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Preta Gil diz que hoje entendi comentário do pai sobre capa de disco nua

Reprodução/Instagram Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


02/07/2020 | 15:10


A maioria de nós se arrepende de alguma decisão que tomamos no passado, inclusive os famosos. Na última quarta-feira, dia 1º, Preta Gil conversou com Antonia Frering em uma live no Instagram, e relembrou a ocasião em que lançou seu primeiro álbum, Prêt-a Porter, em 2003. Na época, Preta foi criticada pelo pai, Gilberto Gil, por posa nua na capa do álbum, e interpretou a situação como caretice. Hoje, no entanto, ela compreende que a decisão tirou o foco das músicas.

- Quando fiz meu primeiro álbum, me senti renascendo. Quando a gente estava fazendo as fotos [para a capa], me achei careta. Eu, que sou filha de tropicalista e já vi tantas coisas incríveis, me vi fazendo umas poses e achei que isso não tinha nada a ver com o disco. Propus: posso ficar pelada? Amei, achei a cara do que queria dizer naquele momento. Peguei as fotos, no negativo, e mostrei para o meu pai. Ele viu. [Perguntei], e aí, pai, gostou? Ele disse: desnecessário, Preta. Não vai ser bom, você vai desvirtuar, tirar a atenção da música para a história da capa.

A cantora contou que viu a crítica do pai como conservadorismo, e decidiu seguir com a ideia. Depois, com o lançamento do álbum, ela percebeu que a cobertura midiática havia deixado as músicas de lado e focado apenas na imagem de capa, o que a deixou um pouco insegura em seguir a carreira:

- Entendi por que ele falou aquilo. De fato, em uma sociedade machista, gordofóbica, homofóbica, racista que a gente vive, as pessoas viram aquela capa e disseram: isso é nitroglicerina pura. Durante muitos anos, eu achei que para ser aceita, para ser amada, para ser bem-sucedida, eu tinha de ser magra, branca e fina, uma menina toda certinha. Perdi minha espontaneidade e minha espontaneidade. A gente vai se liberando e coisas que nem sabia que estavam presas.

Preta também contou que decidiu seguir como cantora após ter um sonho com seu irmão mais velho, Pedro Gil, que morreu aos 19 anos de idade depois de sofrer um acidente de carro. Na época, a cantora trabalhava com publicidade:

Eu tive um sonho muito lúcido. Ele me dizia: volte para o seu caminho, se encontre. Era um sonho em que ele tocava bateria e eu cantava.



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Preta Gil diz que hoje entendi comentário do pai sobre capa de disco nua


02/07/2020 | 15:10


A maioria de nós se arrepende de alguma decisão que tomamos no passado, inclusive os famosos. Na última quarta-feira, dia 1º, Preta Gil conversou com Antonia Frering em uma live no Instagram, e relembrou a ocasião em que lançou seu primeiro álbum, Prêt-a Porter, em 2003. Na época, Preta foi criticada pelo pai, Gilberto Gil, por posa nua na capa do álbum, e interpretou a situação como caretice. Hoje, no entanto, ela compreende que a decisão tirou o foco das músicas.

- Quando fiz meu primeiro álbum, me senti renascendo. Quando a gente estava fazendo as fotos [para a capa], me achei careta. Eu, que sou filha de tropicalista e já vi tantas coisas incríveis, me vi fazendo umas poses e achei que isso não tinha nada a ver com o disco. Propus: posso ficar pelada? Amei, achei a cara do que queria dizer naquele momento. Peguei as fotos, no negativo, e mostrei para o meu pai. Ele viu. [Perguntei], e aí, pai, gostou? Ele disse: desnecessário, Preta. Não vai ser bom, você vai desvirtuar, tirar a atenção da música para a história da capa.

A cantora contou que viu a crítica do pai como conservadorismo, e decidiu seguir com a ideia. Depois, com o lançamento do álbum, ela percebeu que a cobertura midiática havia deixado as músicas de lado e focado apenas na imagem de capa, o que a deixou um pouco insegura em seguir a carreira:

- Entendi por que ele falou aquilo. De fato, em uma sociedade machista, gordofóbica, homofóbica, racista que a gente vive, as pessoas viram aquela capa e disseram: isso é nitroglicerina pura. Durante muitos anos, eu achei que para ser aceita, para ser amada, para ser bem-sucedida, eu tinha de ser magra, branca e fina, uma menina toda certinha. Perdi minha espontaneidade e minha espontaneidade. A gente vai se liberando e coisas que nem sabia que estavam presas.

Preta também contou que decidiu seguir como cantora após ter um sonho com seu irmão mais velho, Pedro Gil, que morreu aos 19 anos de idade depois de sofrer um acidente de carro. Na época, a cantora trabalhava com publicidade:

Eu tive um sonho muito lúcido. Ele me dizia: volte para o seu caminho, se encontre. Era um sonho em que ele tocava bateria e eu cantava.

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