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Retomada em bares e restaurantes é tímida

André Henriques/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Nas padarias da região, movimento foi apenas 20% do registrado no período pré-pandemia


Yara Ferraz
do Diário do Grande ABC

07/07/2020 | 00:04


O primeiro dia de reabertura dos salões de restaurantes, lanchonetes e padarias para consumo no local no Grande ABC foi tímido. No geral, a estimativa é que o movimento chegou a 20% na comparação com o período pré- pandemia. Para os empresários, muitas pessoas ainda estão inseguras para sair de casa e preferem a comodidade do delivery.

Segundo o Sehal (Sindicato das Empresas de Hospedagem e Alimentação do Grande ABC), são cerca 11 mil estabelecimentos na região, entre bares, restaurantes e lanchonetes. Presidente licenciado da entidade, Beto Moreira afirmou que nos primeiros dias o movimento deve girar entre 10% e 20%, e que o momento é incerto, inclusive para os empresários do setor. “Muitos estavam esperando a prorrogação da MP (Medida Provisória) 936 (que autoriza a suspensão temporária de contratos e redução salarial). Então existe receio de chamar os funcionários e não ter como pagar porque não se sabe como vai ser o movimento”, disse. Segundo ele, o fim de semana deve ser o termômetro com relação ao interesse dos consumidores.

“Só em ver as portas abertas e saber que começamos a trabalhar é uma vitória”, avaliou um dos proprietários do restaurante Kinkon, localizado no Centro de São Bernardo, José Ubiranilson Pinheiro.

O local, que fica nas proximidades da Rua Marechal Deodoro, principal ponto de comércio da cidade, depende do movimento nas lojas para atrair clientes. Para ele, ontem foi melhor do que o esperado. “Me preparei para vender pouco, mas em relação a antes da pandemia, em uma segunda-feira, vendi 60%. Costumava arrecadar cerca de R$ 5.000 e hoje (ontem) fiz R$ 2.800. Estou com muita esperança.”

“Não está sendo fácil”, disse Auderico Andrade Nascimento, proprietário do restaurante Nova São Bernardo, também na região central. As vendas ficaram em torno de 40% em comparação aos dias normais. “Temos que distanciar mesas e oferecer álcool gel. Enfim, várias medidas que devem ser tomadas para seguir adiante.”

Para reabrir, os estabelecimentos precisam respeitar série de recomendações de higiene e limpeza. Mesma situação das padarias, que até ontem também funcionavam para retirada de produtos e delivery.

De acordo com o presidente do Sipan-ABC (Sindicato das Indústrias de Panificação do Grande ABC), Antônio Carlos Henriques, o Toninho, as 950 padarias da região registraram média de 20% na movimentação, na comparação com os dias normais. “Não adianta pensar que vamos ter a mesma situação, pois teremos que reconquistar estes clientes. Afinal, foram quatro meses fechados e as pessoas começaram a ter outros hábitos”, disse. Na média, o setor perdeu 60% de faturamento com a pandemia, de acordo com a entidade.

O proprietário da Padaria Tranza, localizada no bairro Planalto, em São Bernardo, notou a movimentação 80% menor do que em períodos pré-pandemia. “Foi bem parado. Imagino que muitas pessoas ainda estão com medo de sair. Muitas ainda não sabiam do retorno e outras ainda estão no home office e preferem pedir o delivery”, afirmou.

Para o proprietário da Palácio do Pão, localizada na Vila Curuçá, em Santo André, Felippe Pereira, a modalidade das entregas veio para ficar, por enquanto. “Nosso ponto de vista é que esta retomada ainda vai ser lenta. Nós estamos tomando todos os cuidados, mas manter o salão demanda alto custo com pessoal. Se continuar nessa média de 20%, talvez tenhamos que mudar de estratégia”, disse.

O fato é que para os clientes fiéis ontem foi um dia especial. Caso do comerciante Helio Paca de Lima, 65 anos, que vai há 10 na Padaria Bella Vitória, na Vila Floresta, em Santo André, e se senta na mesma banqueta, que por sorte não estava bloqueada por causa do distanciamento – já que agora não é possível ficar perto, algumas não podem ser usadas. “Estava bem vazio, acho que o pessoal vai se acostumando pouco a pouco. Até porque ainda não está tudo normal, o vírus ainda está por aí, mas essa retomada, com todos os cuidados, é importante”, disse.

Salões de beleza se voltam às adequações

Salões de beleza e barbearias da região também estão autorizados a funcionar desde ontem, com restrições. Como a maioria normalmente abre apenas a partir de terça-feira, o primeiro dia da reabertura foi utilizado para adequações á nova realidade. Mas alguns optaram por atender aos clientes, mesmo em menor quantidade. A estimativa é que a demanda reprimida pelo setor esteja em torno de 70%.

