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Jovem denuncia ato de racismo em atacadista

Alan Silva Braz foi acusado de estar armado ao entrar no estabelecimento


Bia Moço
Do Diário dp Grande Abc

07/07/2020 | 19:29


O jovem Alan Silva Braz, 24 anos, acusa atacadista de ato de racismo, ocorrido na noite de segunda-feira, em unidade do Assaí, no Jardim Rosina, em Mauá. Segundo ele, após sair do trabalho, foi até o local e, ao se deparar com lotação, decidiu ir embora. No entanto, ao sair em direção ao estacionamento foi surpreendido por dois seguranças, que anunciaram que suposta mulher teria denunciado que Braz portava arma de fogo.

Morador do Jardim Oratório, o vendedor disse que o estacionamento, que já é escuro e estava deserto, foi palco do crime que o deixou “perplexo”. “Os seguranças disseram, de forma autoritária, que eu teria de parar já que uma mulher me viu armado. Eu pedi para que eles chamasse essa tal mulher, e eles simplesmente me ignoraram e tentaram me repreender para pegar a minha bolsa e me revistar. Antes que me alcançassem comecei a gritar racismo, pedindo por ajuda”, relembrou Braz.

O jovem afirma que os seguranças ameaçaram chamar a PM (Polícia Militar) para informar que Braz estava armado, não o deixando sair do estabelecimento. “Fui humilhado, coagido e acusado de portar uma arma por funcionários do mercado. Depois que eles viram que eu não iria abaixar a cabeça e que eu estava chamando a atenção dos outros clientes, logo me liberaram, e acabaram não ligando para a polícia, já que visivelmente se deram conta do absurdo que estava ocorrendo”, relatou.

O jovem, que pediu ao responsável do atacadista um parecer sobre seu caso, afirma ter ouvido que "deveria ligar para o saque". “Racismo é crime, e crimes não se resolvem no saque e sim na justiça. Basta”, suplicou Braz.

Como desabafo, ele publicou em seu perfil profissional Mary Onnet – nome artístico como drag Queen – vídeos enquanto os seguranças o mantinham no estacionamento. O caso foi registrado por boletim de ocorrência virtual como injúria, com agravante em raça, cor e etnia.

Por meio da assessoria de imprensa do GPA (Grupo Pão de Açúcar), o Assaí Atacadista se manisfestou dizendo que abriu processo interno de apuração do caso. Em nota, o estabelecimento reforçou que a revista de clientes não é procedimento da empresa, além de que “a rede preza, acima de tudo, pelo total respeito às pessoas”, lamentando o ocorrido e afirmando que busca contato com Alan para esclarecimentos dos fatos. 



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Jovem denuncia ato de racismo em atacadista

Alan Silva Braz foi acusado de estar armado ao entrar no estabelecimento

Bia Moço
Do Diário dp Grande Abc

07/07/2020 | 19:29


O jovem Alan Silva Braz, 24 anos, acusa atacadista de ato de racismo, ocorrido na noite de segunda-feira, em unidade do Assaí, no Jardim Rosina, em Mauá. Segundo ele, após sair do trabalho, foi até o local e, ao se deparar com lotação, decidiu ir embora. No entanto, ao sair em direção ao estacionamento foi surpreendido por dois seguranças, que anunciaram que suposta mulher teria denunciado que Braz portava arma de fogo.

Morador do Jardim Oratório, o vendedor disse que o estacionamento, que já é escuro e estava deserto, foi palco do crime que o deixou “perplexo”. “Os seguranças disseram, de forma autoritária, que eu teria de parar já que uma mulher me viu armado. Eu pedi para que eles chamasse essa tal mulher, e eles simplesmente me ignoraram e tentaram me repreender para pegar a minha bolsa e me revistar. Antes que me alcançassem comecei a gritar racismo, pedindo por ajuda”, relembrou Braz.

O jovem afirma que os seguranças ameaçaram chamar a PM (Polícia Militar) para informar que Braz estava armado, não o deixando sair do estabelecimento. “Fui humilhado, coagido e acusado de portar uma arma por funcionários do mercado. Depois que eles viram que eu não iria abaixar a cabeça e que eu estava chamando a atenção dos outros clientes, logo me liberaram, e acabaram não ligando para a polícia, já que visivelmente se deram conta do absurdo que estava ocorrendo”, relatou.

O jovem, que pediu ao responsável do atacadista um parecer sobre seu caso, afirma ter ouvido que "deveria ligar para o saque". “Racismo é crime, e crimes não se resolvem no saque e sim na justiça. Basta”, suplicou Braz.

Como desabafo, ele publicou em seu perfil profissional Mary Onnet – nome artístico como drag Queen – vídeos enquanto os seguranças o mantinham no estacionamento. O caso foi registrado por boletim de ocorrência virtual como injúria, com agravante em raça, cor e etnia.

Por meio da assessoria de imprensa do GPA (Grupo Pão de Açúcar), o Assaí Atacadista se manisfestou dizendo que abriu processo interno de apuração do caso. Em nota, o estabelecimento reforçou que a revista de clientes não é procedimento da empresa, além de que “a rede preza, acima de tudo, pelo total respeito às pessoas”, lamentando o ocorrido e afirmando que busca contato com Alan para esclarecimentos dos fatos. 

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