O grupo se disponibiliza em aportar dinheiro, caso seja necessário. Queremos retomar o projeto de monotrilho. Estamos à disposição do governo (do Estado).” Liu também declarou que há chance de adquirir o Consórcio Vem ABC e que essa tratativa, se concretizada, “facilitaria a constituição do projeto”.

As secretarias de Desenvolvimento Regional e dos Transportes Metropolitanos não se pronunciaram sobre as negociações.

A Linha 18-Bronze do Metrô foi inicialmente pensada para passar por 13 estações, distribuídas por São Bernardo, Santo André, São Caetano e São Paulo. Seriam investidos R$ 4,26 bilhões, em custos divididos entre iniciativa privada e poder público. O contrato foi assinado em 2014, mas nenhuma etapa de obra física avançou porque o Estado não conseguiu aporte para bancar as desapropriações do trajeto. O planejamento era o de que 315 mil passageiros utilizariam diariamente o sistema de 15 quilômetros. 



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Estado encaminha proposta de resgate da Linha 18-Bronze

Secretaria de Desenvolvimento Regional endereça plano de grupo chinês de monotrilho para o Grande ABC para pasta dos Transportes Metropolitanos

Raphael Rocha
Fábio Martins
Do Diário do Grande ABC

08/07/2020 | 00:01


A Secretaria de Desenvolvimento Regional do Estado, liderada por Marco Vinholi (PSDB), encaminhou à pasta dos Transportes Metropolitanos, chefiada por Alexandre Baldy, a proposta enviada pelo grupo chinês BYD para retomar a construção da Linha 18-Bronze do Metrô em seu caráter original. Ou seja, via monotrilho, o Grande ABC seria interligado ao sistema metroviário da Capital.

O Diário apurou que Vinholi já contatou Baldy acerca do projeto. Foi o tucano quem recebeu o diretor de negócios da BYD, Alexandre Liu, e o presidente do Consórcio Intermunicipal do Grande ABC e prefeito de Rio Grande da Serra, Gabriel Maranhão (Cidadania), na tarde de segunda-feira, para tratar do tema.

Como o assunto depende de avaliação técnica, servidores da Secretaria dos Transportes Metropolitanos darão o parecer sobre a viabilidade do resgate da proposta de mobilidade urbana.

O grupo chinês, que teve contrato assinado com o Estado para fabricar as composições da Linha 17-Ouro (Morumbi-Jardim Aeroporto), considerou até mesmo comprar o Consórcio Vem ABC, vencedor da licitação de 2014 para construir a Linha 18-Bronze por monotrilho.

Um espaço jurídico que traz esperanças na negociação é que o contrato entre o Estado e o Consórcio Vem ABC (formado pelas empresas Primav, Cowan, Encalso e Benito Roggio) não foi rescindido, a despeito de o governador João Doria (PSDB) ter, no ano passado, enterrado o projeto sob alegação de falta de custos.

Doria considerou que tirar a Linha 18-Bronze do papel demandaria R$ 6 bilhões, quantia que o Estado não teria como arcar. Por isso, encaminhou estudos para viabilizar o trajeto entre São Bernardo e a Estação Tamanduateí, na Linha 2-Verde do Metrô, por BRT, um sistema de ônibus – segundo o tucano, o investimento seria de R$ 680 milhões.

Ao Diário, Liu já disse que o grupo BYD “tem interesse” em aplicar recursos na Linha 18 se o governo destravar a negociação. “O grupo se disponibiliza em aportar dinheiro, caso seja necessário. Queremos retomar o projeto de monotrilho. Estamos à disposição do governo (do Estado).” Liu também declarou que há chance de adquirir o Consórcio Vem ABC e que essa tratativa, se concretizada, “facilitaria a constituição do projeto”.

As secretarias de Desenvolvimento Regional e dos Transportes Metropolitanos não se pronunciaram sobre as negociações.

A Linha 18-Bronze do Metrô foi inicialmente pensada para passar por 13 estações, distribuídas por São Bernardo, Santo André, São Caetano e São Paulo. Seriam investidos R$ 4,26 bilhões, em custos divididos entre iniciativa privada e poder público. O contrato foi assinado em 2014, mas nenhuma etapa de obra física avançou porque o Estado não conseguiu aporte para bancar as desapropriações do trajeto. O planejamento era o de que 315 mil passageiros utilizariam diariamente o sistema de 15 quilômetros. 

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