“Barbeiros e salões mais simples atenderam, mas a maioria aproveitou para ir atrás das adequações. Ainda temos uma demanda reprimida muito forte, de pessoas que iam para festas e se arrumavam para barzinhos, que agora estão com horário reduzido. Temos o público da terceira idade, as grávidas, as crianças, ou seja, a gente estima um público de 70% reprimido, mas que não vão voltar a frequentar o salão neste momento”, disse a diretora da ABSB (Associação Brasileira dos Salões de Beleza), Luciana Botelho. A estimativa é faturamento de até 30% em relação ao período pré-pandemia neste início de retomada.

Em Diadema, o gerente do Salão Adonay, no Jardim Rosinha, Samuel do Nascimento Batista, afirmou que a movimentação foi em torno de 20% em relação ao começo do ano. “Tem muita gente em casa e outros acabaram perdendo o emprego. As pessoas estão vindo mais pela necessidade, mas notamos que estão com bastante receio ainda”, afirmou ele, que durante a pandemia trabalhou com serviço de delivery.

Shoppings já estão com horário ampliado

Os shoppings da região começaram a operar por seis horas diárias – duas a mais do que nas últimas semanas – ontem. Inicialmente, as praças de alimentação ainda não podem funcionar em todos os estabelecimentos para consumo no local, apenas nos shoppings de São Bernardo e São Caetano. Já os restaurantes com salões próprios dentro dos centros de compras reabriram.

Em Santo André, o Grand Plaza reabriu quatro restaurantes do boulevard gastronômico ontem, quando começou a funcionar das 14h às 20h. O Shopping ABC, que funciona no mesmo horário, reabre a praça a partir de hoje.

No Golden Square Shopping, em São Bernardo, que funciona do meio-dia às 18h, a praça de alimentação pode operar com 30% de público e sem oferecer self-service. Na praça de alimentação do Shopping Metrópole (funciona até as 18h), na mesma cidade, há adesivos no piso que indicam o distanciamento, reforço nos pontos de álcool gel e na rotina de limpeza, entre outros.

A praça de alimentação do ParkShopping São Caetano estará aberta ao público das 12h às 17h, com capacidade de 30% da ocupação e mesas sinalizadas para que se respeite a distância mínima de 1,50 m. Após as 17h, o cliente poderá retirar o pedido, sem consumo no local.

O Mauá Plaza Shopping funciona diariamente das 14h às 20h, mas a praça de alimentação ainda não está liberada para consumo no local. No Praça da Moça, em Diadema, que fica aberto pelo mesmo período tempo, a praça não reabriu. “O primeiro dia foi de movimento considerável, principalmente em lojas de serviços, mas o empreendimento todo sente esta retomada de forma bastante positiva”, disse o gerente de marketing Daniel Lima. 



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Retomada em bares e restaurantes é tímida

Nas padarias da região, movimento foi apenas 20% do registrado no período pré-pandemia

Yara Ferraz
do Diário do Grande ABC

07/07/2020 | 00:04


O primeiro dia de reabertura dos salões de restaurantes, lanchonetes e padarias para consumo no local no Grande ABC foi tímido. No geral, a estimativa é que o movimento chegou a 20% na comparação com o período pré- pandemia. Para os empresários, muitas pessoas ainda estão inseguras para sair de casa e preferem a comodidade do delivery.

Segundo o Sehal (Sindicato das Empresas de Hospedagem e Alimentação do Grande ABC), são cerca 11 mil estabelecimentos na região, entre bares, restaurantes e lanchonetes. Presidente licenciado da entidade, Beto Moreira afirmou que nos primeiros dias o movimento deve girar entre 10% e 20%, e que o momento é incerto, inclusive para os empresários do setor. “Muitos estavam esperando a prorrogação da MP (Medida Provisória) 936 (que autoriza a suspensão temporária de contratos e redução salarial). Então existe receio de chamar os funcionários e não ter como pagar porque não se sabe como vai ser o movimento”, disse. Segundo ele, o fim de semana deve ser o termômetro com relação ao interesse dos consumidores.

“Só em ver as portas abertas e saber que começamos a trabalhar é uma vitória”, avaliou um dos proprietários do restaurante Kinkon, localizado no Centro de São Bernardo, José Ubiranilson Pinheiro.

O local, que fica nas proximidades da Rua Marechal Deodoro, principal ponto de comércio da cidade, depende do movimento nas lojas para atrair clientes. Para ele, ontem foi melhor do que o esperado. “Me preparei para vender pouco, mas em relação a antes da pandemia, em uma segunda-feira, vendi 60%. Costumava arrecadar cerca de R$ 5.000 e hoje (ontem) fiz R$ 2.800. Estou com muita esperança.”

“Não está sendo fácil”, disse Auderico Andrade Nascimento, proprietário do restaurante Nova São Bernardo, também na região central. As vendas ficaram em torno de 40% em comparação aos dias normais. “Temos que distanciar mesas e oferecer álcool gel. Enfim, várias medidas que devem ser tomadas para seguir adiante.”

Para reabrir, os estabelecimentos precisam respeitar série de recomendações de higiene e limpeza. Mesma situação das padarias, que até ontem também funcionavam para retirada de produtos e delivery.

