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Apaixonados por música

Conexão com universo musical motiva crianças e exige dedicação, ainda mais com aulas on-line


Luís Felipe Soares

04/07/2020 | 23:59


Vitor Tanus Risso, 13 anos, de São Bernardo, tem como maior inspiração na música o norte-americano John Frusciante, guitarrista da banda Red Hot Chili Peppers. Ele também observa figuras como Jimmy Page (do grupo Led Zepellin), Johnny Ramone (Ramones) e Tom Morello (Rage Against The Machine e Audioslave) para observar detalhes de como eles tocam e tentar ‘pegar’ estilos para montar suas ações no comando da guitarra, instrumento que explora desde os 11 anos. 

“Sinto uma grande alegria (quando toco), afinal, música é a coisa que eu mais gosto no mundo”, afirma o aspirante a rockstar. “O principal desafio é que, no começo, você pode se frustrar por não estar tocando

do jeito que gostaria. Depois de um tempo isso passa”, diz, revelando que a proximidade com os companheiros de corda, incluindo o violão, é diária.

O encontro com o universo musical desperta curiosidade desde cedo e pode ser intensificado com aulas temáticas. Aprender sobre sons, gêneros, partituras (representação escrita das canções por meio de símbolos e linhas) e as possibilidades de diferentes instrumentos exige dedicação e atenção, ainda mais em meio ao atual período de pandemia do novo coronavírus, que obriga programação on-line.

“As aulas presenciais são mais divertidas. No começo eu não gostava muito das aulas on-line, mas agora já estou me acostumando”, comenta Marina Maciel Barbosa, 9, que fez musicalização quando era mais nova e, atualmente, se descobriu apaixonada pela bateria. Com a ajuda do pai, ela coloca o notebook na cadeira e, do seu banco, espera as orientações virtuais do professor. “Eu tenho escutado bastante música nesta quarentena. As que eu gosto, tento tocar.” Seu playlist atual tem faixas dos grupos Now United e Melim, além de singles da cantora e youtuber Bibi Tatto. 

Os bate-papos com os professores podem ser individuais ou em grupo, todos por meio da internet e com ajuda de programas de conversa e redes sociais. “Eu usava o celular de maneira mais controlada antes (da pandemia) e passei usar mais por causa das aulas de música e da escola”, comenta Artur Henrique Martins Sandrini, 9, cuja rotina envolve ouvir canções clássicas e de rock enquanto brinca como referência para o que pode fazer no piano. “O instrumento fica na sala e, quando me dá vontade de tocar, eu vou lá e toco um pouco. Às vezes, quando minha família ainda está almoçando, eles ficam me ouvindo.”

Eles acreditam que o distanciamento físico faz com que lições fiquem menos intensas ao aprender somente em casa, mas tentam aproveitar ao máximo para deixar a música fluir seja onde for. 

Não há idade para começar as aulas

Aprender a tocar algum instrumento passa pela vontade e habilidade de cada um. Não há idade determinada para se começar as aulas, sendo que o importante é a vivência musical que a criança tem. Caso demonstre interesse por algo após ações mais lúdicas, ela pode se voltar para lições mais sérias.

Há quem comece nas aulas a partir de 4 ou 5 anos, mas não é algo determinado. Entre os instrumentos comuns na entrada estão flauta doce, ukulele (versão menor de um violão e com quatro cordas) e os chamados boomwhackers (tubos plásticos de percussão). Itens mais conhecidos surgem depois.

A riqueza da cultura brasileira ajuda a despertar interesse pela forma como a música surge. Entre brincadeiras e cantigas, as crianças percebem conceitos básicos e detalhes de sensibilidade, ritmo, percepção auditiva, sociabilidade e criação. 

São notáveis os benefícios trazidos pela mundo da música. Com até 3 anos, alunos contam com auxílio no processo de aquisição de linguagem, desenvolvimento emocional e controle dos movimentos. Questões como atenção, socialização, comunicação e trabalho de habilidades espaciais (resoluções de problemas que envolvem espaços e sua visualização) podem ser ampliadas. Destaque também para a ampliação de repertório e melhoria na coordenação rítmica.

Contato com os sons começa na barriga da mãe

O contato do ser humano com a música ao seu redor ocorre ainda dentro da barriga da mãe. A brincadeira entre sons e silêncio pode ser percebida já a partir dos 4 meses de formação, quando a audição da criança começa a existir. Apresentar sonoridades diferentes, canções diversas e conversar um pouco com quem está dentro do útero fazem parte do processo e são ações bem-vindas. 

Aos 6 meses de vida, o bebê é capaz de perceber se determinada música lhe traz alegria ou tristeza, transmitindo o sentimento por meio de expressões faciais, risadas e choros.

O processo de musicalização infantil passa pela apresentação desse universo sonoro com a ajuda de profissionais da área. Na companhia dos pequenos, famílias podem fortalecer vínculos afetivos, com questões como autoestima e desenvolvimento emocional sendo estimulados ao longo do tempo.

Crianças mais crescidas já partem para caminho de alfabetização musical. Trata-se de vivências que exploram percepções auditivas, intensidade e duração dos sons. Lembrando que a conexão com esse universo da música é individual, com experiências diferentes para cada um.

 Consultoria de Ivana Bitolo, coordenadora do Conservatório Musical André da Silva Gomes, em São Bernardo.



