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Em meio à flexibilização, casos seguem subindo

Banco de dados Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Na região, média diária de infectados avançou desde domingo em comparação à semana passada


Flavia Kurotori
Do Diário do Grande ABC

03/07/2020 | 00:01


O governo do Estado deve anunciar hoje protocolos de reabertura de teatros, cinemas, academias e salas de espetáculos para as cidades que estão na Fase 3 (amarela) do Plano São Paulo, entre elas as do Grande ABC – embora ainda não haja data para retomada dessas atividades. Ao mesmo tempo, os dados da pandemia mostram avanço no número de casos e de vítimas fatais do novo coronavírus tanto na região como no Estado.

Cinco das sete cidades tiveram aumento na média diária de casos confirmados da Covid-19 de domingo até ontem em relação à semana passada. Percentualmente, o município com maior aceleração foi Mauá, que passou de oito para 35 (332,5%) diagnósticos por dia. Em seguida, Ribeirão Pires teve acréscimo de 86,3% (sete para 13), Santo André, de 41,8% (168 para 239), Rio Grande da Serra, de 6,38% (quatro para cinco) e, em Diadema, de 1,54% (97 para 99).

Na mesma comparação, a média diária de mortes causadas pela doença cresceu em três cidades: Santo André (100%, de dois para quatro), São Caetano (71,42%, de um para dois) e São Bernardo (36,36%, de sete para nove). O cálculo foi baseado em dados disponibilizados pelas prefeituras.

No Estado, a situação não é muito diferente, tanto que no boletim divulgado ontem foram computados 12.244 novos casos de coronavírus, a segunda pior marca desde o início da pandemia, além de 321 óbitos.

Na avaliação do infectologista do HMCG (Hospital e Maternidade Christóvão da Gama), Carlos Quadros, o início da flexibilização e o avanço das fases foram precipitados. “A maior parte dos países só começou a reabrir quando teve uma queda sustentável nos casos e mortes por, pelo menos, quatro semanas seguidas. Aqui, o governo (do Estado) falou em platô (estabilização da contaminação e óbitos), mas não há sinal claro de que isso está acontecendo”, afirmou.

O especialista destacou que a área médica acredita que a flexibilização seria mais gradual e não com intervalo de duas semanas como está ocorrendo. “O vírus pode ficar incubado por até 14 dias, enquanto o reflexo (da reabertura) nos óbitos pode demorar até cinco semanas para começar a aparecer. Testar mais ou menos influencia no número de casos, mas não no número de mortes”, explicou. “Quando autoriza a abertura, passa para a população a mensagem de que o pior já passou. Fora que uma coisa é estabelecer protocolos e outra é a prática.”

BALANÇO
De acordo com as prefeituras, a região registrou 23.593 diagnósticos positivos para a Covid-19 desde o início da pandemia, sendo 9.247 em São Bernardo, 7.371 em Santo André, 3.585 em Diadema, 1.980 em São Caetano, 832 em Mauá, 403 em Ribeirão Pires e 175 em Rio Grande da Serra. Do total, 1.172 morreram da doença, equivalente a 42 óbitos a cada 100 mil habitantes.

Conforme o governo estadual, são 302.179 casos positivos, sendo 15.351 mortes. As taxas de ocupação de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) são de 64,7% na Grande São Paulo e 64,1% no Estado. No País, são 1.496.858 diagnósticos confirmados e 61.884 mortes, segundo o Ministério da Saúde. 



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Em meio à flexibilização, casos seguem subindo

Na região, média diária de infectados avançou desde domingo em comparação à semana passada

Flavia Kurotori
Do Diário do Grande ABC

03/07/2020 | 00:01


O governo do Estado deve anunciar hoje protocolos de reabertura de teatros, cinemas, academias e salas de espetáculos para as cidades que estão na Fase 3 (amarela) do Plano São Paulo, entre elas as do Grande ABC – embora ainda não haja data para retomada dessas atividades. Ao mesmo tempo, os dados da pandemia mostram avanço no número de casos e de vítimas fatais do novo coronavírus tanto na região como no Estado.

Cinco das sete cidades tiveram aumento na média diária de casos confirmados da Covid-19 de domingo até ontem em relação à semana passada. Percentualmente, o município com maior aceleração foi Mauá, que passou de oito para 35 (332,5%) diagnósticos por dia. Em seguida, Ribeirão Pires teve acréscimo de 86,3% (sete para 13), Santo André, de 41,8% (168 para 239), Rio Grande da Serra, de 6,38% (quatro para cinco) e, em Diadema, de 1,54% (97 para 99).

Na mesma comparação, a média diária de mortes causadas pela doença cresceu em três cidades: Santo André (100%, de dois para quatro), São Caetano (71,42%, de um para dois) e São Bernardo (36,36%, de sete para nove). O cálculo foi baseado em dados disponibilizados pelas prefeituras.

No Estado, a situação não é muito diferente, tanto que no boletim divulgado ontem foram computados 12.244 novos casos de coronavírus, a segunda pior marca desde o início da pandemia, além de 321 óbitos.

Na avaliação do infectologista do HMCG (Hospital e Maternidade Christóvão da Gama), Carlos Quadros, o início da flexibilização e o avanço das fases foram precipitados. “A maior parte dos países só começou a reabrir quando teve uma queda sustentável nos casos e mortes por, pelo menos, quatro semanas seguidas. Aqui, o governo (do Estado) falou em platô (estabilização da contaminação e óbitos), mas não há sinal claro de que isso está acontecendo”, afirmou.

O especialista destacou que a área médica acredita que a flexibilização seria mais gradual e não com intervalo de duas semanas como está ocorrendo. “O vírus pode ficar incubado por até 14 dias, enquanto o reflexo (da reabertura) nos óbitos pode demorar até cinco semanas para começar a aparecer. Testar mais ou menos influencia no número de casos, mas não no número de mortes”, explicou. “Quando autoriza a abertura, passa para a população a mensagem de que o pior já passou. Fora que uma coisa é estabelecer protocolos e outra é a prática.”

BALANÇO
De acordo com as prefeituras, a região registrou 23.593 diagnósticos positivos para a Covid-19 desde o início da pandemia, sendo 9.247 em São Bernardo, 7.371 em Santo André, 3.585 em Diadema, 1.980 em São Caetano, 832 em Mauá, 403 em Ribeirão Pires e 175 em Rio Grande da Serra. Do total, 1.172 morreram da doença, equivalente a 42 óbitos a cada 100 mil habitantes.

Conforme o governo estadual, são 302.179 casos positivos, sendo 15.351 mortes. As taxas de ocupação de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) são de 64,7% na Grande São Paulo e 64,1% no Estado. No País, são 1.496.858 diagnósticos confirmados e 61.884 mortes, segundo o Ministério da Saúde. 

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