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Juros, sobretudo os longos, seguem dólar e exterior, corrigindo queda da véspera



07/07/2020 | 10:10


Os juros futuros abriram em alta nesta terça-feira, 7, sobretudo na parte longa, onde a segunda-feira tinha sido de queda. Assim, mesmo marcando mínimas alguns minutos depois da abertura, as taxas ajustam-se à manhã de "risk-off" moderado e realização de lucros no exterior. Assim como caíram menos ontem que os longos, os juros curtos também sobem menos hoje - exibem viés de alta apenas. Os curtos precificam, de forma majoritária, a manutenção da Selic na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom).

Assim que o dólar desceu dos R$ 5,40 da abertura para os R$ 5,37 observados às 9h13, as taxas dos contratos de Depósito Interfinanceiro (DI) voltaram a marcar mínimas. Nesse horário, o DI para janeiro de 2025 estava em 5,56% (mínima) ante 5,58% na abertura e 5,52% no ajuste de ontem.

O DI para janeiro de 2027 exibia mínima a 6,43% ante 6,45% na abertura e 6,38% no ajuste de ontem. O DI para janeiro de 2029 tinha taxa mínima a 6,93% ante 6,95% na abertura e 6,88% no ajuste de ontem. O DI para janeiro de 2022 exibia 2,92% ante 2,94% na máxima e 2,90% no ajuste de ontem.

Na avaliação da Flávio Serrano, economista-chefe do Haitong, o mercado inicia a sessão com uma "pequena correção" depois de ontem e de outros dias "fechando bem". "Não vejo nada relevante influenciando os negócios neste momento", afirmou o economista, observando a saída moderada de ativos de risco no exterior nesta terça-feira de agenda doméstica fraca.

Ontem à noite, em entrevista à TV, o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, afirmou que a autarquia vê a recuperação econômica da crise do coronavírus em formato mais acelerado do que visto anteriormente. Ele também reforçou que "nas comunicações recentes do BC existe algum espaço residual, apesar de pequeno," para flexibilizar a política monetária.

Nesta terça, no Diário Oficial, foi publicada a sanção da lei que permite a suspensão de contratos e redução de salários (MP 936) e a sua prorrogação (por mais dois meses, no caso de suspensão e por mais um mês, no caso de redução de salário/jornada). Essa prorrogação, entretanto, depende de detalhamento em decreto. O presidente Jair Bolsonaro também vetou nessa mesma lei a prorrogação até o fim de 2021 da desoneração da folha de pagamento de 17 setores - entre os quais, aqueles representados por empresários na "marcha" surpresa ao STF no dia 7 de maio. A facilidade foi incluída pelo Congresso no texto da MP 936.

É esperado para as próximas horas o resultado do exame de covid-19 do presidente que, nos últimos 14 dias encontrou-se com autoridades estrangeiras, como o embaixador dos Estados Unidos no Brasil em almoço festivo pelo 4 de julho, e com vários ministros. Somente com o ministro da Economia, Paulo Guedes, Bolsonaro - que não costuma manter o uso de máscara nem em eventos públicos - esteve reunido ao menos sete vezes nesse período.



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Juros, sobretudo os longos, seguem dólar e exterior, corrigindo queda da véspera


07/07/2020 | 10:10


Os juros futuros abriram em alta nesta terça-feira, 7, sobretudo na parte longa, onde a segunda-feira tinha sido de queda. Assim, mesmo marcando mínimas alguns minutos depois da abertura, as taxas ajustam-se à manhã de "risk-off" moderado e realização de lucros no exterior. Assim como caíram menos ontem que os longos, os juros curtos também sobem menos hoje - exibem viés de alta apenas. Os curtos precificam, de forma majoritária, a manutenção da Selic na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom).

Assim que o dólar desceu dos R$ 5,40 da abertura para os R$ 5,37 observados às 9h13, as taxas dos contratos de Depósito Interfinanceiro (DI) voltaram a marcar mínimas. Nesse horário, o DI para janeiro de 2025 estava em 5,56% (mínima) ante 5,58% na abertura e 5,52% no ajuste de ontem.

O DI para janeiro de 2027 exibia mínima a 6,43% ante 6,45% na abertura e 6,38% no ajuste de ontem. O DI para janeiro de 2029 tinha taxa mínima a 6,93% ante 6,95% na abertura e 6,88% no ajuste de ontem. O DI para janeiro de 2022 exibia 2,92% ante 2,94% na máxima e 2,90% no ajuste de ontem.

Na avaliação da Flávio Serrano, economista-chefe do Haitong, o mercado inicia a sessão com uma "pequena correção" depois de ontem e de outros dias "fechando bem". "Não vejo nada relevante influenciando os negócios neste momento", afirmou o economista, observando a saída moderada de ativos de risco no exterior nesta terça-feira de agenda doméstica fraca.

Ontem à noite, em entrevista à TV, o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, afirmou que a autarquia vê a recuperação econômica da crise do coronavírus em formato mais acelerado do que visto anteriormente. Ele também reforçou que "nas comunicações recentes do BC existe algum espaço residual, apesar de pequeno," para flexibilizar a política monetária.

Nesta terça, no Diário Oficial, foi publicada a sanção da lei que permite a suspensão de contratos e redução de salários (MP 936) e a sua prorrogação (por mais dois meses, no caso de suspensão e por mais um mês, no caso de redução de salário/jornada). Essa prorrogação, entretanto, depende de detalhamento em decreto. O presidente Jair Bolsonaro também vetou nessa mesma lei a prorrogação até o fim de 2021 da desoneração da folha de pagamento de 17 setores - entre os quais, aqueles representados por empresários na "marcha" surpresa ao STF no dia 7 de maio. A facilidade foi incluída pelo Congresso no texto da MP 936.

É esperado para as próximas horas o resultado do exame de covid-19 do presidente que, nos últimos 14 dias encontrou-se com autoridades estrangeiras, como o embaixador dos Estados Unidos no Brasil em almoço festivo pelo 4 de julho, e com vários ministros. Somente com o ministro da Economia, Paulo Guedes, Bolsonaro - que não costuma manter o uso de máscara nem em eventos públicos - esteve reunido ao menos sete vezes nesse período.

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