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Instituto Brasileiro da Cachaça espera queda do mercado da Cachaça de mais de 20% em 2020


Do dgabc.com.br

03/07/2020 | 11:08


O Instituto Brasileiro da Cachaça (IBRAC) espera queda do mercado da Cachaça de mais de 20% em 2020. A expectativa é baseada no estudo anual do provedor global de pesquisas de mercado Euromonitor International, que avalia o desempenho de várias categorias de produto, e prevê para o setor da Cachaça em 2020 uma queda de 21,7% em volume total, incluindo vendas em supermercados, bares e restaurante, em virtude da crise gerada pelo novo coronavírus. Antes de se instaurar a pandemia no Brasil, a previsão era de um crescimento de apenas 1,5%.
Segundo Carlos Lima, diretor executivo do IBRAC, entidade representativa da categoria, o setor da Cachaça possui 7% do market share do mercado brasileiro de bebidas alcoólicas, em volume, enquanto a cerveja, primeira colocada, detém 87%. Para ele, a previsão de queda afeta um setor que é constituído, em sua maioria, por micro, pequenas e médias empresas, e já enfrentava dificuldades em função da alta carga tributária, principalmente após 2016, quando foi afetado consideravelmente por aumento do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).
“O crescimento previsto já era ínfimo para um setor que gera cerca de 600 mil empregos diretos e indiretos. Um dos principais fatores para essa previsão de queda, além de todo contexto econômico que o Brasil enfrenta, foi o fechamento de bares e restaurantes, que afetou diretamente o setor da Cachaça que tem nesses locais os seus principais canais de distribuição, uma vez que representam 70% das vendas da bebida”, explica.
“Estamos falando de um setor com grande potencial, pois a Cachaça representa mais de 72% do mercado de destilados e, como outros setores, vem sofrendo todos os impactos negativos gerados pela situação econômica, demonstrados pelo número de queda trazido pela Euromonitor. O trabalho conjunto do setor privado e do governo será de suma importância para assegurar a sustentabilidade do setor, e de toda sua cadeia de valor, no cenário pós-covid”, completa.
“É importante notar também que essa queda faz parte de nosso cenário base, construído pensando em uma quarentena de dois meses e meio. Ou seja, neste momento o cenário pode se agravar, considerando que a quarentena em algumas regiões se prolonga e os impactos econômicos, como desemprego e queda do PIB, podem acentuar a queda ainda mais”, afirma Rodrigo Mattos, analista de Alcoholic Drinks da Euromonitor International.
O Brasil registra hoje cerca de 1.397 estabelecimentos produtores de Cachaça e Aguardente, distribuídos em 835 municípios, registrados no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Esse total gera aproximadamente 600 mil empregos diretos e indiretos. 



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Instituto Brasileiro da Cachaça espera queda do mercado da Cachaça de mais de 20% em 2020

Do dgabc.com.br

03/07/2020 | 11:08


O Instituto Brasileiro da Cachaça (IBRAC) espera queda do mercado da Cachaça de mais de 20% em 2020. A expectativa é baseada no estudo anual do provedor global de pesquisas de mercado Euromonitor International, que avalia o desempenho de várias categorias de produto, e prevê para o setor da Cachaça em 2020 uma queda de 21,7% em volume total, incluindo vendas em supermercados, bares e restaurante, em virtude da crise gerada pelo novo coronavírus. Antes de se instaurar a pandemia no Brasil, a previsão era de um crescimento de apenas 1,5%.
Segundo Carlos Lima, diretor executivo do IBRAC, entidade representativa da categoria, o setor da Cachaça possui 7% do market share do mercado brasileiro de bebidas alcoólicas, em volume, enquanto a cerveja, primeira colocada, detém 87%. Para ele, a previsão de queda afeta um setor que é constituído, em sua maioria, por micro, pequenas e médias empresas, e já enfrentava dificuldades em função da alta carga tributária, principalmente após 2016, quando foi afetado consideravelmente por aumento do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).
“O crescimento previsto já era ínfimo para um setor que gera cerca de 600 mil empregos diretos e indiretos. Um dos principais fatores para essa previsão de queda, além de todo contexto econômico que o Brasil enfrenta, foi o fechamento de bares e restaurantes, que afetou diretamente o setor da Cachaça que tem nesses locais os seus principais canais de distribuição, uma vez que representam 70% das vendas da bebida”, explica.
“Estamos falando de um setor com grande potencial, pois a Cachaça representa mais de 72% do mercado de destilados e, como outros setores, vem sofrendo todos os impactos negativos gerados pela situação econômica, demonstrados pelo número de queda trazido pela Euromonitor. O trabalho conjunto do setor privado e do governo será de suma importância para assegurar a sustentabilidade do setor, e de toda sua cadeia de valor, no cenário pós-covid”, completa.
“É importante notar também que essa queda faz parte de nosso cenário base, construído pensando em uma quarentena de dois meses e meio. Ou seja, neste momento o cenário pode se agravar, considerando que a quarentena em algumas regiões se prolonga e os impactos econômicos, como desemprego e queda do PIB, podem acentuar a queda ainda mais”, afirma Rodrigo Mattos, analista de Alcoholic Drinks da Euromonitor International.
O Brasil registra hoje cerca de 1.397 estabelecimentos produtores de Cachaça e Aguardente, distribuídos em 835 municípios, registrados no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Esse total gera aproximadamente 600 mil empregos diretos e indiretos. 

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