De acordo com o presidente do Sipan-ABC (Sindicato das Indústrias de Panificação do Grande ABC), Antônio Carlos Henriques, o Toninho, as 950 padarias da região registraram média de 20% na movimentação, na comparação com os dias normais. “Não adianta pensar que vamos ter a mesma situação, pois teremos que reconquistar estes clientes. Afinal, foram quatro meses fechados e as pessoas começaram a ter outros hábitos”, disse. Na média, o setor perdeu 60% de faturamento com a pandemia, de acordo com a entidade.

O proprietário da Padaria Tranza, localizada no bairro Planalto, em São Bernardo, notou a movimentação 80% menor do que em períodos pré-pandemia. “Foi bem parado. Imagino que muitas pessoas ainda estão com medo de sair. Muitas ainda não sabiam do retorno e outras ainda estão no home office e preferem pedir o delivery”, afirmou.

Para o proprietário da Palácio do Pão, localizada na Vila Curuçá, em Santo André, Felippe Pereira, a modalidade das entregas veio para ficar, por enquanto. “Nosso ponto de vista é que esta retomada ainda vai ser lenta. Nós estamos tomando todos os cuidados, mas manter o salão demanda alto custo com pessoal. Se continuar nessa média de 20%, talvez tenhamos que mudar de estratégia”, disse.

O fato é que para os clientes fiéis ontem foi um dia especial. Caso do comerciante Helio Paca de Lima, 65 anos, que vai há 10 na Padaria Bella Vitória, na Vila Floresta, em Santo André, e se senta na mesma banqueta, que por sorte não estava bloqueada por causa do distanciamento – já que agora não é possível ficar perto, algumas não podem ser usadas. “Estava bem vazio, acho que o pessoal vai se acostumando pouco a pouco. Até porque ainda não está tudo normal, o vírus ainda está por aí, mas essa retomada, com todos os cuidados, é importante”, disse.

Salões de beleza se voltam às adequações

Salões de beleza e barbearias da região também estão autorizados a funcionar desde ontem, com restrições. Como a maioria normalmente abre apenas a partir de terça-feira, o primeiro dia da reabertura foi utilizado para adequações á nova realidade. Mas alguns optaram por atender aos clientes, mesmo em menor quantidade. A estimativa é que a demanda reprimida pelo setor esteja em torno de 70%.

“Barbeiros e salões mais simples atenderam, mas a maioria aproveitou para ir atrás das adequações. Ainda temos uma demanda reprimida muito forte, de pessoas que iam para festas e se arrumavam para barzinhos, que agora estão com horário reduzido. Temos o público da terceira idade, as grávidas, as crianças, ou seja, a gente estima um público de 70% reprimido, mas que não vão voltar a frequentar o salão neste momento”, disse a diretora da ABSB (Associação Brasileira dos Salões de Beleza), Luciana Botelho. A estimativa é faturamento de até 30% em relação ao período pré-pandemia neste início de retomada.

Em Diadema, o gerente do Salão Adonay, no Jardim Rosinha, Samuel do Nascimento Batista, afirmou que a movimentação foi em torno de 20% em relação ao começo do ano. “Tem muita gente em casa e outros acabaram perdendo o emprego. As pessoas estão vindo mais pela necessidade, mas notamos que estão com bastante receio ainda”, afirmou ele, que durante a pandemia trabalhou com serviço de delivery.

Shoppings já estão com horário ampliado

Os shoppings da região começaram a operar por seis horas diárias – duas a mais do que nas últimas semanas – ontem. Inicialmente, as praças de alimentação ainda não podem funcionar em todos os estabelecimentos para consumo no local, apenas nos shoppings de São Bernardo e São Caetano. Já os restaurantes com salões próprios dentro dos centros de compras reabriram.

Em Santo André, o Grand Plaza reabriu quatro restaurantes do boulevard gastronômico ontem, quando começou a funcionar das 14h às 20h. O Shopping ABC, que funciona no mesmo horário, reabre a praça a partir de hoje.

No Golden Square Shopping, em São Bernardo, que funciona do meio-dia às 18h, a praça de alimentação pode operar com 30% de público e sem oferecer self-service. Na praça de alimentação do Shopping Metrópole (funciona até as 18h), na mesma cidade, há adesivos no piso que indicam o distanciamento, reforço nos pontos de álcool gel e na rotina de limpeza, entre outros.

A praça de alimentação do ParkShopping São Caetano estará aberta ao público das 12h às 17h, com capacidade de 30% da ocupação e mesas sinalizadas para que se respeite a distância mínima de 1,50 m. Após as 17h, o cliente poderá retirar o pedido, sem consumo no local.

O Mauá Plaza Shopping funciona diariamente das 14h às 20h, mas a praça de alimentação ainda não está liberada para consumo no local. No Praça da Moça, em Diadema, que fica aberto pelo mesmo período tempo, a praça não reabriu. “O primeiro dia foi de movimento considerável, principalmente em lojas de serviços, mas o empreendimento todo sente esta retomada de forma bastante positiva”, disse o gerente de marketing Daniel Lima. 

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