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Rael manda energias positivas para sua quarentena em 'Capim-Cidreira (Infusão)'



07/07/2020 | 07:45


As vibes positivas são o território de Rael desde o início de sua carreira, há quase 20 anos, quando ele surgiu no hip hop nacional trazendo seu violão e infusionando o rap com reggae e referências da MPB. Não é por acaso que seu novo EP, lançado na quinta-feira, 2, pela Laboratório Fantasma, leve como título Capim-Cidreira (Infusão).

O disco traz três canções do trabalho anterior (Capim-Cidreira, de 2019), duas de Ainda Bem Que Eu Segui As Batidas do Meu Coração (2013) e uma música inédita, Rei do Luau, gravada em parceria com a cantora Iza. Em comum, as texturas adaptadas para o violão e a qualidade inspiradora das batidas e letras.

A participação dos fãs foi fundamental para o ânimo do músico: assim que ele começou a pensar no projeto, passou a trocar ideias com os fãs em lives realizadas na madrugada ("é a minha Madrugada Gang", brinca Rael, por videoconferência).

Nos cerca de 20 anos em que trabalha com música, Rael diz que nunca tinha parado de fato - a necessidade do isolamento social, então, serviu para ficar mais perto do filho e da família. A quarentena, porém, não o deixou alheio ao que se passava no mundo, e o lançamento do EP foi adiado em quase um mês por conta dos protestos antirracistas na esteira do assassinato de George Floyd pela polícia.

"Naquela semana, me senti impotente e com aquela dor. Há 20 anos a gente fala e traz sempre esses assuntos. A consciência que aparece é a de que as instituições estão esgotadas. Como é que no meio da pandemia tem jeito de aumentar índice de letalidade da polícia? Eles estão atrapalhando a gente a se organizar", reflete o cantor.

Rael diz estar também discutindo e buscando meios mais eficazes do que "só ficar no Twitter falando e soltando música". "Temos que pensar: tela preta vai adiantar? Qual é o papel da sociedade numa economia com inclusão do negro, dos direitos básicos? Olha o que o mundo está mostrando. Como o País vai crescer se 55% da população é tratada como lixo?"

Avakin. A Laboratório Fantasma e Rael fizeram uma parceria com o jogo Avakin Life, da produtora inglesa Lockwood Publishing, disponível gratuitamente para Android e iOS. Entre os dias 10 e 14 de julho, um espaço no jogo vai exibir em looping algo como um show do cantor, desenvolvido especialmente para a plataforma.

Espécie de The Sims para celular, em Avakin o jogador cria um personagem e pode estilizar seu vestuário e apartamento, trabalhar, interagir com os outros jogadores, ter um cachorro. O jogador pode também viajar para diversos locais, como praias, festas temáticas, concursos de moda - e shows.

"Nós já tínhamos feito isso antes, mas esse vai ser o primeiro como um lançamento, com um cenário novo e exclusivo", explica o general manager do Avakin Life para Brasil e América Latina, Carlos Estigarribia. Ele acredita que a troca entre as indústrias dos games e da música pode ser ainda maior. "Vemos isso como uma maneira de trazer mais música para dentro do jogo. Agora, essa experiência com o Rael é também uma experiência de estar junto, num momento como esse, com a necessidade de isolamento social."

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.



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Rael manda energias positivas para sua quarentena em 'Capim-Cidreira (Infusão)'


07/07/2020 | 07:45


As vibes positivas são o território de Rael desde o início de sua carreira, há quase 20 anos, quando ele surgiu no hip hop nacional trazendo seu violão e infusionando o rap com reggae e referências da MPB. Não é por acaso que seu novo EP, lançado na quinta-feira, 2, pela Laboratório Fantasma, leve como título Capim-Cidreira (Infusão).

O disco traz três canções do trabalho anterior (Capim-Cidreira, de 2019), duas de Ainda Bem Que Eu Segui As Batidas do Meu Coração (2013) e uma música inédita, Rei do Luau, gravada em parceria com a cantora Iza. Em comum, as texturas adaptadas para o violão e a qualidade inspiradora das batidas e letras.

A participação dos fãs foi fundamental para o ânimo do músico: assim que ele começou a pensar no projeto, passou a trocar ideias com os fãs em lives realizadas na madrugada ("é a minha Madrugada Gang", brinca Rael, por videoconferência).

Nos cerca de 20 anos em que trabalha com música, Rael diz que nunca tinha parado de fato - a necessidade do isolamento social, então, serviu para ficar mais perto do filho e da família. A quarentena, porém, não o deixou alheio ao que se passava no mundo, e o lançamento do EP foi adiado em quase um mês por conta dos protestos antirracistas na esteira do assassinato de George Floyd pela polícia.

"Naquela semana, me senti impotente e com aquela dor. Há 20 anos a gente fala e traz sempre esses assuntos. A consciência que aparece é a de que as instituições estão esgotadas. Como é que no meio da pandemia tem jeito de aumentar índice de letalidade da polícia? Eles estão atrapalhando a gente a se organizar", reflete o cantor.

Rael diz estar também discutindo e buscando meios mais eficazes do que "só ficar no Twitter falando e soltando música". "Temos que pensar: tela preta vai adiantar? Qual é o papel da sociedade numa economia com inclusão do negro, dos direitos básicos? Olha o que o mundo está mostrando. Como o País vai crescer se 55% da população é tratada como lixo?"

Avakin. A Laboratório Fantasma e Rael fizeram uma parceria com o jogo Avakin Life, da produtora inglesa Lockwood Publishing, disponível gratuitamente para Android e iOS. Entre os dias 10 e 14 de julho, um espaço no jogo vai exibir em looping algo como um show do cantor, desenvolvido especialmente para a plataforma.

Espécie de The Sims para celular, em Avakin o jogador cria um personagem e pode estilizar seu vestuário e apartamento, trabalhar, interagir com os outros jogadores, ter um cachorro. O jogador pode também viajar para diversos locais, como praias, festas temáticas, concursos de moda - e shows.

"Nós já tínhamos feito isso antes, mas esse vai ser o primeiro como um lançamento, com um cenário novo e exclusivo", explica o general manager do Avakin Life para Brasil e América Latina, Carlos Estigarribia. Ele acredita que a troca entre as indústrias dos games e da música pode ser ainda maior. "Vemos isso como uma maneira de trazer mais música para dentro do jogo. Agora, essa experiência com o Rael é também uma experiência de estar junto, num momento como esse, com a necessidade de isolamento social."

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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