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Apaixonados por música

Conexão com universo musical motiva crianças e exige dedicação, ainda mais com aulas on-line

Luís Felipe Soares

04/07/2020 | 23:59


Vitor Tanus Risso, 13 anos, de São Bernardo, tem como maior inspiração na música o norte-americano John Frusciante, guitarrista da banda Red Hot Chili Peppers. Ele também observa figuras como Jimmy Page (do grupo Led Zepellin), Johnny Ramone (Ramones) e Tom Morello (Rage Against The Machine e Audioslave) para observar detalhes de como eles tocam e tentar ‘pegar’ estilos para montar suas ações no comando da guitarra, instrumento que explora desde os 11 anos. 

“Sinto uma grande alegria (quando toco), afinal, música é a coisa que eu mais gosto no mundo”, afirma o aspirante a rockstar. “O principal desafio é que, no começo, você pode se frustrar por não estar tocando

do jeito que gostaria. Depois de um tempo isso passa”, diz, revelando que a proximidade com os companheiros de corda, incluindo o violão, é diária.

O encontro com o universo musical desperta curiosidade desde cedo e pode ser intensificado com aulas temáticas. Aprender sobre sons, gêneros, partituras (representação escrita das canções por meio de símbolos e linhas) e as possibilidades de diferentes instrumentos exige dedicação e atenção, ainda mais em meio ao atual período de pandemia do novo coronavírus, que obriga programação on-line.

“As aulas presenciais são mais divertidas. No começo eu não gostava muito das aulas on-line, mas agora já estou me acostumando”, comenta Marina Maciel Barbosa, 9, que fez musicalização quando era mais nova e, atualmente, se descobriu apaixonada pela bateria. Com a ajuda do pai, ela coloca o notebook na cadeira e, do seu banco, espera as orientações virtuais do professor. “Eu tenho escutado bastante música nesta quarentena. As que eu gosto, tento tocar.” Seu playlist atual tem faixas dos grupos Now United e Melim, além de singles da cantora e youtuber Bibi Tatto. 

Os bate-papos com os professores podem ser individuais ou em grupo, todos por meio da internet e com ajuda de programas de conversa e redes sociais. “Eu usava o celular de maneira mais controlada antes (da pandemia) e passei usar mais por causa das aulas de música e da escola”, comenta Artur Henrique Martins Sandrini, 9, cuja rotina envolve ouvir canções clássicas e de rock enquanto brinca como referência para o que pode fazer no piano. “O instrumento fica na sala e, quando me dá vontade de tocar, eu vou lá e toco um pouco. Às vezes, quando minha família ainda está almoçando, eles ficam me ouvindo.”

Eles acreditam que o distanciamento físico faz com que lições fiquem menos intensas ao aprender somente em casa, mas tentam aproveitar ao máximo para deixar a música fluir seja onde for. 

Não há idade para começar as aulas

Aprender a tocar algum instrumento passa pela vontade e habilidade de cada um. Não há idade determinada para se começar as aulas, sendo que o importante é a vivência musical que a criança tem. Caso demonstre interesse por algo após ações mais lúdicas, ela pode se voltar para lições mais sérias.

Há quem comece nas aulas a partir de 4 ou 5 anos, mas não é algo determinado. Entre os instrumentos comuns na entrada estão flauta doce, ukulele (versão menor de um violão e com quatro cordas) e os chamados boomwhackers (tubos plásticos de percussão). Itens mais conhecidos surgem depois.

A riqueza da cultura brasileira ajuda a despertar interesse pela forma como a música surge. Entre brincadeiras e cantigas, as crianças percebem conceitos básicos e detalhes de sensibilidade, ritmo, percepção auditiva, sociabilidade e criação. 

São notáveis os benefícios trazidos pela mundo da música. Com até 3 anos, alunos contam com auxílio no processo de aquisição de linguagem, desenvolvimento emocional e controle dos movimentos. Questões como atenção, socialização, comunicação e trabalho de habilidades espaciais (resoluções de problemas que envolvem espaços e sua visualização) podem ser ampliadas. Destaque também para a ampliação de repertório e melhoria na coordenação rítmica.

Contato com os sons começa na barriga da mãe

O contato do ser humano com a música ao seu redor ocorre ainda dentro da barriga da mãe. A brincadeira entre sons e silêncio pode ser percebida já a partir dos 4 meses de formação, quando a audição da criança começa a existir. Apresentar sonoridades diferentes, canções diversas e conversar um pouco com quem está dentro do útero fazem parte do processo e são ações bem-vindas. 

Aos 6 meses de vida, o bebê é capaz de perceber se determinada música lhe traz alegria ou tristeza, transmitindo o sentimento por meio de expressões faciais, risadas e choros.

O processo de musicalização infantil passa pela apresentação desse universo sonoro com a ajuda de profissionais da área. Na companhia dos pequenos, famílias podem fortalecer vínculos afetivos, com questões como autoestima e desenvolvimento emocional sendo estimulados ao longo do tempo.

Crianças mais crescidas já partem para caminho de alfabetização musical. Trata-se de vivências que exploram percepções auditivas, intensidade e duração dos sons. Lembrando que a conexão com esse universo da música é individual, com experiências diferentes para cada um.

 Consultoria de Ivana Bitolo, coordenadora do Conservatório Musical André da Silva Gomes, em São Bernardo.

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